Faculdade de Medicina de Olinda 2

12/11


2019

Coluna desta terça na Folha

Inaldo amava a notícia e o Sertão

Tem uma máxima de Gabriel Garcia Márquez, autor do best-seller Cem anos de Solidão, que jornalismo é uma paixão insaciável. Inaldo Sampaio, colunista político que Deus abreviou, ontem, sua missão na terra, era como o escritor colombiano, mas com uma diferença: amava também a arte musical.

Quando o conheci, só soube que era saxofonista e pajeuzeiro como eu, informado por amigos. Tinha muitas coisas parecidas comigo, a maior delas o amor pelo Pajeú e sua gente simples. Inaldo deixava de curtir o carnaval com a família para soprar o seu sax numa orquestra de São José do Egito, vizinha de minha Afogados da Ingazeira, nas quatro noites de folia.

Enquanto tocava, colhia notícias, porque jornalismo, para ele, era tirar a venda dos olhos de quem não conhece a verdade. Inaldo deixa uma lacuna enorme na Imprensa nordestina. Para mim, seu ofício de bem informar era um fio, que ligava as pessoas aos fatos da política.

Apego ao torrão – Inaldo Sampaio era tão apegado ao seu torrão natal que, embora tenha feito cursos no Exterior, reclamava quando aparecia viagens, porque não gostava de quebrar a rotina na província. Em Brasília, o encontrei raramente. Mas mesmo assim, tinha faro para a notícia como o pastor Alemão em busca da caça. Deixa o legado da honestidade e da imparcialidade.

Mandachuva – A superintendente do Metrorec, Renata Peti, não é obra da imaginação criadora do deputado Eduardo da Fonte (PP), como desconfia a bancada federal. Servidora do quadro, sua escolha foi do presidente da CBTU, José Marques. O nome de Dudu é Marcela Campos, sua cunhada, que assumiu a diretoria Financeira. E dizem que é a mandachuva do pedaço.

Cintra na Sudene – Dado o start da nomeação do segundo escalão federal em Pernambuco, o ex-suplente de senador Douglas Cintra (PTB), que ocupou a vaga de Armando Monteiro por um curto período, da sua licença para disputar o Governo do Estado, está cotado para assumir o comando da Sudene. Cintra mergulhou em Caruaru e vive, hoje, dedicado à sua fazenda.

Multados – Os prefeitos de Timbaúba e Parnamirim, Ulisses Felinto (PSDB), e Tácio Carvalho (PSB), respectivamente, se ferraram pela contratação ilegal de servidores temporários. Relator da matéria, o conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho aplicou multas de R$ 11,748 mil.

Vingança – O presidente Bolsonaro dará adeus, hoje, ao PSL, partindo para criação de um novo partido. Além de sair atirando no presidente da legenda, Luciano Bivar, como tem feito nos últimos dias, anuncia arrastar em torno de 20 deputados, esvaziando o balão do pernambucano Bivar.

EXPECTATIVA – Com presença confirmada no Recife para o próximo domingo, num ato marcado na Praça do Carmo, o ex-presidente Lula deve se manifestar em relação à pré-candidatura de Marília Arraes à Prefeitura do Recife, mesmo num ambiente cercado por socialistas.

Perguntar não ofende: Será que o líder do Governo na Alepe, Isaltino Nascimento (PSB), vai dançar, novamente, amanhã, no plenário da Casa, na sessão em homenagem ao Bita?


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Comentários

Fernandes

Moro e bolsominions defendem a prisão em 2° instância só por causa do Lula mas não pedem a prisão do Queiroz nem na 1°

Fernandes

Denúncias de Alexandre Frota na CPI das Fake News pode levar a cassação da chapa de Bolsonaro.

Fernandes

Brasil é o país onde ao invés de se criar imposto sobre grandes fortunas, se cria imposto sobre grandes pobrezas...

Fernandes

Parabéns, bancários gado bolsominions! MP aumenta jornada de trabalho de bancários e permite abertura de agências aos sábados!

Fernandes

Paulo Guedes decidiu taxar os cachaceiros! Agora o Bozo cai!


Prefeitura de Abreu e Lima

12/11


2019

Da Fonte nega indicação no Metrorec

O deputado Eduardo da Fonte (PP) é leitor voraz da minha coluna e deste blog. Só dorme depois da meia noite quando confere a postagem da coluna. E me acordou, nas primeiras horas de hoje, para negar qualquer apadrinhamento na nomeação da diretora financeira do Metrorec, Marcelo Campos.

Esclareceu que Marcela deixou de ser cunhada há muito tempo e que, apesar da boa relação com a família Campos - ela é filha do ex-governador Carlos Wilson - não patrocinou sua nomeação. "Marcela é servidora do quadro do Metrorec e está ocupando função de direção pela sua competência", afirmou.


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Prefeitura de Paulista

12/11


2019

Pros abre debate sobre problemas de Olinda

O Pros promoveu, ontem, em Olinda, um ato para cidadãos comuns, lideranças locais e membros do diretório municipal. Representado pelo presidente estadual, João Fernando, o partido abriu uma discussão democrática junto com representantes de vários segmentos sociais para discutir o futuro do município, colocando em pauta os problemas enfrentados e apresentar soluções. 
 
Além de discutir políticas públicas que atendam aos cidadãos, debateu o cenário político local e o fortalecimento do partido em Olinda. Estiveram presentes o presidente municipal do PROS, Marcos Rueda; o vice Fábio, o tesoureiro Manoelzinho; os secretários Albérico e Antônio e ainda mais de 40 pré-candidatos a vereador, entre eles, suplentes, ex-vereadores,  empresários, pastores, professores, presidentes de Associações, ONG's, comerciantes, mulheres e defensores da acessibilidade.
 
Juntou-se também à reunião o ex-vereador, ex-presidente da Câmara de Olinda e pré-candidato à Prefeitura em 2020, Pedro Mendes, que contribuiu de forma efetiva com o debate.


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Prefeitura de Serra Talhada

12/11


2019

Ciro: "O lulismo é uma bola de chumbo"

Ex-ministro diz que discurso de Lula amarra o País ao passado e descarta aliança com PT.

Foto: Alex Silva/editadão

O Estado de S. Paulo - Pedro Venceslau, André Ítalo Rocha /Daniel Weterman
 

Dois dias depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursar para a militância em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e reacender a polarização política com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência em 2018, fez duras críticas ao petista, a quem chamou de “sem escrúpulo”. “Lula é um encantador de serpentes. A presunção dele é que as pessoas são ignorantes e que pode, usando fetiches, intrigas e a absoluta falta de escrúpulos que o caracteriza, navegar nisso. O mal que Lula está fazendo ao Brasil é muito grave e extenso”, afirmou.

Ciro falou com jornalistas ontem à tarde, antes de uma palestra na universidade FMU, na capital paulista. O ex-ministro apoiou Lula pela primeira vez na eleição presidencial de 1989, quando era prefeito de Fortaleza, no 2.° turno da eleição de 2002, e também nas eleições de 2006, quando era ministro da Integração Nacional no governo do petista. Em 2018, porém, o pedetista se afastou do ex-presidente durante a campanha.

Ontem, o ex-ministro disse ainda que tanto Lula quanto o presidente Jair Bolsonaro querem a polarização. “São duas faces da mesma moeda”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade da formação de uma frente ampla de esquerda para enfrentar o grupo de Bolsonaro em 2020 e 2022, o ex-ministro descartou de forma categórica qualquer possibilidade de estar ao lado do PT. “O lulopetismo virou uma bola de chumbo amarrando o Brasil ao passado. Ele (Lula) está fazendo de conta que é candidato e que foi inocentado”, disse Ciro. Em seguida, afirmou que “nunca mais” vai andar “com a quadrilha que hegemoniza o PT”.

Segunda instância. Sobre a possibilidade do Congresso encampar uma proposta que restitua a possibilidade de prisão em segunda instância, o pedetista disse que a Constituição “não é cueca” para ser trocada pela sujeira do dia a dia. “O artigo 5.° da Constituição Federal repete entre nós um princípio de todo

constitucionalismo mundial: a presunção de inocência até que o trânsito em julgado aconteça. Contra essa cláusula não pode haver emenda”, disse.

Em seu discurso em São Bernardo no sábado, Lula mostrou disposição para viajar pelo Brasil para aglutinar a oposição em torno do seu nome. Em sua fala, disse Bolsonaro foi eleito para governar para o povo brasileiro “e não para os milicianos do Rio”. O ex-presidente também atacou os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e a Operação Lava Jato

O ex-presidenciável afirmou que tem respeito pelo “petista médio” e lembrou que apoiou os governadores Camilo Santana no Ceará, Rui Costa na Bahia e Wellington Dias no Piauí. “Meu problema é com a cúpula corrompida do lulopetismo. Com essa gente nem para ir para o céu”. Ainda segundo o pedetista, Lula e Bolsonaro são “rigorosamente iguais” do ponto de vista econômico. “Há uma distinção: o Lula paralisou as privatizações e usou as estatais para subornar gente para seu projeto de poder. A polarização é só no fetiche e no adjetivo”.

Bolívia. O ex-ministro comentou ainda a situação da Bolívia e a renúncia de Evo Morales da presidência do país. “Todas as pessoas de bem do mundo devem gritar em alto e bom som que exigem providências da comunidade internacional que protejam a vida do presidente Evo Morales. Ele corre risco de vida”, afirmou.

Ele chamou de “calhorda” a posição dos países vizinhos, inclusive o Brasil, quando negaram ceder espaço aéreo para que Morales tentasse asilo político. “A Bolívia está entrando em ambiente de absoluta anomia”, afirmou. “Há uma evolução para a violência fruto de um golpe de Estado ao modo anos 50 e 60”, completou.


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12/11


2019

Brasil perde oportunidade de mediar crise na Bolívia

O retorno da quartelada

O general Williams Kaliman "sugere" a renúncia de Evo Morales na Bolívia | Reprodução de TV
Ao apoiar golpe, Brasil perde chance de mediar crise na Bolívia

O Globo - Por Bernardo Mello Franco

 

Para quem sonha com quarteladas, foi um domingo e tanto. De uniforme camuflado, o chefe das Forças Armadas convocou as emissoras de TV para ler um ultimato. Cercado por outros generais de farda, “sugeriu” a renúncia imediata do presidente.

A derrubada de Evo Morales foi um golpe de Estado clássico. Mais um na longa história de conspirações militares e rupturas institucionais na Bolívia.

Líder dos cocaleiros, Morales foi o primeiro indígena a governar o país. Eleito em 2005, nacionalizou a exploração de gás e reduziu a pobreza quase à metade. Em sua gestão, a economia cresceu ao ritmo de 5% ao ano.

Enfeitiçado pela popularidade, o presidente flertou com o caudilhismo e tentou se perpetuar no poder. Neste ano, ignorou um referendo popular e se lançou ao quarto mandato consecutivo. A disputa foi marcada por denúncias de fraude e apelos por uma nova votação.

Morales se declarou vencedor, mas não teve sossego. Por três semanas, as ruas foram tomadas por protestos. O empresário Luis Fernando Camacho despontou como líder de uma oposição mais radical, apoiada por milícias e igrejas evangélicas. Após a renúncia forçada, ele invadiu o palácio presidencial com uma Bíblia na mão.

Pressionado pela OEA, o presidente já havia aceitado convocar novas eleições quando foi ejetado do cargo. O governo brasileiro festejou a depoisção. O chanceler Ernesto Araújo tuitou que não houve “nenhum golpe”. Jair Bolsonaro aproveitou para martelar sua pregação pelo voto impresso, apesar de a Bolívia usar cédulas de papel.

Ao apoiar a quartelada, o Brasil perdeu as condições de mediar outra crise explosiva, que pode degringolar numa guerra civil na nossa fronteira. Mais um feito da antidiplomacia bolsonarista.


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Prefeitura de Limoeiro

12/11


2019

Petróleo: Brasil pode rever modelo de partilha

Para atrair mais interessados, Brasil deve rever modelo de partilha das reservas de petróleo

Gabriel de Paiva | Agência O Globo
O Globo - Por Ancelmo Gois

 

Irã acaba de anunciar um campo com 53 bilhões de reservas de petróleo, isso equivale a quase seis megacampos como este de Búzios, com o qual a Petrobras ficou naquele leilão de cessão onerosa.

Para o consultor Adriano Pires, isso mostra que “temos de acabar com o modelo de partilha e voltar à concessão, que é mais simples. O pré-sal tem pressa”.


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Capacitação de Candidatos

12/11


2019

Previdência: reforma será promulgada nesta terça

Reforma da Previdência será promulgada nesta terça-feira, 20 dias após sua aprovação. Demora custará R$ 601,2 milhões aos cofres públicos.

Previdência: novos rumos. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O Globo

 

RIO - A reforma da Previdência será promulgada nesta terça-feira. Foram 20 dias desde a aprovação do projeto pelo Congresso, em 23 de outubro.

As novas regras de aposentadoria só entrarão em vigor a partir da publicação do ato no diário do Congresso, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, ou seja 21 dias após a aprovação.

A decisão do Senado de segurar a promulgação custará aos cofres públicos R$ 601,2 milhões.  O cálculo foi feito pelo economista Paulo Tafner, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo, com base no impacto total da proposta aprovada pelos parlamentares de R$ 800 bilhões em dez anos.

O prejuízo foi definido a partir da economia diária prevista no primeiro ano de vigência da reforma. Ela poderia ter sido promulgada no dia seguinte, o que não ocorreu. Segundo Tafner, cada dia de atraso na promulgação da reforma resulta em uma perda de R$ 27,2 milhões. Para ele, faltou percepção ao Senado sobre a gravidade das contas do país.

— Ao demorar em demasia para promulgar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o Senado impôs um custo adicional ao país absolutamente desnecessário — afirmou o professor.

Pós-reforma: Para ex-secretário do Tesouro, foco deve ser corte de gastos como os do funcionalismo

Parcela ínfima diante da economia total prevista em dez anos, os R$ 601 milhões são suficientes para construir 7.600 casas para famílias de baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida, cujo valor unitário é de R$ 79 mil. O programa está paralisado para a faixa 1 (renda de até R$ 1.800), justamente por falta de recursos da União. O valor daria ainda para atender 108.132 crianças em idade de frequentar creches por tempo integral por um ano.

A justificativa dada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para adiar a promulgação foi esperar a chegada do presidente Jair Bolsonaro, à época em viagem internacional à Ásia. Bolsonaro retornou ao país no dia 1º de novembro.

Um dos reflexos do atraso na promulgação da reforma é o aumento do universo de segurados que atingem direito adquirido e poderão se aposentar pelas regras antigas, além de adiar o aumento das alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), paga pelos bancos. Neste caso, é preciso obedecer a noventena (90 dias), a contar da promulgação.

Pelo projeto aprovado pelo Congresso, os brasileiros que ainda não entraram no mercado de trabalho poderão se aposentar aos 65 anos de idade, se for homem, e 62 anos, se for mulher, depois de terem contribuído por pelo menos 20 anos para a Previdência se for homem, e 15 anos, se for mulher.

Para quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS, há regras de transição para dar entrada no pedido de aposentadoria. As normas serão diferentes para trabalhadores do setor privado, funcionários públicos e categorias especiais, como professores, policiais e trabalhadores rurais.

A reforma da Previdência também  mexe nas alíquotas de contribuição dos trabalhadores e cobra uma contribuição maior de quem tem os maiores salários. As alíquotas chegarão a 22% no caso dos servidores e a  14% no caso do INSS.

Mas, diferentemente do que ocorre pelas regras atuais, em que as alíquotas são nominais, ou seja, incidem sobre o total do salário, as novas alíquotas são progressivas, incidindo por faixa do salário, num modelo igual ao do Imposto de Renda.

As pensões para viúvas e viúvos e para os filhos mudaram também. Em caso de morte do trabalhador, a viúva receberá 60% do benefício que o marido recebia.

Terá direito a um acréscimo de 10 pontos percentuais por cada filho menor de 21 anos, até 100% do salário que o contribuinte recebia. As cotas são extintas quando os dependentes perdem essa condição. Se o filho tiver deficiência grave, física ou mental, a pensão será de 100% do benefício do contribuinte.

Não foram modificadas as regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que não contribuíram para a Previdência. O auxílio, de um salário mínimo, é concedido aos 65 anos para homens e mulheres cuja renda mensal de cada integrante da família não ultrapasse 1/4 do piso salarial nacional. O patrimônio familiar não pode ultrapassar R$ 98 mil.


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Magno coloca pimenta folha

12/11


2019

Pessoas que tiveram sintomas após contato com óleo serão avaliadas

Pernambuco
Até o momento, segundo a Marinha, mais de 4.400 toneladas de manchas de óleo foram coletadas das praias do Nordeste.

Foto: Diego Nigro/Reuters/via Agência Brasil

Da Veja - Por Agência Brasil

 

Equipes de saúde da Marinha, que desembarcaram domingo 10, no Porto de Suape (PE), iniciaram nesta segunda-feira 11 a investigação médico sanitária no estuário do Rio Sirinhaém sobre contaminação por óleo. Em seguida, os moradores das praias dos Carneiros, de Itapoama e São José da Coroa Grande serão avaliados pelas equipes médicas.

Os dados serão compilados e encaminhados às autoridades de saúde locais para o acompanhamento, caso necessário, das pessoas identificadas que apresentam sintomas decorrentes de contato com o óleo no litoral pernambucano.

Seis mergulhadores da Marinha, em cooperação com a Defesa Civil e voluntários, realizaram uma ação de monitoramento na região do Rio Persinunga, localizado na divisa entre Alagoas e Pernambuco, que resultou na identificação e recolhimento de, aproximadamente, 25 kg de resíduos oleosos. Para os próximos dias, estão sendo programadas novas operações na área.

De acordo com a Marinha, as praias que ainda permanecem com vestígios de óleo, com ações de limpeza em andamento, são Japaratinga, Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Porto de Sauípe, na Bahia; e Guriri, no Espírito Santo.

Até o momento, segundo a Marinha, mais de 4.400 toneladas de manchas de óleo, misturadas com areia e equipamentos de proteção individual (EPIs) descartados pelas equipes de limpeza foram coletadas das praias do Nordeste.


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Banner de Arcoverde

12/11


2019

Ciro: Lula é encantador de serpentes

E acresenta: "Presume que pessoas são ignorantes". O pedetista, que apoiou ex-presidente em diversas eleições, se afastou em 2018 e disse a jornalistas que lulopetismo é bola de chumbo amarrada no Brasil.

Lula - Foto:Fernando Frazão/Agência Brasil                            Ciro - Foto: Marcelo Casal JR/Agência Brasil

Por Redação da Veja

 

Dois dias depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursar para a militância em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e reacender a polarização política com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) fez duras críticas ao petista, a quem chamou de “sem escrúpulo”.

“Lula é um encantador de serpentes. A presunção dele é que as pessoas são ignorantes e que pode, usando fetiches, intrigas e a absoluta falta de escrúpulos que o caracteriza, navegar nisso. O mal que Lula está fazendo ao Brasil é muito grave e extenso”, afirmou o ex-presidenciável.

Ciro Gomes falou com jornalistas na tarde dessa segunda-feira, 11, antes de fazer uma palestra em na universidade FMU, na capital paulista. O ex-ministro apoiou Lula pela primeira vez na eleição presidencial de 1989, quando era prefeito de Fortaleza, no 2º turno da eleição de 2002 em também nas eleições de 2006, quando foi ministro da Integração Nacional.

Em 2018, porém, o pedetista se afastou definitivamente do ex-presidente e tentou ser um segunda via da esquerda na campanha.

Em outro momento da entrevista de hoje, Ciro Gomes disse que tanto Lula quanto Bolsonaro querem a polarização. “São duas fazes da mesma moeda”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade da formação de uma frente ampla de esquerda para enfrentar Bolsonaro em 2020 e 2022, o ex-ministro descartou de forma categórica qualquer possibilidade de estar ao lado do PT.

“O lulopetismo virou uma bola de chumbo amarrando o Brasil ao passado. Ele (Lula) está fazendo de conta que é candidato e que foi inocentado”, disse Ciro. Em seguida, afirmou que nunca mais vai andar “com a quadrilha que hegemoniza o PT”.

Sobre a possibilidade de o Congresso encampar um projeto que restitua a prisão em segunda instância, o pedetista disse que a Constituição “não é cueca” para ser trocada pela sujeira do dia a dia. “O artigo 5º da Constituição Federal repete entre nós um princípio de todo constitucionalismo mundial: a presunção de inocência até que o trânsito em julgado aconteça. Contra essa cláusula não pode haver emenda”.

Em seu discurso em São Bernardo no sábado, Lula mostrou disposição para viajar pelo Brasil para aglutinar a oposição em torno do seu nome. Em sua fala, disse que Bolsonaro foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para os milicianos do Rio. O ex-presidente também atacou o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a Operação Lava Jato.

"Petista médio"

Ciro afirmou ainda que tem respeito pelo “petista médio” e lembrou que apoiou os governadores Camilo Santana no Ceará, Rui Costa, na Bahia, e Wellignton Dias, no Piauí. “Meu problema é com a cúpula corrompida do lulopetismo. Com essa gente nem para ir para o céu”.

Ainda segundo o pedetista, Lula e Bolsonaro são “rigorosamente iguais” do ponto de vista econômico. “Há uma distinção: o Lula paralisou as privatizações e usou as estatais para subornar gente para seu projeto de poder. A polarização é só no fetiche e no adjetivo”.

Bolívia

A situação da Bolívia e a saída do presidente Evo Morales do cargo também foram temas abordados por Ciro Gomes na entrevista que antecedeu uma palestra para os estudantes da FMU. “Todas as pessoas de bem do mundo devem gritar em alto e bom som que exigem providências da comunidade internacional que proteja a vida do presidente Evo Morales. Ele corre risco de vida”.

Ele chamou de “calhorda” a posição dos países vizinhos, inclusive o Brasil, quando negaram espaço aéreo para que Morales tentasse asilo político. “A Bolívia está entrando em ambiente de absoluta anomia. Há uma evolução para a violência fruto de um golpe de estado ao modo anos 50 e 60.”

(Com Estadão Conteúdo)


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12/11


2019

Senadora: Bolívia terá novas eleições em janeiro

Bolívia terá novas eleições em janeiro, diz futura presidente interina, a senadora Jeanine Añez. A renúncia de Evo Morales, que nesta segunda-feira chamou dirigentes opositores de "racistas e golpistas", deixou um vácuo de poder.

Jeanine Añez -Twitter/Reprodução

Da Veja - Por AFP

 

A futura presidente interina da Bolívia, segundo a ordem constitucional, a senadora Jeanine Añez, disse nesta segunda-feira que serão convocadas eleições depois da renúncia de Evo Morales, para que “em 22 janeiro já tenhamos um presidente eleito”.

“Vamos convocar eleições com personalidades comprovadas, que realizem um processo eleitoral que reflita o desejo e o sentimento de todos os bolivianos”, disse à imprensa na entrada da Assembleia Legislativa de La Paz a segunda vice-presidente do Senado, a quem corresponde a presidência interina após a renúncia de todos que estavam antes na linha de sucessão.

“Já temos um calendário. Acredito que a população grita para que no dia 22 de janeiro haja um presidente eleito”, disse Añez sobre a data prevista para a posse do próximo presidente.

A renúncia de Evo Morales, que nesta segunda-feira chamou dirigentes opositores de “racistas e golpistas”, deixou um vácuo de poder como resultado de três semanas de protestos desencadeados por eleições supostamente irregulares pelas quais o primeiro presidente indígena da Bolívia teria buscado se perpetuar no poder.

A secretaria geral da OEA se manifestou nesta segunda-feira contra “qualquer saída inconstitucional” e pediu ao Poder Legislativo que organize novas eleições, depois das realizadas em 20 de outubro, impugnadas pela oposição e pelo organismo regional com sede em Washington.

A oposição denunciou uma fraude eleitoral depois da interrupção abrupta da publicação dos resultados da contagem quando se antecipava um segundo turno, criando uma situação de facto na Bolívia a partir daquele momento.

Em um comunicado, o gabinete do secretário geral da OEA, Luis Almagro, pediu ao Poder Legislativo da Bolívia reunir-se “de forma urgente” para “assegurar o funcionamento institucional e nomear novas autoridades eleitorais que garantam um novo processo eleitoral”.

O ex-presidente aymara de 60 anos enviou um tuíte da região cocaleira de Chapare, no centro do país, onde se refugiou após sua surpreendente renúncia no domingo, horas depois de convocar novas eleições após as “graves irregularidades” denunciadas pelos observadores de a OEA nas eleições de 20 de outubro.

“Que eles assumam a responsabilidade de pacificar o país e garantir a estabilidade política e a convivência pacífica de nosso povo”, tuitou Morales.

“(O ex-presidente Carlos) Mesa e (o líder da direita Luis Fernando) Camacho, discriminadores e conspiradores, passarão para a história como racistas e golpistas”, acrescentou.

Confira a reportagem completa aqui: Bolívia terá novas eleições em janeirodiz futura presidente ...


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12/11


2019

Bolsonaro sugere asilo a Evo Morales em Cuba

"Lá (no México) a esquerda tomou conta de novo. Tenho um bom país para ele: Cuba", disse o presidente brasileiro.

Por  Redação da Veja

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou, nesta segunda-feira 11, o ex-presidente boliviano Evo Morales, que renunciou no último domingo à presidência da Bolívia, à oferta de asilo no México. “Lá (no México) a esquerda tomou conta de novo. Tenho um bom país para ele: Cuba”, afirmou Bolsonaro em frente ao Palácio do Alvorada.

Horas após renunciar à presidência boliviana, Evo anunciou que havia uma ordem de “prisão ilegal” contra ele. “Denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um oficial da polícia anunciou publicamente que tem a instrução de executar uma ordem de prisão ilegal contra a minha pessoa”, tuitou ele, que afirmou também que “grupos violentos” atacaram sua casa.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, informou nesta segunda, 11, que o asilo foi concedido a Evo porque “sua vida e integridade correm riscos”. Ele explicou que informaria às autoridades bolivianas sobre essa decisão para que procedam para conceder um salvo-conduto ao ex-presidente e garantias de que “sua vida, integridade pessoal e liberdade” não seriam colocadas em perigo”.

No domingo, 10, na primeira manifestação pública sobre a saída de Evo da presidência, Bolsonaro fez uma defesa do uso do voto impresso nas eleições do Brasil. “Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do Presidente Evo Morales”, escreveu o presidente no Twitter.

“A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, de contagem de votos que possam ser auditados. O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil!”, afirmou. O líder indígena boliviano havia sido reeleito presidente em 20 de outubro, em votação feita por meio de cédulas impressas em papel.

(Com Estadão Conteúdo)


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