FMO janeiro 2020

11/07


2020

Auxílio emergencial leva eleitor do PT a apoiar Bolsonaro

Ullisses Campbell e Mauricio Xavier, da Época

A agricultora piauiense Maria da Paz Silva Maia, de 31 anos, acorda todos os dias às 4 da manhã. Na aurora, ela acende um fogão à lenha e põe sobre ele uma panela com água potável para fazer café coado. Ainda em jejum, abre uma saca de milho e despeja três punhados do grão para meia dúzia de galinhas que ela cria soltas no quintal sem cerca. Na sequência, prepara cuscuz para a primeira refeição do dia. Tanto o café moído quanto a farinha usada no cuscuz e até mesmo os grãos distribuídos para as aves foram comprados por Maria da Paz com o auxílio emergencial, benefício de R$ 600 destinado aos trabalhadores informais, autônomos e desempregados em função da pandemia de coronavírus.

Ivanildo Correa, de 35 anos, tem uma roça de 5 hectares nos cafundós do Piauí. Planta arroz, feijão, mandioca e milho. Na semana passada, percorreu mais de 100 quilômetros desde sua casa e foi ao centro do município de São Raimundo Nonato, a 525 quilômetros de Teresina, comprar farelo para alimentar porcos, uma peneira agrícola de classificar grãos e uma bicicleta para a filha de 12 anos. Ele também usou o dinheiro enviado pelo governo federal para bancar essas despesas. Assim como Maria da Paz e Ivanildo, a trabalhadora rural Izamaura Matias, de 26 anos, foi às compras graças ao programa. Botou na sacola do mercado farinha de mandioca, leite em pó, trigo, sal e fermento para fazer pão francês. Aproveitou e levou um par de sandálias Havaianas, pois as que usava estavam com as tiras amarradas com arame.

Além da súbita bonança trazida pelo auxílio, os três têm em comum o fato de morarem em Guaribas, a 660 quilômetros da capital piauiense, considerado no passado o município mais pobre do país. Em 2000, mais da metade da população local era analfabeta (58,2%), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) era de 0,214, menos da metade da média nacional e um dos mais baixos do Brasil. Por causa desses indicadores sociais indigentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu a pequena localidade como projeto-piloto do Fome Zero, programa fracassado que seria remodelado no Bolsa Família, em 2003. Das 4.400 pessoas que moram no município, apenas 265 não recebem hoje o benefício.

O dinheiro ininterrupto ao longo dessas quase duas décadas ajudou a criar uma forte base de apoio ao PT na acanhada Guaribas, o que se refletiu em votações consagradoras por ali na reeleição de Lula em 2006 e nas duas vitórias de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Na última eleição presidencial, Fernando Haddad herdou esse espólio e colheu 97,99% dos votos na cidade, enquanto Jair Bolsonaro teve míseros 2,01%. Outros municípios dessa região do sudoeste do Piauí também entregaram bons resultados para Haddad em 2018.

Esse cinturão próximo às divisas com Bahia e Pernambuco, que por mais de uma década foi irrigado pelo dinheiro do Bolsa Família, agora está sendo inundado pelo auxílio emergencial distribuído pelo governo de Jair Bolsonaro. Em todos esses municípios onde o petismo reinou nas últimas eleições, ao menos 40% da população recebe a verba extra. Dados oficiais mostram que o valor médio pago nesse trecho isolado das bordas do sertão gira em torno de R$ 700, mais de três vezes o benefício médio do Bolsa Família, de R$ 200.

O efeito dessa gastança numa terra seca onde sempre faltou quase tudo já aflora por ali. Época esteve por quatro dias na região para captar os impactos do auxílio emergencial na vida dos trabalhadores rurais e também em sua visão sobre o governo e os políticos. “Quando morava com minha mãe, a casa era cheia de cartazes do Lula. Meus pais idolatravam ele. Repetia na hora da refeição que só tinha comida na mesa por causa do Lula. Cresci ouvindo isso. Votei na Dilma porque o PT tirou minha família da miséria. No Haddad, por obediência a meus pais. Mas agora mudei meu voto porque o Bolsonaro foi mais generoso, provou ser mais mão aberta na crise do vírus”, explicou a agricultora Maria da Paz.


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Prefeitura de Serra Talhada

11/07


2020

Como a Lava Jato virou puxadinho do FBI

Por Marcelo Tognozzi

Edward Bernays morreu em 1995 com 103 anos. Considerado um dos americanos mais influentes do século 20, ele dizia que as pessoas são irracionais, suas decisões e ações são manipuladas facilmente e que a “minoria inteligente” necessita fazer uso contínuo e sistemático da propaganda.

Quase 25 anos depois da sua morte, Bernays foi resgatado por Mário Vargas Llosa no seu livro “Tiempos Recios”, lançado no ano passado. Vargas mostra como Bernays, um sobrinho de Freud e autor do best-seller “Propaganda”, elaborou e executou a doutrina de defesa dos interesses dos Estados Unidos e suas empresas. O principal cliente de Bernays era a United Fruit.

Como responsável pela estratégia de propaganda da empresa, mexeu os pauzinhos para a contratação da cantora Carmen Miranda por Hollywood em 1940. A pequena notável, com seu rebolado e os arranjos de bananas e outras frutas na cabeça, foi a mais eficiente garota propaganda da companhia que mais produzia bananas no continente.

Os Estados Unidos investiram pesado na manipulação política dos países da América Central e Caribe desde a época da construção do Canal do Panamá, no fim do século 19, quando também derrotaram a Espanha na guerra hispano-americana de 1898, ajudando Cuba a se tornar independente e enterrando de vez o já moribundo império espanhol.

Depois da 2ª Guerra, os americanos ficaram impossíveis. Meteram as mãos e os pés na região e foram ampliando sua influência em direção do Cone Sul. Já haviam se conectado por aqui pelo caminho cultural do cinema, música, literatura e histórias em quadrinhos.

Nos anos 1950 e até o início dos anos 1960, o Brasil foi resistente à sua influência política. JK peitou o FMI e tinha uma relação difícil – para dizer o mínimo – com o ex-secretário de Estado Foster Dulles, sintetizada na famosa foto de Antônio Andrade publicada em 1958 pelo Jornal do Brasil com a legenda: me dá um dinheiro aí.

O livro de Vargas Llosa é importante não somente pelo que revela do passado, as tramas de um golpe de Estado na Guatemala e a história de Johnny Abbes Garcia, agente da CIA que também serviu aos ditadores Trujillo, de Honduras, e Papa Doc, do Haiti. Garcia foi trucidado junto com a família pelos Tonton Macoute, misto de polícia e milícia de Papa Doc.

Com o golpe militar de 1964, os americanos derrubaram toda e qualquer resistência à sua ação de manipulação. O general Vernon Walters foi o eficiente e competente coordenador desta “ocupação”.

Oficiais do Exército brasileiro passaram a fazer estágio em instalações da Flórida e na famosa Academia Militar de West Point, em Nova Iorque, enquanto oficiais americanos davam assessoria para as forças de repressão ao comunismo no Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. O lendário Cabo Anselmo, líder dos marinheiros em 1964, era na verdade um agente infiltrado na esquerda e há várias versões de que tenha trabalhado para CIA.

*Jornalista. O artigo completo pode ser lido no Poder 360.


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

11/07


2020

Coluna do sabadão

Influência e ilusão das pesquisas

Logo no start deste blog, hoje com 14 anos, firmei uma parceria com o Instituto Método, do Recife, e em seguida com o Opinião, de Campina Grande, para pesquisas eleitorais. O contrato com o Método durou apenas um ano e logo selei um casamento mais duradouro com a empresa paraibana, que resultou em oito eleições com acertos da ordem de 98%, tanto nos pleitos municipais quanto nos estaduais. Embora já no mercado há 30 anos, o Opinião não trabalha com pesquisa por telefone, apenas presencial, domiciliar.

Diante da pandemia, que mudou hábitos e abriu paradigmas, o instituto paraibano rompeu o laço com este blog. “Não temos a técnica da pesquisa por telefone”, me contou Joaquim Braga, diretor do Opinião. Diante deste cenário, buscamos uma nova parceria experiente e especializada nas sondagens por telefone com a empresa Potencial, de Salvador, que já nos entregou duas pesquisas de intenção de voto, a primeira em Jaboatão e a segunda em Olinda, postada na última quarta-feira. A próxima etapa será Recife, com divulgação marcada para a próxima quarta.

Trabalho com divulgação de pesquisas e entendo razoavelmente da técnica e metodologia desde quando produzia os textos do Datafolha para o Diário de Pernambuco numa primeira etapa, depois a Exata e até o Ipespe, além do Opine, este em parceria com a Folha de Pernambuco. Por isso mesmo, posso afirmar que pesquisa nenhuma decide eleição, pode até influenciar, mas nada capaz de ser fator fundamental para levar um candidato à vitória.

Eleição se define por vários fatores, como a escolha de uma boa equipe de marketing, logística, alianças amplas e sólidas, com tempo de TV para propaganda eleitoral, estrutura de comitê, adesões, apoios importantes e, sobretudo, uma plataforma administrativa que convença o eleitor a votar. Eleição se decide também ao longo da campanha, depende dos votos, dos problemas surgidos e até de uma onda que embale o nome colocado em julgamento pela população.

Nem sempre quem larga na frente ganha eleição, o mesmo pode ser dito também a quem de início sequer pontua, mas acaba saindo vitorioso por um fato significante ao longo da campanha. Em 2000, o então prefeito Roberto Magalhães estava com 17 pontos à frente de João Paulo faltando apenas uma semana para a eleição. Caiu na casca de banana das provocações de militantes adversários numa carreata em Boa Viagem, deu uma banana aos que o insultavam e perdeu a eleição.

Collor largou com 3% nas pesquisas, era um nanico e disputava por um partido sem a menor estrutura, ganhou fama de caçador de marajás e chegou à Presidência da República. Portanto, cada eleição tem sua história. Por isso, volto a insistir, pesquisa dá manchetes favoráveis, enche balão de candidatos desconhecidos pela população, mas não garante a eleição de ninguém.

Campanha decide – Pesquisa é um instrumento gerencial, sério e técnico, quando bem executada, e que pode orientar a campanha eleitoral, pode demonstrar tendências, mudar orientações e caminhos para chegar a resultados que serão avaliados nas urnas. Muitos candidatos começam a campanha com um tipo de discurso e mudam durante a campanha por não estarem atingindo os objetivos, ou seja, sensibilizando os eleitores. Acusações de ser de direita ou esquerda não impedem votos. Hoje, a grande preocupação é a geração de empregos. Quem não basear sua plataforma nesse tema vai perder votos. Os eleitores não querem mais discursos, e sim propostas viáveis de solução.

Olavista – Ex-assessor da Casa Civil e atualmente lotado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Felipe Cruz Pedri, fiel à cartilha do guru Olavo de Carvalho, tem se articulado para voltar ao Palácio do Planalto em um momento em que integrantes do governo tentam neutralizar a influência da ala ideológica. Pedri está cotado para assumir uma função na Secretaria Especial de Comunicação (Secom), comandada por Fabio Wajngarten, apontado como o patrocinador da volta dele ao Planalto.  O ex-assessor da Casa Civil também tem participado de reuniões se apresentando como representante do Ministério das Comunicações.

Versão de Bolsonaro – Em live realizada por Jair Bolsonaro nas redes sociais, na última quinta-feira, o presidente da República negou que tenha procurado o SBT para pedir a demissão de Danilo Gentili, como o humorista afirmou em um comentário nas redes sociais. Gentili também chegou a afirmar que Bolsonaro teria solicitado sua “censura” no programa ‘The Noite’. “Não tenho nada contra ou a favor do senhor Danilo Gentili, mas ele me acusou de ter procurado o SBT para demiti-lo. Jamais procurei órgão de imprensa nenhum para demitir quem quer que seja”, defendeu-se Bolsonaro.

Recorde – O número de pessoas que morreram com a Covid-19 registrados até, ontem, no Estado, ultrapassou a maior marca anual de homicídios registrados, oficialmente, em 2017. O Estado tem, ao todo, 5.482 pacientes que faleceram com a doença, mais que os 5.427 assassinatos registrados ao longo de todo o referido ano. A primeira morte por coronavírus registrada em Pernambuco ocorreu no dia 25 de março. Em um intervalo de 107 dias, o número de óbitos de pacientes que estavam com o novo coronavírus foi para 5.482. O número de homicídios no Estado é contabilizado dentro do Pacto Pela Vida, programa implantado pelo Governo de Pernambuco em maio de 2007 para diminuir os índices de violência.

CURTAS

SEM PAIXÃO – A edição deste ano da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém foi cancelada. A informação foi divulgada, ontem, pela Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) por meio de um comunicado. Esta será a primeira vez em 53 anos que o evento não será realizado. As apresentações do espetáculo em 2020 haviam sido reprogramadas para o período de 2 a 7 de setembro, já por causa da pandemia do novo coronavírus. No comunicado, a STFN destacou que a decisão foi tomada devido à "conjuntura socioeconômica gerada pelos cenários de enfrentamento à pandemia e tendo em vista as incertezas, tanto sobre a duração do processo de evolução da Covid-19 como sobre seus efeitos sobre a saúde e a economia".

GENIVAL LACERDA – Um grupo de artistas amigos de Genival Lacerda fará uma live para arrecadar recursos para auxiliar tratamento de saúde do cantor paraibano, que está sendo cuidado em casa após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI). A transmissão ao vivo acontece no próximo dia 24, às 19h, no canal de João Lacerda, filho de Genival. A apresentação acontece em Campina Grande, com apresentação de Cleber Oliveira e Gitana Pimenta. A música fica por conta dos artistas Fabiano Guimarães e Banda Base, Raniery Gomes, Amazan, Almir Roche, Forró D2, Iohannes Imperador, Zé Paraíba, Poeta Ailton Souza, Raphael Moura, Novinho Da Paraíba, Os 3 do Nordeste, Biliu de Campina, Capilé, Flávio Leandro.

LIVE COM KÁTIA ABREU – A senadora Kátia Abreu (PP-TO), ex-ministra da Agricultura, ex-candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes em 2018 e ex-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), participa da live deste blog da próxima segunda-feira, às 18 horas, com transmissão simultânea pela Rede Nordeste de Rádio no horário do programa Frente a Frente. Se você quer acompanhar e ainda não nos segue pelo Instagram, vá lá e nos siga no @blogdomagno.

Perguntar não ofende: Quantos dias o novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, escolhido, ontem, ficará no cargo?


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Comentários

marcos

Perguntaram pra Queiroz, se Lula fosse presidente qual cargo você ocuparia? Ele de pronto : AGU. kkkkkkk

marcos

Flávio e Queiroz são batedores de carteira na frente de Lula e Tóffoli. kkkkkkk

marcos

Tóffoli e Lula, uma Rachadinha de Hum Bilhão.

marcos

Bom dia povo de Deus, só lembrando que o Carniça saqueou a Petrobras, Quebrou o Brasil, deixou 13 milhões de pessoas desempregadas e mandou matar Celso Daniel. Amém

Fernandes

É preciso lembrar que Bolsonaro quando deputado federal votou contra a Transposição do Rio São Francisco ...


Banco de Alimentos

10/07


2020

Morre em acidente ex-deputado federal Alfredo Sirkis

Morreu, hoje, em um acidente de trânsito, o ex-deputado federal Alfredo Sirkis. O carro que ele dirigia saiu da pista, colidiu contra um poste e capotou na BR 493, no Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 14h20.

Sirkis era jornalista, tinha 69 anos e se notabilizou na luta pelo meio ambiente. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2011 e 2014. Era diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC) e foi coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima de 2016 e 2019.

Na Câmara Federal, presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Antes disso, foi vereador em quatro mandatos no Rio de Janeiro, secretário municipal de Urbanismo e secretário municipal de Meio Ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio. Foi membro da delegação brasileira às conferências do Clima de Montreal, Bali, Copenhagen, Durban, Varsóvia, Lima, Paris, Marrakech e Bonn.


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10/07


2020

Petrolina decreta novo isolamento social

Após reunião do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, a Prefeitura de Petrolina determinou uma série de medidas de isolamento social para reduzir o número de casos da Covid-19 no município. A decisão foi anunciada na noite de hoje.

Segundo o Comitê, foi consolidada uma tendência de crescimento de contágio, casos confirmados e na ocupação dos leitos de UTI na cidade. Os integrantes desse grupo técnico avaliaram que, nas últimas semanas, por conta do período junino, maior fluxo de pessoas nas ruas e questões ligadas ao clima e tempo na região, houve um impulsionamento das ocorrências de síndrome gripal e, por conseguinte, da covid-19. Por isso, o Comitê sugeriu o fechamento de diversos setores econômicos e de espaços públicos pelo período de 14 dias, a fim de evitar a chegada de um nível crítico para o quadro geral epidemiológico relacionado a pacientes com covid-19 na cidade.

Dessa forma, a partir da próxima segunda-feira (13), deixam de ter autorização para funcionar comércio, shoppings, feiras livres, parques e serviços públicos, como o atendimento na Prefeitura de Petrolina. A orla e as pistas para caminhadas em avenidas de grande fluxo, a exemplo da Monsenhor Ângelo Sampaio, Integração, Estrada da Banana, Ulysses Guimarães, entre outras, serão bloqueadas para evitar aglomerações. Serviços como barbearias, salões de estética, concessionárias de veículos, escritórios jurídicos, de contabilidade entre outros segmentos também voltam a fechar. O decreto, por fim, determina a proibição de reuniões religiosas como cultos e missas por 14 dias.

Uma nova reunião geral será feita pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus no dia 26 de julho. Com base nos dados atualizados do quadro epidemiológico, o grupo emitirá um parecer que embasará o cronograma de retomada dos segmentos econômicos, públicos, reuniões, entre outras atividades.


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O Jornal do Poder

10/07


2020

Editorial analisa eleição durante a pandemia

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre o cenário de uma eleição municipal durante a pandemia do novo coronavírus, que assola o País sem perspectiva para o fim. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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10/07


2020

Danilo espera que ministro promova educação de qualidade

Com indicação do pastor Milton Ribeiro para o Ministério da Educação, hoje, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) diz esperar que o novo ministro tenha foco na promoção de uma educação pública de qualidade, assegurando investimentos, e buscando a integração da União, estados e municípios.  “Neste momento, em que discutimos como assegurar o financiamento para a educação básica do país, com o novo Fundeb, esperamos que o novo ministro defenda a ampliação dos recursos e não a retirada deles como propõe o ministro da Economia (Paulo Guedes)”, afirmou.

O deputado se refere à proposta do governo de retirar recursos do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica para outro programa social, o Renda Brasil. Este deve substituir o Bolsa Família e pode começar a vigorar após o fim do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600.

A PEC do novo Fundeb (15/15) deve ser colocada na pauta de votação da Câmara Federal na próxima semana, segundo já sinalizou o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM -RJ). A proposta a ser votada pelos deputados prevê o aumento da participação da União, que hoje é de 10% na composição do Fundo, para 20% até 2026, crescendo percentualmente ano a ano. O texto está sendo discutido com o governo federal, que resiste em ampliar sua participação.

Danilo Cabral também disse esperar que o novo ministro, pelo fato de ser pastor, não faça do MEC um espaço para disputa ideológica ou religiosa. “O Brasil já não aguenta mais esse debate. O Estado é laico e nós precisamos discutir o que é importante para a educação brasileira”, frisou. O parlamentar ressaltou que, em 18 meses de governo, os dois ministros antecessores criaram um tensionamento desnecessário no ambiente da educação brasileira. “Ele deve buscar colocar a educação como um valor central no desenvolvimento do Brasil, é fundamental termos um ministro que defenda a educação como uma saída estratégica para a reconstrução do Brasil”, completou. 

O deputado também defende que o novo ministro reposicione o Plano Nacional da Educação (PNE), que completou seis anos, como o grande norteador da política de reconstrução do país. “É preciso termos alguém que lute para viabilizar mais recursos para a educação pública brasileira, faça um trabalho integrado e articulado com governadores, prefeitos, universidades, estudantes, trabalhadores da educação, e promova um grande entendimento nacional pela causa da educação”, completou o parlamentar.

Para Danilo Cabral, um dos desafios imediatos do novo ministro será o planejamento para a retomada das aulas presenciais em todo país. De acordo com o deputado, integrante das comissões de Educação e de Acompanhamento da Volta às Aulas, é urgente a aprovação do plano emergencial para a educação (projeto de lei 3.165/2020), que destina R$ 31 bilhões para a área. Os recursos recompõem o impacto da perda da arrecadação na educação.


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10/07


2020

Morre paisagista Janete Freire

Faleceu, hoje, no Recife, a paisagista e arquiteta Janete Freire. Conhecida por contribuir com o Estado e a capital nas gestões do senador Jarbas Vasconcelos como prefeito e governador, Janete projetou a recuperação de praças e jardins, incluindo os que margeiam a avenida Agamenon Magalhães. Ela também foi responsável pelas primeiras decorações de Natal e de carnaval no Recife.


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10/07


2020

Bolsonaro convida pastor Milton Ribeiro para Educação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou o pastor Milton Ribeiro para assumir o Ministério da Educação (MEC) hoje. A informação é da CNN Brasil.

O evangélico é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência, é ligado à Universidade Mackenzie e apresenta no currículo doutorado em educação. Pastor na Igreja Presbiteriana de Santos (SP), Milton Ribeiro teria conversado com Bolsonaro sobre a possibilidade de assumir o MEC na última terça-feira (7).  

A pasta está sem titular desde a saída de Abraham Weintraub, no último dia 18. O governo chegou a nomear o professor Carlos Decotelli como ministro, mas ele pediu demissão antes mesmo de tomar posse depois que falhas no seu currículo foram reveladas.


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10/07


2020

Assessor de Flávio pode assumir cargo na comunicação

Ex-assessor da Casa Civil e atualmente lotado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Felipe Cruz Pedri, fiel à cartilha do guru Olavo de Carvalho, tem se articulado para voltar ao Palácio do Planalto em um momento em que integrantes do governo tentam neutralizar a influência da ala ideológica.

Pedri está cotado para assumir uma função na Secretaria Especial de Comunicação (Secom), comandada por Fabio Wajngarten, apontado como o patrocinador da volta dele ao Planalto.  O ex-assessor da Casa Civil também tem participado de reuniões se apresentando como representante do Ministério das Comunicações.

A volta de Pedri, considerado um dos expoentes do olavismo, já causa desconforto entre integrantes de diversos ministérios principalmente num momento em que a orientação do gabinete presidencial é se afastar dos radicalismos para passar pelas crises que rondam o Planalto.  O retorno é encarado também como uma tentativa da ala ideológica sobreviver e voltar a influenciar decisões no governo, que ficou acuado após cerco imposto por inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) e, mais recentemente, pela punição do próprio Facebook, que na última quarta-feira, 8, anunciou ter derrubado uma rede contas ligados ao presidente, seus filhos e aliados.

O olavista chegou no início do governo Bolsonaro pelas mãos do ministro Onyx Lorenzoni, então chefe da Casa Civil.  Enquanto esteve no cargo integrava o chamado núcleo ideológico e foi um dos autores do manifesto de fundação do Aliança do Brasil, partido que Bolsonaro tenta tirar do papel para abrigar sua família e seus apoiadores.  Felipe Pedri foi demitido em abril após o general Braga Netto assumir a pasta. Cinco dias depois foi nomeado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro com o salário de R$ 17 mil.

Ativo nas redes sociais, Pedri tem mais de 53 mil seguidores que acompanham suas publicações contra a "agenda esquerdista", debates de gênero e as Organizações das Nações Unidas (ONU), vista por ele como uma das grandes disseminadoras do "globalismo".  Ele também critica governadores e prefeitos pelas medidas de isolamento social adotadas no combate à propagação do novo coronavírus no País. Em postagens no Twitter, costuma se referir à doença como "vírus chinês".

Atualmente, mesmo lotado no Senado Federal, Pedri tem participado de reuniões do Executivo como representante do Ministério das Comunicações, conforme apontam registros de agendas oficiais. Nesta semana, esteve pelo menos em duas reuniões com Subchefia de Assuntos Jurídicos para discutir a reestruturação de cargos com a divisão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), comandado por Marcos Pontes, e o Ministérios das Comunicações, chefiado por Fábio Faria.

A atuação de Pedri como representante das Comunicações está registrada na agenda dos dias 6 e 8 de julho do subchefe adjunto de Assuntos Jurídicos da pasta, Humberto Fernandes de Moura. Também participaram o secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, Júlio Francisco Semeghini Neto, e o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Rocha Heckert, além de representantes da Secretaria de Governo, Secretaria-Geral e Casa Civil.


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