FMO

18/01


2020

Bolsonaro usa Caixa para reduzir Juros

Bolsonaro usa Caixa para reduzir juros em cenário favorável a mais concorrência entre bancos. Segundo analistas, concorrentes privados devem reagir à iniciativa do banco público.

Foto: Bárbara Lopes / Agência O Globo

O Globo - Por João Sorima neto

A estratégia da Caixa Econômica Federal de reduzir os juros cobrados nos financiamentos imobiliários e no cheque especial deve aumentar a concorrência nessas modalidades de crédito, já que no atual cenário de taxa básica no patamar mais baixo da história, os grandes bancos privados serão pressionados a reduzir o que cobram de seus clientes sob o risco de perder mercado.

Para analistas ouvidos pelo GLOBO, diferentemente do que aconteceu em 2012, quando a ex-presidente Dilma Rousseff determinou por "decreto" a redução dos juros nos bancos públicos, para forçar uma queda nas taxas praticadas pelos concorrentes privados, desta vez o cenário econômico permite que esse movimento seja feito: a Selic está em 4,5% ao ano e deve permanecer baixa por um longo período.

- É uma estratégia agressiva, tornando a Caixa mais competitiva nesses segmentos de crédito. É claro que ao baixar juros, o controlador, que é o governo, usa a instituição para aumentar a concorrência. Nesse momento atual de juro mais baixo, os spreads tendem a cair. E o momento é muito diferente de 2012, quando tínhamos Selic a 14,5% - explica João Augusto Salles, economista especializado no setor financeiro, que acredita que o cenário de Selic baixa deve permanecer nos próximos dois anos.

Ele observa que mesmo com esse movimento mais agressivo da Caixa, o banco público deve continuar tendo lucro, já que a tendência é conquistar mais clientes no crédito imobiliário, onde a instituição já abocanha 70% do mercado.

Para financiamento de imóveis o banco estatal reduziu sua taxa de 6,75% para 6,5% ao ano mais TR. Já lançou uma linha de crédito com reajuste pelo IPCA, a inflação oficial, e em breve deve lançar outra linha. No cheque especial, a taxa no banco caiu de 4,99% ao mês para 4,95% ao mês, para quem recebe salário pela instituição. O Banco Central fixou o teto da modalidade em 8% no mês passado.

- Os outros bancos já vêm se movimentando e oferecendo condições melhores no mercado imobiliário — diz Salles. Atualmente, já é possível encontrar taxas de pouco mais de 7% ao ano nos bancos privados para clientes que tem bom relacionamento com a instituição.

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Governo de PE - Redução nos Homicídios

18/01


2020

Óleo derramado: crise diminui, mas preocupa estados

Crise do derramamento de óleo diminui, mas ainda preocupa estados. Com situação próxima da normalidade, esforços são para manter monitoramento das áreas atingidas e conseguir ressarcimento dos gastos decorrentes da limpeza das praias.

Derramento: resíduo de óleo no litoral do Sergipe Foto: Adema / Sergipe

O Globo - Gabriel Shinohara 

Órgãos do governo federal e dos estados tendem a concordar que o pior da crise do derramamento de óleo na costa nordestina já passou. No entanto, a questão ainda parece longe do fim, pois o monitoramento das áreas continua e algumas pendências burocráticas e orçamentárias entre o governo federal e os estados precisam ser resolvidas.

Na última semana, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) divulgou uma nota em que afirmava que a situação “caminha para a normalidade”. Segundo o texto, grande parte do óleo já foi retirada e, por isso, o foco do trabalho é no monitoramento das áreas. O grupo é formado pela Marinha,  o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). 

Gilvan Dias, diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) de Sergipe, compartilha do entendimento do grupo. De acordo com ele, a chegada de óleo na costa realmente diminuiu, apesar do monitoramento da Adema ter encontrado novos vestígios na última quarta-feira.

Leia também: Capes atrasa divulgação de resultado de edital de R$ 1,36 milhão para estudos sobre derrame de óleo no litoral

Dias conta que o trabalho de limpeza está sendo feito principalmente por empresas contratadas pelos municípios. Segundo ele, por causa da redução da quantidade de óleo, houve também uma diminuição da mobilização. O diretor criticou o trabalho conjunto com o GAA, que chamou de “precário”.

 — É muito precária, os órgãos federais fazem as suas ações ao arrepio da participação dos estados — disse.

José Bertotti, secretário de meio ambiente de Pernambuco, evita usar a palavra “normalidade”. Não há registro de novas chegadas de petróleo na costa este ano, mas o estado ainda monitora cinco áreas contaminadas com vestígios do óleo.

Leia também: Capes atrasa divulgação de resultado de edital de R$ 1,36 milhão para estudos sobre derrame de óleo no litora

 — Eu não uso a palavra normalidade, uso a palavra monitoramento, ação. A gente continua trabalhando em cima desse que foi o maior crime ambiental que a gente viu. E até hoje a gente não descobriu a origem disso.

Além do trabalho em campo, o estado abriu outras frentes. Em dezembro, o Fundo de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) anunciou a lista de 12 projetos de pesquisa que receberão apoio financeiro do estado para estudar os efeitos da contaminação por óleo. Os temas variam de estudos sobre o impacto nos ecossistemas costeiros, como manguezais e recifes, até pesquisas sobre os efeitos na saúde dos pescadores.

Em Alagoas, a situação está melhor, segundo o diretor-presidente do Instituto do Meio Ambiente do estado, Gustavo Lopes. O instituto não mantém mais equipes de coleta específicas para o trabalho, já que também não há registros de novas chegadas de petróleo na costa desde o ano passado. 

 — Na nossa ótica há um tempo está na normalidade.  Não temos mais equipes de coleta há algum tempo  e quem está mais a frente agora é o Ibama, fazendo apenas vistorias  — explicou Lopes.

Confira a íntegra aqui: Crise do derramamento de óleo diminui, mas ainda preocupa ...


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acolher

18/01


2020

Saída adotada pelo governo viola constituição, diz MP-TCU

Fila no INSS

MP-TCU: Fila no INSS não justifica contratar "a revel de normas constitucionais".

Foto: Agência Brasil

Estadão Conteúdo

Em seu pedido de suspensão da contratação de 7 mil militares da reserva das Forças Armadas para reforçar o quadro de pessoal do INSS, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) argumenta que a saída adotada pelo governo viola a Constituição ao prever contratação de uma carreira específica e sem realização de concurso público.

“Ainda que existam direitos pendentes de análise pelo Instituto (INSS) – exemplificativamente o direito à aposentadoria e as licenças maternidades – isso, por si, não pode ser justificativa para que sejam feitas contratações a revel das normas constitucionais”, diz a representação protocolada na tarde desta sexta-feira, 17, à tarde pelo subprocurador-geral do MP-TCU, Lucas Rocha Furtado.

A iniciativa havia sido anunciada pelo governo na terça-feira, 14, como solução para a fila de 1,3 milhão de pedidos por benefícios sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do órgão.

No documento, ele diz que a regra aplicável ao INSS é a admissão de funcionários mediante realização de concurso público. As exceções são cargos em comissão ou contratações temporárias de “excepcional interesse público”, para as quais deve haver previsão específica em lei.

Dentro do TCU, há interlocutores que avaliam como “fraca” a tese do governo de que a lei que reformulou as aposentadorias dos militares prevê a possibilidade de contratação temporária dos reservistas para cumprir atividades civis. O plano da equipe econômica é, com base nessa lei (sancionada no fim do ano passado), editar um decreto para admitir os 7 mil militares.

Além disso, o Ministério Público junto à corte de contas afirma que, mesmo que a contratação dos militares seja temporária (são estimados nove meses de força-tarefa), o governo descumpriu o princípio da impessoalidade.

“Ao meu ver, não pode haver o direcionamento da contratação para os militares da reserva, pois, nesse caso, é nítida a reserva de mercado que o governo federal está promovendo para remediar o impasse das filas de processos pendentes de análise”, diz a representação.

A avaliação do MP-TCU é de que o governo poderia ter encontrado qualquer outro caminho sem beneficiar apenas uma categoria. O documento cita reportagem do Broadcast que mostra o pleito de associações de servidores para a contratação de funcionários aposentados do próprio INSS.

Dentro do governo, porém, havia o temor de se editar uma Medida Provisória (com vigência imediata) para contratar outras categorias (como aposentados) e acabar abrindo novos flancos de negociação e pressão no Congresso Nacional num momento em que categorias começam a pedir concursos e reajustes, segundo apurou o Broadcast.

Furtado cita também que o custo de contratação de um militar da reserva pelo INSS será de R$ 2.071,42 ao mês. “Esse valor representa o dobro do salário mínimo atual brasileiro”, diz o texto.

“A referida situação demonstra que, caso fossem abertas seleções amplas – sem discriminações e direcionamento de mercado – é possível que o Estado cumpra seu objetivo em contratar funcionários temporários para o quadro do INSS, reduza a fila de processos pendentes e, especialmente, respeite aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da economicidade”, afirma na representação.

O relator do pedido de cautelar pode ser o ministro do TCU Bruno Dantas, caso a representação seja avaliada como um tema ‘finalístico’ do INSS. Se for considerada uma questão de atividade-meio, o relator pode ser sorteado


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Prefeitura de Serra Talhada

18/01


2020

China registra novos casos de pneumonia misteriosa

Segundo funcionários da área de saúde chinesa, novo vírus já infectou 45 pessoas.

Foto/via Estadão

Por Estadão Conteúdo

 A misteriosa pneumonia viral que surgiu no centro da China já infectou 45 pessoas, segundo informaram funcionários chineses da área de saúde nesta sexta-feira, 17, após a confirmação do segundo óbito no país. No total, já foram identificados 45 pacientes, com mais quatro casos em relação ao boletim anterior, revelou a Comissão Municipal de higiene e saúde pública.

Segundo os funcionários, 15 pacientes já receberam alta e cinco estão em estado grave. Trata-se de um novo tipo de coronavírus, uma família com um grande número de vírus, incluindo o que provoca a síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês). Até o momento, todos os casos na China foram registrados em Wuhan, uma cidade de 11 milhões de habitantes do centro do país.

Outros casos desta misteriosa pneumonia foram detectados no exterior: dois na Tailândia e um no Japão. As autoridades desses dois países alegam que os pacientes foram a Wuhan antes de sua hospitalização. A investigação das autoridades constatou que vários pacientes trabalhavam em um mercado da cidade especializado no atacado de frutos do mar e peixes. O município tomou várias medidas, ordenando, em particular, o fechamento do mercado em questão, onde foram realizadas operações de desinfecção e análises.

O segundo óbito - um homem de 69 anos - ocorreu na quarta-feira, 15, segundo a Comissão Municipal de Higiene e Saúde. Um chinês de 61 anos já havia morrido na semana passada. A maioria dos pacientes é do sexo masculino e com idade mais avançada.

As autoridades de saúde locais tentam tranquilizar a opinião pública garantindo que "o risco de transmissão entre humanos, se não foi excluído, é considerado baixo", mas a epidemia alimenta o medo do ressurgimento do vírus altamente contagioso SARS, que matou cerca de 650 pessoas na China continental e em Hong Kong em 2002-2003.

A China não anunciou restrições de viagem no país. Já as autoridades de Hong Kong (sul) reforçaram suas medidas de detecção nas fronteiras do território autônomo, em particular com detectores de temperatura corporal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quinta-feira que "ainda há muito a descobrir sobre o novo coronavírus". "Não sabemos o suficiente para tirar conclusões definitivas sobre seu modo de transmissão", ressaltou.


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18/01


2020

Sob gestão atual, INEP maltrata língua portuguesa

Organizador do Enem tuitou sobre "vizualizações"

Inep também desrespeitou o dicionário Foto: Reprodução

Por Época

Os maus-tratos de Abraham Weintraub à língua portuguesa têm sido seguidos também por seus subordinados.

Desta vez, foi o Inep, organizador do Enem, que desrespeitou o dicionário.

Escreveu "vizualizações" no Twitter.

Se fosse na redação do Enem...

(Por Eduardo Barretto)


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Prefeitura de Limoeiro

18/01


2020

Bolsonaro aprova fundo eleitoral de R$ 2 bilhões

Orçamento para 2020

Presidente sancionou a proposta orçamentária sem nenhum veto, segundo informou ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/ND

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro sancionou integralmente, nesta sexta-feira, 17, o Orçamento de 2020, que inclui o Fundo Eleitoral. Conhecido como "fundão", o dispositivo prevê gasto de R$ 2 bilhões para financiar as campanhas dos candidatos nas eleições municipais de outubro. O anúncio foi feito no Twitter pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.

O valor de R$ 2 bilhões foi aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado. Contrariado com críticas sobre a destinação desses recursos, Bolsonaro tem pedido a apoiadores que não votem em candidatos que utilizam recursos públicos nas eleições. O problema é que o "boicote" pode prejudicar seus próprios aliados.

Levantamento do Estado mostrou que pelo menos 15 parlamentares bolsonaristas tiveram parte dos gastos eleitorais em 2018 custeada com dinheiro do Fundo Eleitoral. Ao todo, foram R$ 335,2 mil recebidos, o que representa 17% do total arrecadado pelos então candidatos.

Desde que a proposta orçamentária foi aprovada no Congresso, o presidente deu sinais trocados sobre se ia ou não aprovar o fundo eleitoral. Ele chegou a fazer enquete com apoiadores perguntando se devia aprovar o texto, organizou uma campanha para que seus simpatizantes não votem em candidatos que usam o dinheiro e sinalizou que poderia vetar a reserva de dinheiro.

O que é fundo eleitoral?

O fundo eleitoral é abastecido com dinheiro do Tesouro Nacional e se destina ao financiamento das campanhas políticas. Ele foi criado em 2017 para compensar as perdas impostas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, dois anos antes, proibiu as doações de pessoas jurídicas para as campanhas eleitorais.

A distribuição da verba para candidatos fica a critério das cúpulas partidárias, que, em geral, privilegiam políticos com mandato. O valor de R$ 2 bilhões foi aprovado pelo Congresso em dezembro. Bolsonaro pode sancionar ou vetar o valor. Existe, ainda, o Fundo Partidário, que banca atividades do dia a dia das legendas.


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18/01


2020

Impeachment: Trump contrata promotores do caso Lewinsky

Foto: DW / Deutsche Welle

Do Terra: Por DW / Deutsche Welle

Trio que ganhou notoriedade nos anos 1990 em casos que envolveram o presidente Bill Clinton e jogador acusado de assassinar a ex-mulher vai reforçar defesa do presidente durante julgamento do processo de impeachment.Kenneth Starr e Robert Ray, dois promotores especiais que investigaram por anos o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, farão parte da defesa de Donald Trump durante o julgamento do processo de impeachment do presidente no Senado, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira por vários meios de comunicação.

Starr investigou Clinton por mais de quatro anos desde 1994 e acabou investigando a questão que provocou um julgamento político contra ele, sua tentativa de esconder seu relacionamento com Monica Lewinsky; enquanto Ray assumiu o cargo em 1999 para continuar as investigações sobre o democrata.

Ambos se juntarão a uma equipe de defesa liderada pelo advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, e um dos advogados pessoais de Trump, Jay Sekulow.

Esses dois últimos serão os principais de Trump e, de acordo com a emissora "CNN", também terão a ajuda de outra advogada pessoal da presidente, Jane Raskin, e da ex-procuradora-geral da Flórida, Pam Bondi, que desde o final do ano passado tem sido o rosto da operação de mídia da Casa Branca contra o julgamento político do mandatário.

A equipe jurídica de Trump terá a colaboração de Alan Dershowitz, professor aposentado de Direito Constitucional da Universidade de Harvard, que confirmou em sua conta oficial no Twitter que intervirá na fase de "argumentos orais" do processo de impeachment. Nos anos 1990, Dershowitz atuou como advogado do ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson, que foi acusado de matar sua ex-mulher e um amigo dela.

No entanto, Dershowitz tem defendido Trump durante toda a sua presidência em entrevistas para emissoras de TVs conservadoras.

Starr e Ray também devem intervir ativamente no julgamento político no Senado. O primeiro deles começou em 1994 uma investigação sobre a participação dos Clintons em um negócio falido, a empresa imobiliária Whitewater, no Arkansas, na década de 1980.

O negócio, que ocorreu enquanto Clinton era governador desse estado, estava ligado à falência do Madison Savings and Loan Fund, um banco de Little Rock, capital do Arkansas, administrado pelos sócios de Clinton em Whitewater.

Mais tarde, Starr estendeu sua investigação em todos os tipos de áreas, como o suicídio do vice-consultor jurídico da Casa Branca, Vincent Foster; a demissão de funcionários que trabalham no escritório de viagens da sede presidencial e a entrega de alguns arquivos do FBI à Casa Branca.

Mas Starr ficou em evidência em 1998, quando ele acrescentou uma investigação para determinar se Clinton havia mentido ou obstruído a justiça para esconder seu relacionamento com Lewinsky, uma questão que motivou um julgamento político, mas terminou com a absolvição do presidente no Senado.

Em 1999, Ray assumiu o lugar de Starr para prosseguir com o caso Whitewater, mas finalmente anunciou em 2002 que não havia encontrado provas de que Bill e Hillary Clinton haviam cometido irregularidades em relação a esse escândalo imobiliário.

JPS/efe


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18/01


2020

Recife, Salvador e Fortaleza em discussão

Depois de uma semana em Salvador, de onde voltei encantado com o acolhimento, o calor humano e a energia da baianada, que, na verdade, é uma mistura cariocada, até no gingado e nas manhas, já começo a fazer o meu roteiro de Fortaleza, para informar aos leitores do blog, ouvintes do Frente a Frente e dos que me seguem pelas redes sociais.

Meu embarque não será de imediato, logo na semana seguinte a Salvador. Só decolo na segunda-feira, 27, logo cedo. Fico por lá até a sexta, 31, mesmo período do axé baiano. Espero que a etapa cearense seja tão produtiva quanto a baianense. 

Minha intenção não é fazer comparações com o Recife ou enaltecer lá e rebaixar cá. A pauta  foi posta em prática a partir da entrevista do empresário João Carlos Paes Mendonça, quando afirmou que Salvador e Fortaleza eram, hoje, estuários de tudo que se observa de mudanças estruturais no Nordeste.

Mudanças na concepção urbana, no trânsito, nos programas sociais, no turismo e na exploração das vocações nordestinas. Com isso, senti que colocamos ou acendemos a chama do debate saudável em torno da qualidade do viver no Nordeste.

Salvador é um paraíso? Não. Lá existem os mesmos problemas crônicos do País: aglomerados de gente morando em morros e favelas, desemprego, desigualdades gritantes e muita pobreza também. 

Mas Salvador vive um momento novo e único. Atrai investimentos, privatiza o que não deve ser público, está sempre limpa e bem cuidada, uma orla humanizada  com equipamentos modernos, que vão desde abertura exclusivas de ciclovias à quiosques padronizados.

Salvador tem também um centro histórico repaginado, dois corredores de trânsito em conclusão de 12 km com quatro faixas, cada um. Praticamente todas as praças reformadas e conservadas e está inaugurando, no próximo dia 26, um dos melhores centros de convenções do País.

Com um detalhe: toda a pauta de eventos do ano, seja seminários nacionais e internacionais, ou shows, já está lotada. Isso é uma das molas geradoras de emprego e renda.

Salvador tem, por fim, a chance de virar cidade modelo em mobilidade urbana. Além dos dois corredores - as linhas Vermelha e Azul  - conta com os serviços do metrô, um dos mais modernos do Brasil, padrão internacional. 

É bom lembrar que já existe também em funcionamento uma parte do sistema de transporte BRT, com previsão de estar em operação totalmente em 2022. Se isso não fosse suficiente, o Governo da Bahia e a Prefeitura já licitaram o VLT, Veículo Leve Sobre Trilhos, para entrar em circulação em 2022.

Por fim, a Bahia tem uma política de gestão compartilhada, entre aspas, PT x DEM. Rui Custa, o governador, é a maior revelação de administrador público do PT e da nova safra nacional de governadores. Já ACM Neto, de linhagem democrata, aparece nas pesquisas como o melhor do País. E brigam para fazer mais, cada um ao seu modo.

Quanto a Fortaleza, tenho as melhores referências do prefeito Roberto Cláudio, do PDT, assim como do governador petista Camilo Santana. E vou descobrir e detalhar o que estão fazendo em termos de inovação.


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18/01


2020

Indígenas denunciam projeto político de "genocídio"

Encontro com mais de 600 líderes de 45 etnias do país acontece na aldeia Piaraçu na Terra Indígena Capoto/Jarina.

Foto: Carl de Souza/Por AFP

Do Terra - Por AFP

Mais de 600 líderes indígenas reunidos pelo chefe Raoni Metuktire nesta sexta-feira, 17, concluíram uma ampla reunião em Mato Grosso, denunciando que o governo está promovendo um projeto político de "genocídio, etnocídio e ecocídio" no país. "Fomos convocados pelo chefe Raoni com o objetivo de unir forças e denunciar que um projeto político do governo brasileiro de genocídio, etnocídio e ecocídio está em andamento", diz o rascunho do manifesto dos mais de 45 povos indígenas participantes da extensa reunião realizada entre terça e sexta-feira na Terra Indígena Capoto/Jarina .

O cacique kayapó Raoni, que ganhou fama mundial por sua luta pela causa indígena, convocou a reunião em resposta à agenda do presidente Jair Bolsonaro, que anunciou projeto para legalizar a mineração e a exploração de energia em áreas de proteção ambiental e terras indígenas. "O atual presidente da República está ameaçando nossos direitos, nossa saúde e nosso território. O governo está nos atacando e quer tirar a terra de nossas mãos", destaca o texto que foi lido na "casa dos homens", casa central da aldeia do Piaraçu, onde também foram realizados os quatro dias de sessões.

"Não aceitamos mineração em nossas terras, nem madeireiros, pescadores ilegais ou hidrelétricas. Somos contra tudo que destrói a floresta", enfatiza. O rascunho do manifesto foi lido em português e imediatamente traduzido para as várias línguas dos povos participantes para aprovação do texto final, que deve ocorrer nas próximas horas.

O esboço também aponta que "ameaças e palavras de ódio do governo estão promovendo a violência contra os povos indígenas e os assassinatos de nossos líderes" e afirma que os povos indígenas precisam enfrentar "não apenas o governo, mas também a violência de um povo". setor da sociedade que expressa claramente o racismo".

Em 2019, pelo menos oito líderes indígenas foram assassinados, três deles em menos de uma semana. O balanço é o pior em onze anos, desde o primeiro levantamento da Comisión Pastoral de la Tierra. "Repudiamos a perseguição e a tentativa de criminalização de nossos líderes, organizações e aliados", destaca o documento que también exige "punição para aqueles que matam nossos parentes". Também exigem respeito a Raoni, que teria 89 anos, a quem consideram comolíder, e desautorizam os indígenas que apoiam Bolsonaro.

O texto, que também formalizou a aliança com as comunidades amazônicas para proteger a floresta, será levado a Brasília para exigir que as autoridades públicas respeitem seus direitos constitucionais e tratados internacionais em questões indígenas. /AFP


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18/01


2020

Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

Crédito: Uarlen Valério/O Tempo

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada na sexta-feria (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.

Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.

Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.

O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.

O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.


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