FMO

17/11


2019

"A ideia, que parecia absurda, da renda universal, não sei mais se é absurda"

Para ex-presidente, a mudança da forma de produção, que aumenta sem a criação de emprego ou renda, levará à necessidade de políticas de distribuição de renda.

Fernando Henrique Cardoso Wilson Dias/Agência Brasil

Do Terra - Por Marcelo Godoy, Paula Reverbel e Pedro Venceslau, do Estadão

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou recentemente o quarto último volume de seu Diários da Presidência. Para ele, a crise das representações nos dias de hoje só será resolvida por meio da participação popular. O ex-presidente acredita ainda que a mudança da forma de produção - que aumenta sem a criação de emprego ou renda - levará à necessidade de políticas de distribuição de renda. Só assim seria possível reafirmar valores como os da liberdade e da igualdade, vindos da Revolução Francesa. Eis aqui a sua entrevista.

Presidente, a República completa 130 anos. Quais os valores o senhor pensa que devem ser reafirmados por todos e quais devem ser acrescidos aos que fundaram a nossa República?
Nós não sabemos ainda como vamos organizar a relação entre a população e o poder. A democracia organizou essa relação por meio dos partidos, da representação, das grandes discussões, Rousseau. Isso está em crise. O que está em crise é tudo o que foi construído desde o século 18. Mudou o quê? Mudou a forma de relação das pessoas e a forma de organização da produção. Qual vai ser a expressão política disso? Por que está em crise nos Estados Unidos, na Itália e no Brasil? Onde não está em crise? Onde tem ditadura, onde não tem liberdade. Onde tem liberdade, as pessoas não estão contentes com as organizações políticas. Eu não jogo fora os partidos e as representações. Estou simplesmente dizendo que nós temos de levar em consideração que os partidos e a representação foram postos em causa pela capacidade que as pessoas têm de reagir por elas próprias. E nós não temos solução pronta para isso.

A educação seria uma forma de resolver isso?
A educação faz parte desse processo de autonomização. O que nós estamos assistindo é a uma certa autonomização, apesar de haver uma certa personalização da política. Ao mesmo tempo você tem autonomização e personalização porque as estruturas organizadas intermediárias estão ficando bamboleantes, estão balançando. Qual era minha discussão geral até hoje? Muita gente não está percebendo é que nós estamos em outra época, na época da globalização. Escrevi minha teses de livre-docência sobre o empresariado nacional. Naquela época, em 1963, o livro foi publicado em 1964, naquela época você tinha a ideia de que íamos repetir a história da Europa. A burguesia que tinha interesses próprios e ia se aliar ao povo contra o imperialismo e o latifúndio. Quando fui fazer pesquisa, não tinha nada disso. Já havia um começo de integração muito maior do que se imaginava. Quando escrevi um livro mais tarde, no Chile, Dependência e Desenvolvimento, nós não sabíamos que estávamos escrevendo sobre globalização. Não havia a palavra. A palavra multinacional, que se usa banalmente hoje, foi criada em 1971. Eu escrevi o livro em 1967. Você estava tateando para entender o que estava acontecendo. Quando eu cheguei ao governo, a globalização era uma realidade, mas o pessoal achava que não era; a esquerda não entendia e dizia que isso era neoliberalismo.

Leia a entrevista na Íntegra aqui: 'A ideia, que parecia absurda, da renda universal, não sei ...


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Fernandes

Lula é um fenômeno da comunicação, diz cientista político. Alberto Carlos Almeida.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Presidente que instituiu o Bolsa Bandido. O PT de gravata.


Prefeitura de Abreu e Lima

17/11


2019

Bolsonaro e os modos de governar de Collor e Jânio

Bolsonarismo colorido

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Carlos Brickmann

 

O Brasil se habituou a demonizar Fernando Collor, mas foi ele que iniciou a abertura de importações (obrigando a indústria brasileira a se tornar mais competitiva), criticou as multinacionais automobilísticas pelas “carroças” que produzia por aqui, acabou com o cheque ao portador, combatendo a lavagem de dinheiro. Em meio a inúmeras besteiras, a confrontos (evitáveis) de que parecia gostar e ao desprezo pela política, fez coisas boas. As besteiras o derrubaram. E Pedro, seu irmão, o levou de vez ao naufrágio.

Bolsonaro tem muito em comum com Collor: o desprezo pelos partidos (vai agora para o nono) e pela política, o gosto pelo confronto, a dificuldade de negociar os melhores caminhos para atingir seus objetivos. Tem feito boas coisas, também como Collor: os acordos com a China, na infraestrutura e na agroindústria, têm potencial para dar impulso à economia e gerar empregos. Boa parte das medidas econômicas facilitará os negócios, outra boa parte deve tirar das costas do Governo imensas despesas. A baixa inflação e os juros oficiais no ponto mais baixo da história são fatores importantes para a retomada do crescimento – se bem que alguém precisa convencer os bancos privados de que, ganhando sozinhos, logo não terão mais a quem esfolar.

O problema de governar por atrito é que atrito desgasta. Collor caiu e, não houvesse tantos atritos, teria ficado. Bolsonaro também detesta negociar e gosta de atritos. Como Collor, tem muitos inimigos. E também tem parentes.

Lembrando longe Jânio Quadros

Jânio Quadros foi um fenômeno político. Em 15 anos, passou de suplente de vereador em São Paulo a presidente da República. Dizia-se adversário dos ricos (“o tostão contra o milhão”), exigia a moralização dos costumes – chegou a se intrometer na moda feminina, condenando biquínis – atacava a imprensa, proclamava-se um homem do povo, que comia sanduíches no comício e tirava bananas do bolso por não ter almoçado ou jantado. Usava roupas surradas, amassadas, sempre com vestígios de caspa nos ombros, detestava partidos e publicamente renegava negociações.

Depois de sete meses de Presidência, incapaz de negociar sequer com seus partidários, como Carlos Lacerda, renunciou esperando voltar nos braços do povo. Não voltou.


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Fernandes

Lula é um fenômeno da comunicação, diz cientista político. Alberto Carlos Almeida.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Não adianta querer comparar um homem de bem com os políticos de outra estirpe e em circunstâncias, tempo e realidade de comunicação diferentes. Acredito que o Carlos Brickmann deveria se atualizar junto a população para saber que opiniões e artigos devem espelhar a verdade. O Brasileiro não mais se deixa enganar por essa esquerda que só fez afundar o País na incompetência e na corrupção.


Prefeitura de Paulista

17/11


2019

Estudo: Amazônia teve maior perda de floresta desde 2008

Desmatamento foi a principal causa das queimadas mais severas desde 2010 e fez da mata uma prisioneira do fogo.

Floresta queimada em área de desmatamento no Oeste do Pará Foto: Marizilda Crupp/Divulgação / Agência O Globo
O Globo - Por Ana Lucia Azevedo

As queimadas que arderam na Amazônia este ano, as piores desde 2010, são o lado mais visível da maior taxa anual de desmatamento registrada desde 2008. Os dados estão num estudo recém-publicado. Ele estima que mais de 10 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados de agosto de 2018 a julho de 2019. O trabalho mostra que o desmatamento foi a principal causa das queimadas e que estas transformaram as matas incendiadas em prisioneiras do fogo, num ciclo vicioso que as torna mais vulneráveis a novos incêndios.

Publicado no periódico internacional “Global Change Biology” , o trabalho avaliou alegações do governo brasileiro sobre as queimadas na Amazônia em agosto de 2019, as quais foram consideradas como dentro de uma situação normal e “abaixo da média dos últimos anos”. Para fazer a análise que refuta essas alegações, os cientistas estimaram a área desmatada de agosto de 2018 a julho de 2019. Eles fizeram o cálculo baseados no fato de que o Prodes, programa do Inpe que mede a taxa anual de desmatamento e cujo número deste ano deverá ser anunciado amanhã, é, em média, 1,54 maior que as taxas de desmatamento medidas em tempo quase real a partir do sistema Deter-b .

Os dois sistemas são do Inpe. O Prodes mede o desmatamento anual, considerando o período de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Já o Deter-b tem como finalidade principal dar alertas, mas indica tendências de área perdida. O Prodes costuma apresentar números maiores do que o Deter-b porque tem melhor resolução. Faz observações de 30 metros de resolução contra 250 metros do segundo, que não pega as derrubadas em áreas menores. Fontes que trabalham com análise de desmatamento afirmam que a metodologia do novo estudo oferece um retrato razoável do que acontece na Amazônia.

Confirmado o número amanhã, será a primeira vez desde 2008 que a área derrubada na Amazônia será superior a 10 mil quilômetros quadrados. A ecóloga das universidades de Oxford e Lancaster Erika Berenguer, uma das maiores especialistas em efeitos das queimadas na Amazônia e coautora da pesquisa, salienta que a área desmatada equivale a oito vezes o tamanho do município do Rio de Janeiro.

Viu isso? Entenda por que a Amazônia mobiliza o mundo

— Estimamos uma perda de 1,2 bilhão de árvores devido ao desmatamento. Ou seis árvores para cada brasileiro — diz ela.

O líder do trabalho, Jos Barlow, das universidades de Lavras (MG) e de Lancaster (Inlgaterra), explica que a alta taxa anual reflete o aumento acentuado no desmatamento mensal detectado pelo Deter-b. A área desmatada na Amazônia em julho de 2019 foi quase quatro vezes maior que a média do mesmo período entre 2016 e 2018. Já o número de incêndios em agosto de 2019 foi quase três vezes maior que em 2018 e o mais alto desde 2010, segundo o Inpe.

— Há fortes evidências de que o aumento das queimadas está ligado à elevação do desmatamento a patamares que não se via há mais de dez anos. É um retrocesso para o Brasil, que havia controlado a derrubada da Amazônia — diz ele.

O trabalho analisa os tipos de incêndio e descarta que fogo associado a práticas tradicionais de agricultura e pecuária tenha relação com o aumento. Tampouco incêndios florestais associados a fatores climáticos, já que este ano foi úmido dentro na normalidade. As queimadas são usadas tanto para induzir a degradação da floresta justificando sua derrubada posteriormente como para limpar as áreas onde a floresta já foi derrubada. O fogo transforma as árvores mortas caídas em cinzas e abre caminho para o gado e o homem. Está associado à invasão de terras públicas não destinadas e de unidades de conservação.

Prisioneiras do fogo

Um exemplo é a Floresta Nacional (Flona) de Jamanxim, no Pará, onde as queimadas aumentaram em 355% entre 2018 e 2019 — 44% acima da média de longo prazo. De acordo com o Deter, a Flona de Jamanxim é a unidade de conservação mais desmatada da Amazônia de 1 janeiro a 7 de novembro (data da última atualização). Ela perdeu 117,02 Km2.

— O crescimento do desmatamento, marcadamente em maio, junho e julho, é a causa do aumento das queimadas — afirma Jos Barlow.

Ele acrescenta que o desmatamento continuou a crescer em agosto, setembro e outubro, segundo o Deter. Para os pesquisadores, isso é um indicador de que 2020 estará sujeito a mais queimadas.

Os cientistas analisam também o que acontece com as florestas atingidas pelo fogo. Eles estudam unidades de conservação no Oeste do Pará que pegaram fogo em 2015. Naquele ano um intenso El Niño causou uma seca devastadora que facilitou a propagação de incêndios. Passados quatro anos, as matas estão verdes. Mas as cores enganam. A composição da floresta mudou. Grandes árvores deram lugar a um emaranhado de vegetação. A mata pós-fogo não tem a mesma biodiversidade e não oferece os mesmos serviços ecológicos que a floresta original. Também ainda é mais vulnerável a incêndios, pois o fogo se propaga com mais facilidade numa vegetação mais fina, seca e densa do que a floresta úmida.

Veja também: Cotidiano de catástrofe vai sendo naturalizado, diz ambientalista Ailton Krenak

— É até difícil chamar as matas queimadas de Floresta Amazônica, embora ainda assim contenham mais diversidade do que uma área desmatada. É uma mata aprisionada pelo fogo, à mercê de um ciclo vicioso que a faz queimar mais de uma vez — diz Berenguer.

Com a mata prisioneira, sofrem as pessoas que dependem dela. A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, diz que os extrativistas têm menos o que coletar. O fogo destrói a estrutura da floresta e ameaça a segurança alimentar das populações tradicionais da Amazônia.

Erika Berenguer lembra que a fórmula para combater o desmatamento é bem conhecida. O país chegou a reduzir a taxa em 80%. Em seu estudo ela, Barlow e os coautores Rachel Carmenta e Filipe França agradecem a contribuição de alguns cientistas que preferiram manter o anonimato. “Alguns colaboradores recusaram a coautoria neste trabalho para manterem-se no anonimato. Lamentamos que isso fosse necessário”, escreveram.

— O Brasil vive um retrocesso ambiental — destaca Berenguer.


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Prefeitura de Serra Talhada

17/11


2019

PSL do Rio se aproxima do governador Wilson Witzel

Foto: Agência Brasil/via pleno news

Do Terra - Por Renato Onofre, do Estadão

 

A saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL reaproximou o partido de um dos mais recentes desafetos da família: o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Nesta semana, ele recebe a cúpula da legenda, liderada pelo seu presidente nacional, o deputado Luciano Bivar (PE), para consolidar o apoio da sigla ao Palácio Guanabara e discutir uma parceria nas eleições municipais do próximo ano.

O movimento vem sendo costurado desde setembro, mês em que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) anunciou que o partido romperia, de forma unilateral, com o governo do Rio. O filho do presidente não gostou da atitude de Witzel, que deixou claro o seu interesse em concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022. Flávio afirmou que o governador era um "ingrato" e que o seu comportamento beirava a "traição".

Agora, a manifestação de Bolsonaro em favor da criação de um novo partido, a Aliança pelo Brasil, abriu a possibilidade de uma reconciliação pública. Witzel ainda não definiu seu candidato à Prefeitura do Rio em 2020, mas analisa, de acordo com interlocutores, os nomes dos secretários Pedro Fernandes (Educação) e Cleiton Rodrigues (Governo). Uma outra opção seria trazer um representante da magistratura, como ele, para a disputa - uma juíza ligada à área da infância e juventude.

Nenhum dos três integra o PSL, mas Bivar não impôs resistência aos nomes sugeridos pelo governador. Para manter a ponte com Witzel, escalou o deputado Sargento Gurgel (PSL-RJ). Policial militar da reserva, Gurgel foi um dos parlamentares que ficaram ao lado do dirigente do PSL na crise envolvendo a disputa pelo comando do partido. Em troca, ele deve ganhar a direção estadual da legenda, que era comandada por Flávio, destituído do cargo na semana passada.

Confira a íntegra da reportagem aqui: PSL do Rio se reaproxima de Witzel


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17/11


2019

Procura por capacitação eleitoral está bombando

O I Curso de Capacitação para Candidatos às eleições de 2020, amanhã, ao longo de todo o dia, no Centro de Convenções, ainda dispõe de poucas vagas. Tem muita gente me enviando mensagens perguntando se pode se inscrever no local, antes do evento começar.

Segundo a advogada Diana Câmara, uma das organizadoras da capacitação, que contará com a presença até de ministro do TSE, no local só abrirá para inscrições se a capacidade do auditório não estiver lotada. Mas não será possível usar o desconto de 50%.

Fazendo agora, o interessado pode usar o cupom e pagar metade do valor. O código de desconto é: IDEPPE50

A procura está grande. Melhor garantir logo sua inscrição: www.ideppe.com.br.

 


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Prefeitura de Limoeiro

17/11


2019

Nova fase: MBL quer fazer política priorizando debate

Em seu Congresso, grupo explicita nova fase, defendendo o debate e contra teses radicais; convencer base é desafio.

Coordenador-geral do MBL, Renan Santos - Foto: Wikipédia

Do Terra - Por Matheus Lara, do Estadão

 

O Movimento Brasil Livre (MBL) vive um dilema. Após ganhar protagonismo nas ruas e estimular o "Fla-Flu" político em meio às crises que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), agora o movimento diz que quer fazer política priorizando o debate. O problema é passar isso para sua base, ainda fortemente influenciada pelo antipetismo e pela postura bélica nas redes sociais.

Nos últimos dois dias, o movimento realizou seu 5.º Congresso Nacional em São Paulo. Foi um evento marcado pelo mea-culpa onde, diferente das edições anteriores, o MBL tentou se afastar da pecha de grupo radical para se vender numa versão "3.0".

"Ajudamos a criar essa espetacularização que incentiva gente como Daniel Silveira (PSL-RJ) a quebrar a placa de Marielle (Franco, vereadora do Rio pelo PSOL, assassinada em 2018) e ser eleito deputado federal baseado nisso. Nós temos culpa no cartório", disse o coordenador-geral Renan Santos. "Transformamos política em espetáculo e um monte de vagabundo veio à reboque fazer a mesma coisa sem responsabilidade."

Apesar da iniciativa inédita do MBL de convidar até palestrantes da esquerda para o evento (o deputado federal Júlio Delgado, do PSB, participou de um debate sobre reforma política), o congresso mostrou que a mudança enfrenta resistências na "base". O ex-presidente Michel Temer também participou do evento.

Com mais de 2,2 mil ingressos vendidos, o evento reuniu lideranças locais dos quase 220 núcleos do MBL no País. Entre esses líderes, o alinhamento à nova fase do grupo ficou evidente - mas eles falam com cautela sobre a base de simpatizantes e apoiadores do grupo.

Influente nas redes sociais, o MBL tem mais de 3 milhões de seguidores no Facebook, 854 mil no Instagram e 473 mil no Twitter.

Líder nacional do movimento, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) falou em "dificuldade". "Os coordenadores estão em bastante sintonia. A maior dificuldade é transmitir para a base", disse Kim. "O desafio é como aprofundar o debate com interesse sem se deixar levar por um ambiente de polarização superficial."

O coordenador do MBL na Bahia, Siqueira Costa Júnior, aposta no diálogo para chegar à base. "A gente já passou por esse momento de rage (raiva), de não querer conversar. Mas a gente entende que existe a possibilidade do diálogo para acabar com isso", afirmou.

Líder do grupo em Santa Catarina, Débora Riggenbach entende a dificuldade como parte do da pluralidade que diz ver no MBL. "A gente tem membros de diversas ideologias. É algo que respeitamos. Nossas lideranças estão alinhadas, às vezes tem conflito, mas conversamos e em reuniões passamos isso para a base."

Apesar da instrução clara por diálogo e debate, o clima de provocação e ataques irônicos a adversários foram comuns entre palestrantes e o público no congresso do MBL, como nos momentos de aplausos calorosos a críticas ao PT e ao governo Jair Bolsonaro (PSL) ou as vaias em menções ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado estadual Arthur do Val (DEM-SP), apresentado como futuro candidato a prefeito de São Paulo com o apoio do grupo, destoou ao falar sobre o novo momento do grupo. Ele reconhece que houve "radicalização", mas não concorda com a mea-culpa. "O MBL não errou", disse Arthur ao Estado. "A espetacularização da polarização foi extremamente necessária."

Grupo busca se afastar do bolsonorismo

O MBL aproveitou o congresso também para tentar se afastar do bolsonarismo, que acusou de usar "milícias digitais" e de fazer uma "negação conveniente da política". "Fazer política é muito diferente do discurso da rede social. É o que nos diferencia hoje do bolsonarismo", disse Renan Santos.

O advogado do grupo, Rubinho Nunes, comparou bolsonaristas a apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Não dá para alguém ser de direita dizendo 'Bolsonaro, eu te amo', sendo subserviente ao presidente da República a qualquer ato. As pessoas que estavam na porta da superintendência da PF em Curitiba gritando 'Lula, eu te amo' são iguais àquelas que estavam na Paulista gritando 'Bolsonaro, eu te amo'".


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Capacitação de Candidatos

17/11


2019

Partido novo de Bolsonaro

Reprodução/Facebook do partido
Por Carlos Brickmann

 

Bolsonaro anunciou oficialmente sua saída do PSL, pelo qual se elegeu. Tentará bater um recorde: fundar um novo partido, Aliança para o Brasil, até março, para que possa apresentar candidatos às eleições municipais de 2020. É difícil: o PSD, comandado por Gilberto Kassab, que conhece o mecanismo da política, e com a ajuda de um mestre do assunto, Guilherme Afif, levou o dobro do tempo. O prazo é o principal problema da nova legenda. Dinheiro é o problema seguinte: as verbas são distribuídas segundo a bancada federal, e o novo partido não tem bancada. Quem sair do PSL fica sem verba para a eleição. Pode perder também o mandato, pela Lei da Fidelidade Partidária.

Bolsonaro colocou no comando da organização do partido o advogado Admir Gonzaga, que é do ramo. No comando político, seu filho 03, Eduardo. Jogada de risco: se, presidente, Bolsonaro não conseguir fundar um partido viável, terá dado a indicação de que não tem poder político. Daí a uma tentativa de impeachment a distância é curta. Bolsonaro, imagina-se, fez todo o cálculo. Collor e Jânio também fizeram o cálculo e ficaram no caminho.


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse Carlos Brickmann ainda pensa que o povo é idiota. O Collor foi deposto por não ter o apoio do povo, principalmente por ter feito o confisco da poupança. O Jânio renunciou. Esses jornalistas continuam a desinformar e se comportar como canalhas. Querer comparara o Bolsonaro com o Collor e o Jânio, é de uma desonestidade intelectual sem limites.


Magno coloca pimenta folha

17/11


2019

DPVAT: extinção terá impacto para vítimas de acidentes de trânsito

Extinção do DPVAT terá impacto para vítimas de acidentes de trânsito. Atualmente, 45% do que é arrecadado com o seguro obrigatório vão para o SUS.

O Globo - Editorial

 

A extinção, pelo presidente Jair Bolsonaro, do DPVAT, o seguro obrigatório para proprietários de veículos, não atinge apenas o presidente do PSL, Luciano Bivar, adversário político de Bolsonaro e sócio de uma seguradora que atua no setor — embora o argumento oficial seja a existência de fraudes no sistema. A decisão terá impacto principalmente para as vítimas de acidentes de trânsito. Não só pelas indenizações, que cessarão a partir do ano que vem. Mas pelo que deixará de repassar ao SUS. Do total arrecadado, 50% vão para a União, sendo 45% para o SUS e 5% para o Denatran.

Entre 2008 e 2018, foram repassados R$ 33,4 bilhões ao SUS e R$ 3,7 bilhões ao Denatran. Além disso, no ano passado, o DPVAT indenizou 328 mil vítimas de acidentes ou seus parentes (morte, invalidez e reembolso de despesas médicas). A maior parte dos casos se refere a ocorrências com motos.

Ao anunciar o fim do DPVAT, o governo informou que as vítimas ficarão amparadas pelo atendimento no SUS, pelo INSS (auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e pensão por morte, além do Benefício de Prestação Continuada). Especialistas argumentam, no entanto, que os sistemas são diferentes, já que para ter direito a esses benefícios é preciso contribuir com o INSS, o que não acontece, por exemplo, com os informais.

Não se pode ignorar que o trânsito no Brasil é um dos mais violentos do mundo. A cada ano, mata cerca de 35 mil pessoas e leva aos hospitais 160 mil acidentados, sobrecarregando o SUS.

Com a retirada de pardais das rodovias federais e a flexibilização da legislação de trânsito para atender a nichos eleitorais, essa situação só tende a se agravar. E com menos recursos para cuidar das vítimas.


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Os \"especialistas\" da Globo, do PT, do PSOL e das demais esquerdas quando é contra, é porque vai ser bom para o povo. Eles simplesmente ignoraram que mais de 70% dos acidentados não procuram receber o seguro do DPVAT engordando o bolso dos donos das seguradoras. O valor do seguro de uma moto de segunda mão, no valor de R$ 5.000,00 chega ao absurdo dos R$ 600,00. Ou seja, 12% do valor do bem. O DPVAT, se fosse decente, deveria encaminhar todas as vítimas para hospitais particulares.


Banner de Arcoverde

17/11


2019

Evo Morales: "OEA também é responsável pelo golpe"

Do México, onde recebeu asilo político após renunciar à presidência da Bolívia, Evo Morales afirma que uma ditadura foi instaurada no país quando militares exigiram que ele deixasse o cargo e a oposição tomou o poder. Relatório da OEA apontava irregularidades no pleito que o elegeu para um quarto mandato. Morales nega acusações de fraude eleitoral e reforça que concordou com novas eleições.

Foto: BBC News Brasil

Do Terra - Por Gerardo Lissardy - Enviado especial da BBC News Mundo ao México

 

Evo Morales, que em 2006 foi eleito o primeiro presidente indígena da Bolívia, está em um quarto de um hotel na Cidade do México, com uma intensa agenda de entrevistas e chamadas telefônicas.

Comenta que manteve seu velho hábito de levantar-se de madrugada desde que chegou ao México como asilado político, depois de renunciar à Presidência da Bolívia e denunciar um golpe de Estado no país, na semana passada.

Em uma franca e por vezes acalorada entrevista com a BBC News Mundo, Morales afirma que "a OEA (Organização dos Estados Americanos) também é responsável pelo golpe de Estado" e que o governo que assumiu a Bolívia é uma ditadura que terá resistência de movimentos sociais e indígenas.

A Bolívia enfrenta grave crise desde as eleições, em outubro, que foram conturbadas e nas quais houve acusações de fraude. Após a OEA fazer uma auditoria no pleito, relatar irregularidades e questionar sua vitória no primeiro turno, Morales concordou em fazer novas eleições, mas militares "pediram" sua saída e ele acabou renunciando ao cargo.

Na entrevista à BBC, ele diz que não cometeu nenhuma ilegalidade nas eleições e afirma que os Estados Unidos foram cúmplices no processo que o levou a abandonar o cargo. E não descarta ser candidato novamente no futuro. "Vai depender dos movimentos sociais e do povo da Bolívia", afirma.

Leia abaixo trechos selecionados da extensa conversa que o ex-presidente teve com o jornalista da BBC News Mundo, Gerardo Lissard, na capital mexicana.

Confira a entrevista aqui: 'OEA também é responsável pelo golpe de Estado', diz ... - Terra


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

As atrocidades feita pelo índio e pelo Maduro , esses jornalistas de esquerda e as instituições também infiltrada pela esquerda corrupta e canalha, eles não falam. Uma eleição comprovadamente fraudada e ainda querem dizer que foi golpe.


Shopping Aragão

17/11


2019

Temer: fala de Lula "invoca" polarização

Em Congresso do MBL, ex-presidente acrscentou que a autocrítica é importante para fundamentar eventuais recuos e, sem citar Lula neste momento, afirmou que "só não recua quem é ditador e autoritário"

Foto: Agência Brasil | EBC

O Dia

 

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) criticou, neste sábado, declarações do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o PT não ter de fazer autocrítica. Para Temer, que esteve no 5º Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) em São Paulo, a fala do petista “invoca” a polarização.
“Eu lamento muito que o ex-presidente Lula tenha se manifestado nesses dias aumentando esta radicalização ou ainda esta polarização”, disse Temer. “Acho que o Lula faria muito bem se saísse e dissesse olha, meus caros, eu saio daqui e eu quero a unidade do País e não colocar brasileiro contra brasileiro, mas sim brasileiro com brasileiro. Lula não fez bem invocando a polarização.”

Temer disse que a autocrítica é importante para fundamentar eventuais recuos e, sem citar Lula neste momento, afirmou que “só não recua quem é ditador e autoritário”.

“Autocrítica é sempre fundamental. Eu fazia essa autocrítica quando eu estava na Presidência. De vez em quando, eu praticava os atos e havia muita objeção até da imprensa. Eu reverificava o tema e, às vezes, regulava. E aí as pessoas criticavam porque eu recuava. Mas o recuo é algo democrático. Só não recua quem é ditador e autoritário. Discordo dos que dizem que não é preciso fazer autocrítica.”

Na quinta, em Salvador, Lula fez seu primeiro pronunciamento para o PT, durante a Executiva Nacional da sigla. Ele disse que o partido não precisa fazer nenhuma autocrítica e que “vai polarizar” na disputa presidencial em 2022.

“Tem companheiro do PT que também fala que tem que fazer autocrítica. Faça você a crítica. Eu não vou fazer o papel de oposição. A oposição existe para isso”, disse Lula. Sobre a polarização, Lula afirmou: “Sabe quem polariza? Quem disputa o título. O PT polarizou em 1989, 94, 98, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, e vai polarizar em 2022.”


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Fernandes

Lula é fodásdico, a direitalha morre de inveja. Aceita dói menos.

Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Lula ladrão sempre foi enganador e viveu sem trabalhar fazendo politicagem. Usando os pobres como massa de manobra. Prometeu acabar com a pobreza e realmente o fez. Ele enriqueceu e tirou sua família e amigos da pobreza roubando justamente daqueles que ele disse que iria ajudar. Quebrou o País, roubou, foi condenado e preso, só foi solto por o STF de maneira vergonhosa mas, com os ministros que ele colocou lá, votaram a favor da impunidade liberando tudo que é criminoso. Felizmente temos as Redes Sociais para mostrar quem são esses esquerdistas defensores de bandidos.