Prefeitura do cabo

18/08


2019

Com Bolsonaro, não existe espaço vazio

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

Há uma única certeza sobre Jair Bolsonaro entre auxiliares, aliados e até opositores dele: não existe espaço que ele não queira ocupar. Em quase oito meses de governo, o presidente mostrou ser mestre na arte de preencher cargos, noticiário e todo e qualquer tipo de vácuo. A máxima de que não existe lugar vago em política fica ainda mais fácil de ser levada ao extremo por Bolsonaro com a ajuda dos filhos, observa um ex-aliado. “Eles criam polêmicas, pautam o debate, expulsam desafetos, preenchem cargos e sufocam opositores”, completa ele.

Quando farejou as movimentações de João Doria (PSDB) e de Luciano Huckrumo às eleições de 2022, por exemplo, Bolsonaro surpreendeu seus auxiliares e se lançou candidato à reeleição para deixar claro que eles não terão refresco.

Mando eu - A mais nova vítima do modo Bolsonaro de agir é o ministro Sergio Moro: ou se submete aos caprichos do chefe ou acabará fora dos planos.

Para emplacar Eduardo Bolsonaro na Embaixada do Brasil em Washington, o governo vai acelerar a liberação de emendas no Senado.


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Governo de PE

18/08


2019

O embaixador Eduardo Bolsonaro

O essencial é o julgamento da relação que papai Bolsonaro quer ter com os EUA

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

Jair Bolsonaro é um mágico. Baixa o nível do debate dos assuntos públicos, trata de cocô e não discute os 12 milhões de desempregados. É ajudado pela oposição que aceita sua agenda ilusionista. Um bom exemplo desse fenômeno é a qualidade do debate em torno da indicação de seu filho 03 para a embaixada do Brasil em Washington.

É nepotismo? Sem dúvida. O que isso quer dizer? Pouco. O ditador nicaraguense Anastasio Somoza nomeou o genro, Guillermo Sevilla Sacasa, para Washington. Um craque, tornou-se decano do corpo diplomático e atravessou os mandatos de oito presidentes. O xá do Irã mandou para os Estados Unidos um cunhado e Ardeshir Zahedi foi um grande embaixador. As monarquias do Golfo mandam seus filhos para Washington e, com a ajuda do poder de petróleo, eles têm mais sucesso que outros embaixadores árabes. 

Há o nepotismo das ditaduras e há compadrio das democracias. Bill Clinton mandou Jean Kennedy Smith (irmã do falecido presidente) para a embaixada na Irlanda, e Barack Obama mandou Caroline Kennedy (filha de John) para a do Japão (uma meteu-se em encrencas, a outra foi irrelevante). Isso para não falar de Pamela Harriman, mandada por Clinton para a França. Seu mérito foi ajudá-lo na campanha. Fora disso, foi uma cortesã, mulher do filho de Winston Churchill e colecionadora de milionários, de Averell Harriman a Gianni Agnelli, passando por Ali Khan, Elie de Rothschild e Stavros Niarchos.

Juscelino Kubitschek nomeou Amaral Peixoto embaixador em Washington. Genro de Getúlio Vargas, se tornara um cacique na política nacional. “Alzirão” saiu-se bem no cargo. Como ele, Eduardo Bolsonaro ganhou a embaixada depois de ter chegado ao Congresso pelo voto popular. Amaral Peixoto falava pouco e nunca disse bobagens do tipo “fritei hambúrgueres”.

A indicação do 03 para a embaixada foi aplaudida pelo presidente Donald Trump. Como muita gente não gosta de Trump nem dos Bolsonaros, isso foi visto como um demérito. Na realidade, 03 conseguiu algo que nenhum embaixador brasileiro teve, pois o aplauso do governante do país para onde vai o novo representante é tudo o que se quer. Não se pode ver defeito nessa trumpada. A Inglaterra gostava de saber que John Kennedy era grande amigo do embaixador David Ormsby-Gore (mais tarde, ele quase casou com a viúva). Se Trump perder a reeleição, pode-se trocar o embaixador, zero a zero e bola ao centro.

03 será sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Ali, todos poderão mostrar suas qualificações. 

Os senadores perguntando e o deputado respondendo. Afinal, se “diplomacia sem armas é como música sem instrumentos”, ele vai para Washington tocar chocalho. Nepotismo e trumpismo serão aspectos subsidiários. O essencial é o julgamento da relação que papai Bolsonaro quer ter com os Estados Unidos. 

Em 2015, o plenário do Senado rejeitou o embaixador Guilherme Patriota, designado por Dilma Rousseff. Mas esse resultado teve mais a ver com a fraqueza do governo do que com a capacidade do diplomata. 

Pamela Harriman foi aprovada por unanimidade na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, viveu feliz em Paris, teve um derrame na piscina do hotel Ritz e morreu dias depois.


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Detran

18/08


2019

Alguma esperança para PE: João Campos, olho em 2020

Já de olho em 2020, o deputado João Campos (PSB-PE) vai propor emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias que blinda a verba da Ciência e Tecnologia de contingenciamentos futuros.

A ressalva já existiu e vigorou de 2002 a 2011.

 A compressão de verba para a área foi muito forte.

O Fundo de Desenvolvimento Científico, por exemplo, que teria R$ 4,9 bilhões neste ano, só liberou R$ 600 milhões até julho.  (Daniela Lima – Painel FSP)


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Magno coloca pimenta folha

18/08


2019

De onde ela vai tirar esse dinheiro todo?

Parlamentares dizem aguardar que a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), cumpra a promessa de que Jair Bolsonaro vai enviar à Câmara proposta que libera R$ 330 milhões a bolsas de pesquisa.

A verba foi uma contrapartida exigida pelos parlamentares em troca da autorização para o governo emitir R$ 248 bilhões em dívidas para saldar despesas, driblando a chamada regra de ouro.

Na sexta (16), o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) disse que, sem os R$ 330 milhões, os bolsistas do CNPq ficarão sem receber a partir de setembro.  (Folha)


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18/08


2019

Tudo que ele não precisa é de uma briga com Bolsonaro

O apresentador Luciano Huck disse a pessoas próximas que não esperava tamanha repercussão do trecho de uma palestra, na semana passada, na qual se referiu ao governo Bolsonaro como “o último capítulo do que não deu certo”.

O presidente reagiu de imediato, com provocações e críticas ao possível adversário em 2022.

O grupo de Huck não pretende revidar ou estender a polêmica.

Diz que tudo o que o apresentador não precisa é precipitar uma briga com Bolsonaro.

Por isso, ele foi aconselhado a não falar mais sobre o assunto. (Daniela Lima – FSP)


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Prefeitura de Limoeiro

18/08


2019

Casa de ninguém

caminhoneiro Wanderlei Alves (foto), conhecido como Dedeco, trocou socos com o sindicalista Carlos Alberto Litti Dahme dentro do Ministério da Infraestrutura.

Segundo Dedeco, ele foi buscar um convite para participar da entrega da medalha de Mauá, quando Litti o agrediu enquanto entrava no elevador.

Dedeco diz que o sindicalista tentou dar um soco nele, mas não conseguiu.

“E aí, quando vi, ele estava com o corpo metade dentro do elevador metade para fora, eu em cima dele, e as pessoas me segurando”, conta. (Painel)


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Banner de Arcoverde

18/08


2019

Vai dar briga. E feia

Um ex-juiz federal que conhece bem a PGR diz que, se Bolsonaro optar por um nome sem qualquer conexão com o restante do MPF, o cenário mais provável é o de “ingovernabilidade.

Com diversos grupos se digladiando diante de um procurador-geral sem um mínimo de autoridade”. 

CONTRAPONTO

Mensagem para você 

Durante votação na Câmara, Vinicius Poit (Novo-SP) pediu a palavra para rebater críticas de Alice Portugal (PC do B-BA) à MP da liberdade econômica.

— Publiquei vídeo que fala sobre negócios de baixo risco. Se me seguir vai ver. Pode me seguir que sigo de volta, troco like e mando!

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não perdeu a deixa:

— Like com coraçãozinho ou sem coraçãozinho?

— Com coraçãozinho, pois a deputada Alice é do meu coração!    (Painel - FSP))


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18/08


2019

Ações de Bolsonaro alarmam procuradores

Na Receita e no Coaf; escolha de PGR pode desencadear reação

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Sinais emitidos por Jair Bolsonaro colocaram em alerta integrantes da PGR. Somada às mudanças na Receita Federale no Coaf, a demora para indicar o nome que vai liderar o MPF fez grupos de procuradores se organizarem para planejar reação caso a escolha do presidente seja heterodoxa. Para um articulado membro da carreira, se o Planalto optar pelo subprocurador Antonio Carlos Simões Soares, como aventado nos últimos dias, “caos será pouco para descrever o que será da Procuradoria”.

A predileção da família Bolsonaro por Soares foi revelada pela revista Época. Recebido pelo presidente dia 13, ele é um desconhecido até para procuradores experientes. Como os rumores sobre o apoio a ele no Planalto cresceram, investigadores que disputaram eleição interna para a lista tríplice foram buscar informações.

Faça-se a luz - Um desses procuradores conta que, ao questionar um colega sobre a personalidade de Soares, ouviu como resposta: “Ele é trevoso”.

Apontado como uma indicação de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Soares caiu nas graças da família do presidente pelas mãos de outra pessoa, o advogado Frederick Wassef. Este representa Flávio na ação que levou o presidente do STF, Dias Toffoli, a suspender apurações que tenham usado dados da Receita e do Coaf sem aval da Justiça.


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18/08


2019

Meu cargo, minha vida

Coluna de Carlos Brickmann

Ao formar seu Governo, parecia que Jair Bolsonaro se escorava na fama de dois de seus ministros, ou superministros: Sérgio Moro e Paulo Guedes. Bolsonaro se revelou um profundo conhecedor da natureza humana: os dois são importantes, mas a caneta presidencial é mais importantes do que eles.

Guedes, que no mercado financeiro sempre operou com eficácia e em silêncio, passou a falar, sempre repetindo o discurso do Capitão do Time: agora, além de dar palpite na política interna de um país vizinho, chegou a perguntar desde quando o Brasil precisou da Argentina.

Ele sabe a resposta, claro: desde que a Argentina é a maior importadora de carros brasileiros, desde que a Argentina dá ao Brasil US$ 4 bilhões de superavit comercial. O economista Paulo Guedes sabe o valor de US$ 4 bilhões.

Pior é Moro, que no Ministério se tornou um colecionador de derrotas. E é ótimo para aceitar desfeitas. Bolsonaro prometeu-lhe que, como o Coaf não ficaria sob seu comando, manteria o presidente indicado por ele. Em seguida, mandou afastar o citado presidente.

Embora a Polícia Rodoviária Federal seja subordinada ao Ministério da Justiça, Bolsonaro disse num discurso que a mandaria suspender o uso de radares móveis (pode ser que depois tenha avisado o ministro).

Em seguida, sempre sem ouvir Moro,  mandou trocar o diretor da Polícia Federal no Rio. Bolsonaro age como se não houvesse ninguém no Ministério da Justiça. E talvez tenha razão.


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