FMO

15/01


2020

ICMS: Governo quer mudar cobrança sobre combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, hoje, que apresentou ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, uma proposta para alterar a forma da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis.

Atualmente, o ICMS é cobrado no momento da venda do combustível no posto de gasolina. Para Bolsonaro, a cobrança deve ser feita no valor do combustível vendido na refinaria. Bolsonaro destacou que, com a mudança, o consumidor sentiria na bomba as reduções feitas pela Petrobras no preço dos combustíveis.

Na explicação do presidente, isso ocorreria porque o valor do produto na refinaria é menro. “Apresentei uma proposta que vai ser estudada na questão do ICMS”, disse.

“Hoje em dia o ICMS é cobrado em cima do preço final da bomba. Em torno de R$ 5 o preço do combustível, então em média 30% (de ICMS), dá R$ 1,50. Se cobrar na refinaria, o preço da refinaria está em R$ 2, teria que ser cobrado 75% para equilibrar. Mas nós queremos mostrar que a responsabilidade final do preço não é só do governo federal”, afirmou o presidente após se reunir com o ministro Bento Albuquerque.

Bolsonaro afirmou que, se o Ministério da Economia entender que a proposta é positiva, o governo vai levar a ideia adiante. “Vamos arredondar os números aqui”.


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

15/01


2020

Pernambuco registra menor número de roubos

Por Nayara Souza*

Ontem, a Secretaria de Defesa Social (SDS/PE) divulgou os dados referentes ao balanço do quantitativo de roubos registrados em 2019 em Pernambuco. O estado registrou 78.943 roubos e de forma consecutiva, tem diminuído a incidência de delitos desse tipo. O número representa o menor índice desde o ano de 2014.

Quando comparado o mês de dezembro de 2019 ao mesmo mês em 2018, houve uma redução de 21%, completando uma série de 28 meses seguidos de declínio de Crimes Violentos contra o Patrimônio. Foram 1.464 casos a menos e esse quantitativo tornou o mês de dezembro o com menores ocorrências em 60 meses.

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua atribui a redução nos números aos investimentos, operações, estratégias específicas, entre outros, que o Governo do Estado vem realizando nos últimos meses. A Região Metropolitana de Recife lidera o ranking de diminuição nos roubos. Em seguida, o Agreste, contabilizando um recuo de 22,66%, saindo de 19.098 casos registrados em 2018 para 14.771, no ano passado.

As reduções estão intimamente ligadas à efetividade do Pacto Pela Vida, que representa uma política pública de segurança, transversal e integrada, construída de forma pactuada com a sociedade, em articulação permanente com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa, os municípios e a União. 

Em Pernambuco, apenas em 2019, 53 mil pessoas foram presas pelas polícias. Resgatar a sensação de segurança é um grande desafio e também uma resposta à população que anseia pela garantia de proteção.

Houve dias no Agreste, por exemplo, que sair de casa havia se tornado um evento capaz de gerar medo, pela onda de violência que acometia a região. Nos últimos meses, nos parece que essa sensação de segurança foi resgatada. Desejamos que cada vez mais, esses números caiam, e os pernambucanos tenham devolvida a dignidade de viver de forma segura e mais tranquila.

*Enfermeira, pedagoga e professora universitária


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acolher

15/01


2020

Bolsonaro sobre OCDE: Estamos bastante adiantados

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está “bastante adiantado” no cumprimento dos requisitos necessários para a entrada do País na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele afirmou que a notícia de que os EUA vão priorizar o apoio ao Brasil foi “bem recebida”.

Ontem, a Embaixada dos EUA em Brasília e um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmaram em nota que “os EUA querem que o Brasil seja o próximo país a começar o processo de adesão para a OCDE”, passando à frente da Argentina e da Romênia.

“São mais de 100 requisitos, estamos bastante adiantados, na frente da Argentina”, disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada. O apoio deve ser formalizado nesta quarta-feira, 15, em reunião do Conselho da OCDE com representantes dos países membros, em Paris.


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Comentários

Fernandes

Isso é fake de Tramp.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Bastou um ano de Bolsonaro para entrarmos na OCDE. Em mais de trinta anos dos comunistas no poder e... nada. Comunista só vive do dinheiro dos outros, Karl Max vivia do dinheiro da mulher e dos amigos, Nunca deu um dia de trabalho. Os direitistas estudam e trabalham para manter essa corja de esquerda mamando no poder. Felizmente o povo está acordando. É o Brasil voltando a crescer, valorizar o trabalhador, os bons costumes e a moral.


Prefeitura de Serra Talhada

15/01


2020

“O Parlamento considera a reforma tributária nossa”, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ao blog da Andréia Sadi que, mesmo em ano de eleições municipais, a reforma tributária será aprovada neste semestre porque os deputados estão envolvidos com o projeto.

“Pode escrever aí: vai passar no primeiro semestre. Já tem consenso de que o tema precisa passar e irá. O comprometimento é absoluto”, frisou.

Questionado sobre se a eleição atrapalha o calendário do Congresso – assim como avaliam alguns parlamentares –, o presidente da Câmara negou. “O parlamento considera a reforma tributária um projeto nosso”, afirmou.

O governo deve enviar suas sugestões à reforma tributária e a proposta de reforma administrativa em fevereiro. Apesar do otimismo do governo, de que ambas as reformas passarão neste ano, na avaliação de parlamentares a tendência é a tributária andar mais rápido.

Em dezembro, às vésperas do início do recesso do Legislativo, foi instalada a comissão especial mista que trabalhará para consolidar o texto com as mudanças no regime de impostos. O grupo é formado por 15 deputados e 15 senadores.

Na época da criação do colegiado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que a comissão trabalharia durante o recesso do Legislativo e teria até 90 dias para unificar as propostas em tramitação no Congresso. Porém, os trabalhos ainda não começaram.

Porém, na avaliação de Rodrigo Maia, o fato de a comissão ainda não ter iniciado os trabalho não atrasa o cronograma, visto que, diz ele, há um acordo com os congressistas para que o tema avance.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkk. Essa é uma piada de mau gosto. O Parlamento fazendo algo para beneficiar o povo? Ridículo.



15/01


2020

Expectativa do Brasil para entrar na OCDE

A expectativa do governo brasileiro para hoje, é de que os Estados Unidos oficializem o apoio prioritário ao Brasil na entrada do País como membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O grupo se reúne hoje, em Paris.

Após meses de incertezas, a Casa Branca encaminhou uma carta à OCDE na qual coloca o Brasil na frente da Argentina e da Romênia na lista preferencial dos EUA. Pelo Twitter, no fim da noite de ontem, o chanceler Ernesto Araújo disse que a decisão demonstra a “parceria sólida” que está sendo construída entre os dois países.

“Anúncio americano de prioridade ao Brasil para ingresso na OCDE comprova uma vez mais que estamos construindo uma parceria sólida com os EUA, capaz de gerar resultados de curto, médio e longo prazo, em benefício da transformação do Brasil na grande nação que sempre quisemos ser”, escreveu o ministro.


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Prefeitura de Limoeiro

15/01


2020

Aos leitores

É muita coincidência, mas o blog saiu do ar hoje cedo, justamente no horário em que ia postar a íntegra da bombástica entrevista do publicitário Edson Barbosa, o Edinho, da Link Propaganda, responsável pelo marketing das gestões Eduardo Campos. Veja abaixo a entrevista.


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Banner de Arcoverde

15/01


2020

O condomínio medíocre de Paulo e Geraldo

Nunca alguém que conviveu tão de perto e com tamanha afinidade com o ex-governador Eduardo Campos mexeu na ferida dos governos do PSB no Estado e na Prefeitura do Recife com tamanha propriedade quanto o publicitário e homem de comunicação Edson Barbosa, o Edinho, na entrevista que deu ontem ao meu programa Frente a Frente, direto de Salvador, onde está refugiado, mas continua fazendo a cabeça de muitas outras lideranças no plano nacional.

Para ele, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio perderam a chave do tesouro do PSB e formam um condomínio medíocre. Veja a íntegra da sua bombástica entrevista abaixo depois de traçar um acarajé com este blogueiro, colunista e âncora na hoje moderna Salvador, que está à frente em tudo no Recife, principalmente no cuidado com as pessoas.

Diferente do Recife, Salvador é, hoje, um canteiro de obras, com equipamentos modernos e avançados, a exemplo do mais avançado Centro de Convenções do País, a ser inaugurado no próximo dia 26, construído com recursos da própria Prefeitura, tocada pelo democrata ACM Neto.

Por quanto tempo o senhor atuou profissionalmente em Pernambuco?

Cheguei em Pernambuco em 1998 para cuidar da campanha de governador do doutor Miguel Arraes e daí não sai mais de lá. Duda Mendonça era o então dono do contrato. Em 2005, voltei com Eduardo Campos e permaneci até a morte dele, coordenando a comunicação publicitária e seu marketing de todas as campanhas.

O senhor era então o braço direito de Duda Mendonça?

Não, o coordenador e braço de Duda era Roberto Pinho. Eu era da equipe. A primeira campanha que fizemos foi a de Arraes para o Governo em 1998, que Jarbas Vasconcelos ganhou. Nós devolvemos a ele em 2010 com 83% dos votos na eleição de Eduardo.

Eduardo Campos te ouvia muito?

Eduardo ouvia a todos. Ele era um dos sujeitos mais respeitosos, sabia separar o joio do trigo, tinha ideias muito bem-postas e humildade para acatar quando as ideias eram boas ou para adaptar. Além disso, tinha autoridade e linha de comando. Ele decidia, e não terceirizava problemas. Por isso, ele foi o grande líder que foi e a saudade que nós temos é também desse caráter assertivo e inovador que Eduardo tinha e que perdemos, infelizmente, em Pernambuco e no País.

Por que o senhor rompeu as relações com o Governo de Pernambuco?

A explosão daquele avião não matou apenas Eduardo, equipe e pilotos que estavam lá. Aquela explosão reverbera até hoje. E a minha relação com Eduardo era muito própria, não havia intermediários. Existia uma grande liderança que fazia a equalização da minha relação com Eduardo, que era Evaldo Costa, um dos maiores profissionais de comunicação que eu conheço. Mas eu e Eduardo tínhamos um relacionamento que construímos desde 1998. Desde 2005, todos os contratos de comunicação publicitária mais importantes da política do Governo foram da Link Propaganda, empresa que presido. Tive o respeito do mercado, nunca tive atritos, recebi o apoio da cultura, dos artistas. Eu posso ter meu conhecimento, mas pra mim, Pernambuco foi uma grande escola de comunicação e de vida política. Mas quando Eduardo morreu as prioridades da luta política mudaram, novos concorrentes chegaram e novas relações precisavam ser construídas. Para alguns, era muito incômodo uma pessoa que pensava como Eduardo e infelizmente começou-se a se fazer coisas em Pernambuco bem diferente do que Eduardo fazia.

Os programas nacionais do PSB que trabalhavam a imagem do PSB e de Eduardo Campos para uma provável candidatura à Presidência também tinham seu DNA?

Todos os programas fomos nós que conceituamos. De 2005 até o dia em que ele morreu. Tivemos colaboração da Muzak, na produção do áudio, da Urso Filmes, enfim. Sempre nos caracterizamos por ser um grupo que agrega os trabalhos locais. Como Gilberto Gil disse que a Bahia deu a ele régua e compasso, eu digo que foi Pernambuco que me deu régua e compasso.  

Se o avião não tivesse caído, Eduardo Campos teria sido presidente da República?

Só Deus sabe. Ele vinha crescendo muito e eu dizia uma coisa que ele gostava de escutar, que caso ele não passasse para o segundo turno, se avançassem Aécio (Neves) e Dilma (Rousseff), seria ele que decidiria a eleição. Ele seria um fator de unidade nacional. Depois daquela entrevista para a Globo, que ele disse "não vamos desistir do Brasil", o País passou a conhecê-lo. A partir disso, ele só teria a crescer. Se ia ganhar ou não, Deus é quem sabe. Mas eu tenho quase convicção que ele passaria para o segundo turno.

E no segundo turno frente a Dilma ou Aécio, pela habilidade dele, o senhor acha que teria chegado?

Tinha tudo para chegar. Eduardo era uma esperança nova com conteúdo. Esse foi um dos pontos mais triste da minha relação pós-morte dele com Pernambuco. Para fazer a eleição dele a presidente, uniu todas as forças políticas de Pernambuco, menos o PT e Armando Monteiro. A primeira providência dos que sucederam Eduardo foi expulsar todo mundo. Expulsaram Raquel, o PSDB, o DEM, Elias Gomes. Fizeram todo o tipo de acordo para obter apoio na reeleição de Geraldo Júlio. E a oposição fragmentada não teve habilidade para derrotar Geraldo. Além disso, fizeram uma negociata da pior qualidade com o PT no caso da reeleição de Paulo Câmara. Marília Arraes estava com 34% das intenções de voto para governadora em 2018 e Márcio Lacerda seria governador de Minas Gerais pelo PSB. Só que o PSB traiu Márcio Lacerda e o PT traiu Marília Arraes, alegando uma estratégia que teria como compensação o não-apoio formal do PSB a Ciro Gomes para presidente. Veja que estupidez! Como se fosse ruim ter Ciro presidente. Ciro é um sujeito preparado, das lutas democráticas. Eu digo que os líderes políticos de Pernambuco, do PT e PSB são responsáveis pela eleição de Bolsonaro. Eles fragilizaram Ciro e Fernando Haddad.

Houve um componente do PCdoB em relação à Marília Arraes?

Veja, o PCdoB é um partido muito bem postado. Eu, por exemplo, sugeri a Luciana Santos que fosse candidata ao Governo para enfrentar Paulo Câmara na reeleição. Ela teria todas as chances de ganhar. Mas o PCdoB é muito disciplinado. Renildo Calheiros, Luciano Siqueira e outros entendiam que, politicamente, era melhor estruturar o campo de força para construir o apoio à Dilma e a Paulo. Quem fritou Marília Arraes foi o PT nacional e o PSB. A maior responsável, já que Lula estava preso, foi a Gleisi Hoffmann, que no seu pragmatismo elaborou uma estratégia que caçou a condição de Marília ser candidata. Humberto Costa também tem sua responsabilidade e não é pequena. Ou seja, eu penso que Pernambuco vai viver nesta eleição municipal um epicentro de luta política muito séria, principalmente se a oposição tiver capacidade de se organizar.

O senhor acha que Marília corre algum risco de ser fritada de novo?

Eu não duvido de mais nada desse povo que faz política com um pragmatismo que envergonha o que eu conheci da história de Eduardo e de Miguel Arraes, que eram pragmáticos, mas puxavam a liderança das coisas. Não funcionavam a reboque dos demais. Eu penso que o PSB, depois da morte de Eduardo, perdeu a chave do juízo. Eles afastaram todo mundo. A sorte é que a oposição não se estruturou para ganhar a eleição, não teve inteligência emocional. Lideranças, até têm, como Mendonça Filho, Priscila Krause, Fernando Bezerra, Armando Monteiro, Humberto Costa, Isaltino, Luciano Duque, a delegada Gleide Ângelo, sem falar de Marília, que seria a principal liderança.

O senhor falou em delegada. Patrícia Domingos foi a responsável por combater políticos e a corrupção em Pernambuco. O que acha dela e de Gleide Ângelo?

Olha, eu não conheço a Patrícia, seria leviano falar. Eu conheço mais o impacto da Gleide Ângelo, que eu digo, seguramente, que se fosse candidata à Prefeitura no Recife ia ser difícil para alguém tomar o mandato das mãos dela. Mas parece que a eleição de Recife está definida pelo PSB dentro de uma capitania hereditária, não é?

Sim, e o que acha disso? A mesma família podendo disputar a eleição? João Campos x Marília Arraes.

Isso é secundário. O problema é o que se pensa da cidade do Recife. Geraldo Júlio passou oito anos sem um projeto estruturador para o Recife. Podem dizer que é o Compaz, mas o Compaz é algo que Geraldo deu seguimento em função da política de segurança e de defesa social que Eduardo configurou com o Pacto pela Vida, mas que perdeu a autoridade pela falta de um líder que enquadre todas as forças. Preferiram dar prioridade aos arranjos eleitorais, para os esquemas de composição e esqueceram as questões de transformação efetiva.  Não existe nenhum plano de ocupação e modernização urbana. Com Geraldo Júlio, Recife ficou parada. Geraldo foi um grande gestor como secretário de planejamento de Pernambuco, mas um político menor. Ele e Paulo Câmara fizeram um condomínio medíocre. Apesar de Paulo ser um homem sério e Pernambuco está com as contas arrumadas, se perdeu politicamente. Ele deveria ter assumido o comando para aquilo que Eduardo delegou a ele. Eduardo o elegeu para ser líder em Pernambuco e não para ser liderado.

O que faltou a Paulo Câmara?

É da natureza de cada um. Se tem uma pessoa que eu compreendo nessa história é o Paulo. Aquele avião explodiu e isso machucou todos, mas infelizmente eles quiseram se fechar num núcleo duro que afastou deles outras estruturas. E isso é tão frágil que na pré-campanha de Marília para Governadora em 2018, todos viram, eles perderiam a eleição. Tiveram a habilidade de dar um golpe em Marília e pegaram o PT, que perdeu a chance de assumir a liderança no Estado. PT em Pernambuco, aliás, é um desastre. É só olhar a história. Como você justifica Lula ter feito tanto por Pernambuco e hoje o PT não significa quase nada no Estado? O que eu acho é que a juventude que assumiu o PSB perdeu a virtude de ouvir e aceitar a diversidade. Se não tiver um projeto de qualidade, fica para trás. Aqui na Bahia nós temos o ACM Neto, muito conhecido. Agora quem é Geraldo Júlio, nacionalmente? Ninguém sabe de quem se trata. Quem é Paulo Câmara? Um governador que vai ficar como sério, educado, mas que não assumiu o comando do processo.

O PSB corre risco de perder o poder em Pernambuco?

Espero que, nessa eleição municipal, Pernambuco faça uma homenagem, não a tentativas de clonagem de Eduardo Campos, mas à recomposição de liderança política e que Recife puxe na frente esse bloco, trazendo um novo nome que nos dê prazer, e não essa coisa pálida que está no poder em Pernambuco.


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Fernandes

Certíssimo o governador.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O repórter Dionísio foi demitido depois de mostrar a mentira do governador Paulo Câmara dizendo que o efetivo da polícia para o carnaval seria 30% mais que o ano passado, com 27.000 policiais. Acontece que no ano passado, segundo o próprio governador, o efetivo foi de 30.000. Esse é o nosso governador que não fez uma só obra estruturadora assim como o prefeito e vive mentindo para a população. Triste Pernambuco administrado por esses comunistas caviar.



15/01


2020

Coluna desta quarta na Folha

Edinho detona Câmara e Geraldo Júlio

Os recados que o publicitário Edson Barbosa mandou, ontem, em entrevista ao Frente a Frente direto de Salvador, são de gente do ramo da engenharia política. Edinho, como é mais conhecido, talvez tenha sido o profissional de comunicação mais próximo ao ex-governador Eduardo Campos, a quem foi apresentado pelo também célebre Duda Mendonça.

Não há sentimento de rancor de sua parte por não integrar mais o pool de agências que servem ao Governo do Estado e ao PSB, até porque sua influência e seu poder extrapolam as fronteiras de Pernambuco e da Bahia, onde mora, sendo uma voz das mais sensatas ouvidas por grandes lideranças políticas do País.

O que há nele, de verdade, é um sentimento de frustração com Paulo Câmara, por este ter jogado fora a oportunidade dada por Eduardo para se transformar numa grande liderança e por Geraldo Júlio insistir numa gestão cosmética à frente da Prefeitura do Recife.

Venda casada – A presidente do Procon Recife, Ana Paula Jardim, fiscaliza com rigor as denúncias que chegaram ao seu conhecimento de venda casada de barracas ao longo da praia de Boa Viagem. Como isso se daria? O comerciante alugaria a cadeira para o consumidor e o condicionaria a consumir na barraca dele a venda do balde de cerveja ao invés da unidade da cerveja.

Caindo fora – O presidente do PSD, André de Paula, retorna ao Recife na próxima sexta-feira depois de refrescar a cuca no recesso parlamentar nos Estados Unidos por 15 dias. Deve ter aproveitado a distância para amadurecer a ideia de se afastar, definitivamente, das bases que do Governo Paulo Câmara. Entre ele e Rodrigo Novaes, sabe que Câmara optou pelo desafeto.

Convenções – Ao ler, ontem, aqui, que Salvador está inaugurando um novo Centro de Convenções, o deputado Alberto Feitosa (SD) lamentou que o prefeito Geraldo Júlio não transforme a extensa área desocupada no Aeroclube, no Pina, num equipamento semelhante. “A Prefeitura quer construir casas populares, o que não cai bem para aquela área tão privilegiada”, afirmou.

Mau pagador – O prefeito de São José da Coroa Grande, Pell Lajes (PEN), já fechou praticamente a grade das atrações do Carnaval, mas esqueceu um detalhe: não pagou ainda os cachês dos artistas que se apresentaram na festa do momo, ano passado. Os convidados estão desconfiados de calote.

Carnaval – O maestro Edson Rodrigues e o Bloco das Flores foram escolhidos pelo prefeito Geraldo Júlio para serem homenageados no carnaval deste ano, que ele já profetiza o maior da história. Em Salvador, a rede hoteleira já está praticamente reservada para os quatro dias de folia. A cidade tem 37 mil leitos.

SAÚDE – O governador Paulo Câmara nomeou, ontem, mais 389 concursados da última seleção da área de saúde. São médicos de diversas especialidades, além de biomédicos, farmacêuticos e 112 profissionais de nível técnico. Desde 2015, quando começaram as nomeações, são 7,9 mil contratados.

Perguntar não ofende: Até quando Sérgio Moro resiste as conspirações do presidente Bolsonaro?


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marcos

Lula diz que se voltar a prisão em segunda instância ele foge do Brasil. Canalha.

Fernandes

Bolsonaro mergulhou o Brasil na ignorância e mediocridade.

Fernandes

Bolsonaro foge de entrevista ao perguntarem sobre corrupção na SECOM. Bolsonaro como sempre se esquivou e fugiu de entrevista em que foi questionado um sobre escândalo de corrupção envolvendo seu secretário da SECOM .

Fernandes

Auditoria aponta desvios do DPVAT para o PSL, que elegeu Bolsonaro.

Fernandes

Que pena né? Vestiu a camisa da CBF, bateu panela, seguiu o pato da Fiesp...aí vem um tal de Democracia em Vertigem mostrar pro mundo que vc é apenas um idiota. Força aí guerreiro bozolóide!



15/01


2020

Orla de Salvador, belo cartão de visitas ao turismo

No segundo dia da peregrinação ao modelo de gestão baiano, envolvendo de um lado ações do Governo do Estado e por outro da Prefeitura de Salvador, ouvi depoimentos de personalidades insuspeitas da cidade, como a cantora Margareth Menezes, de voz belíssima, e do ator global baiano Jackson Costa, conhecido pelas novelas “Pedra sobre Pedra”, “Renascer”, “Paraíso” e “Amor à vida”. Independente de posições políticas ou partidárias, que não deixam externar, manifestam satisfação pelas mudanças na face urbana e administrativa de Salvador.

Margareth é considerada uma das rainhas da música popular baiana e, ao lado de Gilberto Gil, influenciou e apoiou o talento de grandes artistas da atualidade, como Daniela Mercury. Graças ao apoio dos dois artistas, Mercury alcançou uma carreira de sucesso do cenário internacional. A cantora é um símbolo da mulher negra, que representa a música baiana em todo o País e também no exterior.

“Salvador mudou para melhor”, diz Margareth, referindo-se às intervenções feitas no trânsito da cidade, nas praias, na cultura e nas artes. Hoje mais presente na capital baiana do que mesmo no Rio, Jackson já esteve no elenco da "A Pedra do Reino", dirigida por Luiz Fernando Carvalho em homenagem aos 80 anos do autor da obra, o escritor Ariano Suassuna.

Também em 2007, foi o principal nome masculino do longa "O Dono do Mar”, adaptação do livro homônimo escrito por José Sarney. No mesmo ano, o ator participou da novela "Duas Caras", da TV Globo, e do filme "Estranhos". Longe das novelas, Jackson atua, hoje, no projeto Aprendiz em Cena, que oferece aulas de teatro a 120 jovens de 16 a 24 anos que residem na periferia de Salvador.

Funciona na sede do Mercado Iaô, na Ribeira, espaço criado e dirigido pela cantora Margareth Menezes, que mantém uma forte relação com a região da Cidade Baixa, onde nasceu e cresceu. A produção do projeto é da ONG Associação Fábrica Cultural, criada por Margareth junto com moradores da Ribeira. Um projeto, aliás, fantástico, diga-se de passagem. “Existe mais mobilidade na cidade e nós estamos diante de dois gestores que têm trabalhado muito, o governador e o prefeito”, diz o ator global.

NOVA ORLA

O conceito da nova Salvador também chegou à orla marítima, atingindo os 60 km de praias da cidade. As velhas barracas de palha sumiram e deram lugar a quiosques bem modernos e estruturados, com restaurantes e bares em algumas áreas. A orla ganhou mais saneamento, vias de acesso para deficientes, pistas para corrida e ciclovias, além de paradas de ônibus integradas ao sistema do metrô.

As curtas e estreitas calçadas do trecho entre a Barra e a Ondina, motivo de queixa de moradores e turistas, ficaram mais largas. Com a reforma do trecho da orla entre a Praça Orugan (onde fica a Prefeitura da Aeronáutica) e a Praia da Paciência, no Rio Vermelho, o passeio nesse trecho ficou com largura entre 2,5m e 3m.

Ônibus e veículos de passeio não podem mais transitar pelo trecho que vai do Porto da Barra, em Salvador, até a Rua Barão de Itapuã, onde fica a Associação Atlética da Bahia.  Esta é uma das medidas de requalificação da orla da capital baiana. O prefeito ACM Neto fez mudanças em nove trechos, que vão do subúrbio ferroviário ao bairro de Itapuã.

ACM Neto considera a alteração no trânsito da Barra uma das ações mais significativas. “Foi a intervenção mais expressiva que fizemos, conceito completamente novo. Fizemos um estudo profundo e mudamos completamente o trânsito. Há restrição de veículos em alguns trechos. Do Porto da Barra até a Associação Atlética, não vai ter trânsito de automóveis, ficou exclusivo para pedestres”, assinalou.

Além de mais espaço para andar, quem circula por Ondina ganhou um novo espaço de lazer. O bairro ganhou, também, a Praça das Águas, com espelho d’água, bancos, tornando-se um grande mirante natural. O novo equipamento fica quase em frente à Faculdade Social da Bahia (FSBA), na parte rebaixada entre o ponto de ônibus e a praia.

A Praça das Águas é interligada por rampas com a Praça Baía Sol (em frente ao Instituto Baiano de Reabilitação) e a Praça Luiz Sande (onde ficam as barraquinhas de água de coco), formando um amplo espaço de lazer. Mobiliário urbano, como banco, lixeiras, quiosques para restaurantes fazem parte da área. Todos os critérios de acessibilidade foram adotados.

Uma das mais recentes intervenções na mudança do semblante da orla de Salvador fica por conta das obras de construção do Parque dos Ventos, ao lado do futuro Centro de Convenções, na orla da Boca do Rio. Toda a área do parque se transformará num centro esportivo, contando com estrutura de 10 metros de altura para atividades de rapel e escalada. O local abrigará ainda uma pista de skate street, cuja composição simula obstáculos de rua como escadarias, rampas e corrimões.

Os amantes da bike também terão espaços para pedalar a passeio, através de uma ciclovia de 3 km e poderá percorrer a pump track – pista de circuito contínuo, com lombadas, morros de terra arredondados e curvas levemente inclinadas. O Parque dos Ventos também terá espaço destinado exclusivamente à prática do parkour. Os adeptos deste esporte terão uma estrutura bem preparada e equipada para conseguir desenvolver movimentos que exigem técnicas de corrida, salto, equilíbrio e escalada.

O projeto de urbanização do Parque dos Ventos envolve intervenção em 80 mil metros quadrados de área e foi concebido pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). As obras serão executadas num prazo de seis meses, investimento da ordem de R$ 7.9 milhões, totalmente com recursos municipais.


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15/01


2020

Governo quer vender R$ 150 bi em participações em empresas

Em 2020

 O secretário especial de desestatização,desinvestimento e mercados, Salim Mattar – Valter Campanato/Agência Brasil

Agência Brasil

Depois de levantar cerca de R$ 105,4 bilhões com desestatizações ao longo do ano passado, o governo pretende vender R$ 150 bilhões em empresas neste ano, disse nesta terça-feira (14), o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar.

O valor refere-se a privatizações totais, parciais e a venda de parcelas minoritárias de mais de 300 empresas de um total de 624 empresas com participação do governo federal. O secretário classificou de ousada a meta de desestatização, mas reiterou que Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não serão privatizados totalmente. Banco do Nordeste e Banco da Amazônia também estão fora da lista.

Em relação aos Correios, o secretário disse que a situação da empresa ainda está em avaliação no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que só então definirá se a companhia será privatizada. Ele ressaltou que o projeto não será concluído neste ano por se tratar de uma empesa complexa e que alguma decisão sobre a estatal só sairá em meados ou no fim de 2021. O secretário, no entanto, descartou a liquidação ou extinção dos Correios.

Via rápida

Segundo Mattar, o projeto de fast track (via rápida) para as privatizações está pronto. No momento, o governo avalia se envia a proposta ao Congresso em fevereiro. Ele explicou que a proposta consiste em incluir as empresas passíveis de privatização diretamente no Plano Nacional de Desestatização (PND), sem passar pela etapa de análise e estudos no PPI. Caberia ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a outros bancos (públicos e privados) elaborar o processo de modelagem das desestatizações.

De acordo com o secretário, para economizar tempo, o projeto de lei listará as empresas já incluídas no programa de privatização. O governo, no entanto, deve encaminhar propostas de emenda à Constituição para permitir a venda da Casa da Moeda, que tem o monopólio garantido pela carta magna, e da Hemobrás, estatal de medicamentos para hemofílicos.

Enviado em novembro ao Congresso, o projeto de lei de privatização da Eletrobras é considerado prioridade pela equipe econômica. Mattar disse acreditar que a proposta será aprovada neste ano. Segundo o secretário, o Tesouro terá de aportar de R$ 14 bilhões por ano na companhia caso a venda não seja concluída.

O secretário especial também anunciou um pente-fino nos investimentos do Fundo de Infraestrutura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), que financia empreendimentos com recursos dos trabalhadores. Ele disse que algumas suspeitas de investimentos ruins ou mal gerenciados serão enviadas ao Tribunal de Contas da União para investigação.

Balanço

Mattar fez um balanço das desestatizações em 2019. No ano passado, o governo conseguiu vender R$ 105,4 bilhões em participações. Metade do total, R$ 50,4 bilhões, deve-se à Petrobras, que se desfez de subsidiárias de distribuição e de gás. Ao todo, o governo vendeu totalmente participações em 71 empresas, das quais 13 subsidiárias, 39 coligadas e 19 empesas com participações simples da União.


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15/01


2020

Entrada do Brasil na OCDE: EUA pedem prioridade

Posição será formalizada nesta quarta-feira, em reunião do Conselho com representantes dos países membros, em Paris.

Foto: Reprodução/Facebook / Estadão Conteúdo

 

Beatriz Bulla e Julia Lindner, do Estadão

 

O governo dos Estados Unidos decidiu pedir que o Brasil seja priorizado na fila de países que tentam entrar como membros na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A posição será formalizada nesta quarta-feira, 15, em reunião do Conselho da OCDE com representantes dos países membros, em Paris, segundo fontes envolvidas nas tratativas.

Até hoje, o governo Trump vinha se comprometendo com o apoio ao pleito brasileiro de entrar na OCDE, sem indicar formalmente em que posição o Brasil ocuparia na "fila"de candidatos, o que deixava o País no limbo. A mudança acontece depois de um ano em que o governo Bolsonaro mostrou alinhamento com os americanos, apesar de viver percalços na relação com a Casa Branca, e depois de o Itamaraty ter apoiado a ação americana no Iraque que gerou a mais recente crise entre Washington e Teerã.

Nota divulgada pela embaixada dos EUA em Brasília e por um porta-voz do Departamento de Estado americano afirma que "Os EUA querem que o Brasil seja o próximo país a começar o processo de adesão para a OCDE". "Nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil agora como próximo país a começar o processo é uma evolução natural do nosso compromisso assumido pelo Secretário de Estado e pelo presidente Trump em 2019", diz a nota dos americanos.

A decisão dos EUA de priorizarem o Brasil na OCDE foi inicialmente divulgada no site da revista Época e confirmada pelo Estadão.

A promessa de que os EUA apoiariam o pleito brasileiro de entrada na OCDE foi feita em março, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump, na Casa Branca. Em agosto, no entanto, a agência Bloomberg revelou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, enviara carta à organização na qual manifestou o apoio dos EUA à entrada da Argentina e da Romênia, sem menção ao Brasil. A posição americana frustrou o governo brasileiro na época.

Agora, os americanos afirmam que "apesar de desejarem que o Brasil seja o próximo país a começar o processo de acesso, os EUA continuam a apoiar as aspirações de entrada da Argentina e Peru e esperam que eles continuem a adotar padrões e melhores praticas da OCDE", segundo porta-voz do Departamento de Estado.

Os EUA têm defendido um plano lento de expansão do organismo, contrário ao cronograma defendido pelos europeus que abarcaria previsões e plano de adesão dos seis candidatos atuais. Depois da vinda à tona da carta de Pompeo, o secretário de Estado e Trump reiteraram o apoio ao Brasil, mas novamente sem se comprometer com prazos ou estabelecimento de um cronograma que abarque previsão de entrada para os demais candidatos. Em outubro, o secretário-geral OCDE, Angel Gurría, disse em entrevista ao Estado que o obstáculo à adesão do Brasil era a posição dos Estados Unidos.

Desde então, o Itamaraty vem cobrando que os americanos somem às declarações de apoio à entrada do País na OCDE um cronograma claro de adesão que contemplasse o Brasil. No final do ano passado, diplomatas brasileiros receberam um aceno dos americanos de que o País teria boas notícias sobre a questão da OCDE. Já se especulava, dentro do governo brasileiro, de que o processo de adesão da Argentina poderia perder força. A avaliação é de que o governo eleito ano passado, de Alberto Fernández, já não prioriza a entrada na OCDE como fazia o governo Macri, o que quase anula o desgaste dos EUA com o país ao passar o Brasil na frente.

A discussão sobre a adesão à OCDE gira em torno da divergência entre americanos e europeus sobre o tamanho da instituição. O governo Trump é contrário ao alargamento da instituição, enquanto os europeus pedem um cronograma de entrada que contemple um país de dentro da Europa para cada outro de fora. Na prática, o novo sinal dado pelo governo americano é uma manifestação importante de apoio dos EUA ao Brasil, mas dá pouca esperança de que haja um avanço significativo no processo de adesão se os americanos não chegarem a um consenso sobre o cronograma de entrada de todos os candidatos. A fila de entrada e os prazos de adesão precisa ser consensual entre EUA e os outros 35 membros. Depois do início da adesão, o processo de entrada pode levar cerca de 3 anos, segundo especialistas.


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15/01


2020

Delator narra entrega de R$ 2 milhões na sede do PT

Empreiteiro delator narra entrega de R$ 2 milhões na sede nacional do PT em SP.

Sede Nacional do PT em São Paulo (Foto: Reprodução/Google StreetView)

Estadão Conteúdo

O empresário Mário Seabra Suarez, que fechou delação premiada com o Ministério Público Federal, relatou supostas entregas de R$ 2 milhões na sede do PT Nacional, em São Paulo, no endereço histórico da agremiação, à Rua Silveira Martins, Sé. Ele é alvo da Operação Sem Fundos, que investiga supostas propinas nas obras da Torre de Pituba, prédio da Petrobras em Salvador.

Ele cita, em seu acordo, supostos operadores do senador Jaques Wagner (PT), além de personagens já condenados na Operação Lava Jato, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Também cita Armando Trípodi, ex-chefe de gabinete de José Sérgio Gabrielli na presidência da estatal. Ele já é denunciado em outra ação da Lava Jato por propinas em troca da promessa de facilitar acesso ao então presidente da Petrobras – Gabrielli não é alvo desta denúncia, nem da acusação referente à Torre.

O acordo envolveu o advogado Roberto Podval, experiente criminalista que usualmente não trabalha com delação premiada, e defende réus da Lava Jato, como o ex-ministro petista José Dirceu.

Esta não é a primeira vez que a sede do PT é citada como destino de supostas propinas no âmbito de investigações. O doleiro Alberto Youssef já confessou também ter levado R$ 800 mil para Vaccari no diretório, que chegou a ter o sigilo telefônico quebrado na Operação.

A Operação Sem Fundos mira suposto esquema de propinas de R$ 68 milhões para o PT e ex-dirigentes do Fundo Petros e da Petrobras no âmbito das obras de construção da Torre Pituba, sede da estatal petrolífera em Salvador.

Os investigadores trabalham com a suspeita de superfaturamento de R$ 1 bilhão nas obras – inicialmente orçadas em R$ 320 milhões, saíram por R$ 1,32 bilhão.

Suarez foi sócio da Mendes Pinto Engenharia. Ele afirma que houve um acerto por contratos na estatal para a empreiteira, que envolveu Newton Carneiro, ex-diretor do Petros, Trípodi, e Paulo Afonso – falecido sócio da empreiteira. Eles teriam feito a aproximação com Vaccari, na qualidade de “caixa do PT”.

Segundo o delator, “nesse momento, ainda não havia um estudo prévio que indicasse o valor total de investimento, mas apenas uma promessa de pagamento de vantagem indevida, sem qualquer valor estabelecido” e que “os valores foram firmados mais à frente”.

O empresário narra que Vaccari teria acertado com Paulo Afonso propinas de R$ 9,6 milhões, que seriam divididas entre o PT Nacional, representado pelo ex-tesoureiro, a diretoria da Petros, representada por Newton Carneiro e Wagner Pinheiro; e a Petrobras, representada por Trípodi.

Outra parte seria destinada ao PT da Bahia, a Carlos Daltro, apontado como operador do senador Jaques Wagner.

O empresário afirma que Vaccari indicou intermediários para receber o dinheiro, como uma cunhada sua, e o doleiro de Salvador Luiz Eduardo, que usava um correspondente em São Paulo para efetuar entregas na própria sede do PT em São Paulo, na Rua Silveira Martins, 32 – bairro da Sé.

O delator relata que “em duas ocasiões, Sormany, funcionário de Paulo Afonso, esteve em São Paulo, na sede do PT, para realizar a entrega de valores”.

Ele afirma que “na primeira entrega, ele e Alexandre Fernandes, também funcionário da Mendes Pinto Empreendimentos, viajaram em voo comercial a partir de Belo Horizonte, e que Sormany recebeu 200 mil reais de Paulo Afonso, colocou em dois envelopes e ambos levaram os valores nas costas, dentro da camisa” e que, “chegando em São Paulo, Alexandre Fernandes entregou o envelope a Sormany, que ficou encarregado de fazer a entrega no PT”.

O empresário forneceu, inclusive, os dados do taxista que o levou até a sede do PT, no centro de São Paulo. Os valores teriam sido entregues a uma secretária de Vaccari. Além disso, forneceu aos investigadores outros dados, como de ligações telefônicas entre o partido e a empreiteira.

Defesas

VACCARI

Em nota, o advogado Luiz Flávio Borges D’urso, que defende Vaccari, afirmou: “Mais uma vez se verifica um delator, interessado no acordo para diminuição de sua pena, acusar o Sr. João Vaccari Neto de forma inverídica e destituída de qualquer prova a confirmar a palavra desse delator.

O Sr. Vaccari jamais foi tesoureiro de campanha política de quem quer que seja, sendo tão somente tesoureiro do PT, partido para o qual sempre solicitou doações legais, as quais foram depositadas em conta bancária, com o devido recibo e prestação de contas às autoridades.”

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

“O depoimento divulgado hoje (14/01) pela Lava Jato é mais uma denúncia fantasiosa, sem sentido e sem provas que visa a atingir o PT, no momento em que as atenções do mundo se voltam para a denúncia do golpe do impeachment contra Dilma Rousseff, com a indicação para o Oscar do documentário “Democracia em Vertigem”.

Não pode haver outra razão para vazarem justamente hoje um depoimento de quatro meses atrás, no qual um acusado diz que ouviu falar que lhe contaram sobre episódios que teriam se passado há uma década. É assim que fabricam suas manchetes.

Sergio Moro e seus parceiros da Lava Jato não se conformam com o fato de que a sociedade brasileira e a comunidade internacional percebem cada vez mais claramente a farsa que comandaram para derrubar uma presidenta eleita e impedir, pela violência judicial, a participação do ex-presidente Lula nas eleições de 2018.

A manipulação do sistema judicial e de agentes do estado para fins de perseguição política é mais um crime contra o país, perpetrado pelos mesmos responsáveis pelas farsas do impeachment e da Lava Jato.”

JAQUES WAGNER

A defesa do senador Jaques Wagner informa que “não teve acesso ao conteúdo de suposta delação premiada divulgada pela imprensa, de modo que não comentará o assunto antes de acessar sua íntegra.

Também lamenta que, mais uma vez, pretensos conteúdos de processos que tramitam em segredo de justiça sejam divulgados por veículos de comunicação antes que as partes citadas sejam notificadas. É reprovável que essas práticas continuem ocorrendo, mesmo após a divulgação de complôs formados para acusar pessoas sem provas, atentando contra o Estado Democrático de Direito.”

GABRIELLI

Procurada, a defesa de Sérgio Gabrielli não se manifestou.

OUTROS

A reportagem busca contato com os demais citados. O espaço está aberto para manifestação.


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Comentários

Fernandes

Auditoria aponta desvios do DPVAT para o PSL, que elegeu Bolsonaro. Auditoria nas contas da Seguradora Líder, responsável pelo seguro DPVAT, apontam diversas conversas de WhatsApp, emails e pagamentos que mostram desvios de antigos gestores da empresa a diversos políticos do diretório nacional do PSL, partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro.

marcos

É um escândalo atrás do outro, só roubo e corrupção. Por que a justiça não manda fechar essa merda logo?



15/01


2020

INSS: 7 mil militares vão reforçar atendimento

Governo contratará 7 mil militares para reforçar atendimento no INSS

Por Agência Brasil

O governo pretende contratar temporariamente cerca de 7 mil militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e reduzir o estoque de pedidos de benefícios em atraso. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que prometeu que o estoque de processos acumulados caia para próximo de zero até o fim de setembro. 

A contratação dos militares será voluntária, sem haver convocação. Eles serão treinados em fevereiro e em março, devendo começar a trabalhar nos postos em abril, recebendo adicional de 30% na reserva remunerada. 

Segundo Marinho, a medida custará R$ 14,5 milhões por mês ao governo, mas ele disse que o custo deve ser compensado pela diminuição da correção monetária paga nos benefícios concedidos além do prazo máximo de 45 dias depois do pedido.

Paralelamente, entre 2,1 mil e 2,5 mil funcionários do INSS que hoje trabalham no atendimento presencial serão remanejados para reforçar a análise dos processos. 

Outras medidas
De acordo com Marinho, até o fim da semana, o Diário Oficial da União publicará um decreto do presidente Jair Bolsonaro com as medidas. Ele anunciou ainda que para diminuir o atraso, o governo dará prioridade às perícias médicas dos cerca de 1,5 mil funcionários do INSS afastados por problemas de saúde. Segundo o secretário, a expectativa é que cerca de dois terços dos servidores (cerca de 1 mil funcionários) voltem ao trabalho nos próximos meses. 

Além disso, uma portaria do presidente do INSS restringirá a cessão de funcionários para outros órgãos. De agora em diante, a autarquia só cederá funcionários para cargos comissionados de nível 4 (DAS-4) e para cargos vinculados diretamente à Presidência da República. Atualmente, o INSS tem cerca de 200 funcionários cedidos. 

O INSS também pretende ampliar os convênios com o setor privado para que o setor de recursos humanos de empresas formalizem os pedidos de aposentadoria. Atualmente, fundos de pensão de grandes empresas encaminham conjuntamente ao INSS os documentos exigidos dos empregadores, acelerando os processos. O governo quer estender o modelo a mais empregadores.

Simplificação 
O decreto a ser editado também simplificará a tramitação dos pedidos de benefícios. O INSS passará a aceitar certidões antigas. O órgão vai verificar as súmulas administrativas em que o INSS foi vencido no Judiciário para deixar de recorrer dos pedidos dos benefícios em situações já pacificadas pela Justiça. O INSS também deixará de exigir a demonstração do vínculo quando o empregado e o empregador contribuam atualmente para a Previdência Social. Segundo Marinho, a medida acelerará principalmente a aposentadoria de empregados domésticos. 

Segundo Marinho, desde meados do ano passado, o governo está reduzindo o estoque de processos empoçados no INSS. O número de pedidos de benefício com mais de 45 dias de atraso caiu de 2,3 milhões em julho do ano passado para 1,3 milhão atualmente. Nos últimos cinco meses, o governo tem conseguido diminuir o empoçamento em 67 mil e 68 mil processos por mês.

Caso esse ritmo continuasse, o estoque de processos em atraso só seria zerado em 16 ou 17 meses, nas estimativas de Marinho. Com as medidas anunciadas, o secretário disse que a redução nos processos em atraso deverá saltar para 160 mil por mês, permitindo a redução a quase zero dos pedidos com mais de 45 dias de atraso até o fim de setembro. Apenas os processos em que o INSS discorda da concessão do benefício, com falta de documento ou que dependem da Justiça continuariam em atraso. 

O secretário disse que o principal fator que provocou o aumento da fila de atendimento do INSS até a metade do ano passado foi a automatização dos pedidos de benefício. Em maio de 2018, com a inauguração da página Meu INSS, os pedidos dispararam. O número de requerimentos de aposentadorias, pensões, auxílios da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltou de cerca de 715 mil por mês no início de 2018 para 988 mil mensais atualmente. O estoque começou a cair em agosto do ano passado.


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15/01


2020

Depoimento de ex-governador do Rio é adiado

Delator diz que entregava propina mensal.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão deixa a 7ª Vara Criminal – Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi nesta terça-feira (14) à 7ª Vara Federal Criminal onde seria ouvido na condição de réu pelo juiz Marcelo Bretas. O interrogatório se daria no âmbito da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir das investigações realizadas pela Operação Boca de Lobo, um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. O depoimento, no entanto, foi adiado.

O magistrado ouviu apenas Sérgio de Castro Oliveira, em interrogatório que durou cerca de uma hora. Serjão, como é conhecido, é apontado como operador financeiro dos esquemas de corrupção denunciados. Ele também é réu, assim como Pezão. Inicialmente seu depoimento não estava previsto para hoje, mas foi colhido em função de sua adesão a um acordo de delação premiada. Pelas regras do processo, delatores devem ser interrogados antes dos demais réus.

A Operação Boca de Lobo foi deflagrada em novembro de 2018. Pezão, que terminava o último ano de seu mandato como governador, foi alvo de um mandado de prisão. Ele foi afastado do cargo e ficou preso durante pouco mais de um ano, tendo sido solto no mês passado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que lhe concedeu o direito de responder em liberdade, embora com uso de tornozeleira eletrônica. Ao todo, 12 pessoas viraram réus a partir da Operação Boca de Lobo. Eles são acusados dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, antecessor de Pezão no cargo, também responde no processo.

O adiamento do depoimento de Pezão e de outros dois réus que estavam agendados para hoje ocorreu por decisão de Bretas. O juiz considerou prudente dar tempo às defesas para analisar o depoimento de Serjão, uma vez que ele é delator. Ao mesmo tempo, demonstrou irritação com a situação e criticou a demora do MPF em comunicar a oficialização do termo de delação, que foi homologado em setembro. A nova data do interrogatório de Pezão é 3 de fevereiro. No mesmo dia, Cabral também irá depor.


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15/01


2020

Secretário: atendimento do INSS é prioridade desde transição

Marinho: atendimento do INSS é prioridade e preocupação desde transição.

Secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Estadão Conteúdo

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse na terça-feira, 14, que o atendimento do INSS à população é “prioridade e preocupação” desde a transição do governo.

Segundo ele, a atual administração “herdou” uma fila acumulada de 1,6 milhão de requerimentos não processados pelo governo Michel Temer.

A fila chegou ao pico de 2,3 milhões em julho do ano passado, mas foi reduzida a partir de agosto. O ritmo, porém, foi considerado insatisfatório pelo governo.

Atualmente, o INSS tem 1,985 milhão de pedidos de benefício em aberto. Desses, 1,3 milhão estão sem resposta há mais de 45 dias, prazo legal para a análise.


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15/01


2020

Atividade econômica volta a dar o tom e juros caem

 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

 

Estadão Conteúdo

A atividade econômica voltou a dar o tom na sessão dos juros futuros desta terça-feira, 14, à medida que os investidores ponderam dados recentes e calibram as expectativas para o resultado do varejo, que sai neta quarta-feira (15). Assim, a curva recuou quase que na totalidade, também influenciada, marginalmente, pela queda do dólar em relação ao real. As apostas de queda da Selic para 4,25%, inclusive, ganharam tração e voltaram a ser majoritárias (51%).

A taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 4,445% e a estendida em 4,440%, de 4,490% no ajuste de ontem. A do janeiro 2023 recuou de 5,740% para 5,660% (regular) e 5,630 (estendida, na mínima). A do janeiro 2025 caiu de 6,440% para 6,380% (regular) e 6,360% (estendida). E a do janeiro de 2027 passou de 6,740% para 6,750% (regular) e 6,730% (estendida, na mínima).

O resultado do setor de serviços em novembro realimentou o debate sobre a atividade econômica no fim de 2019 e, por consequência, dos próximos passos do Banco Central para a taxa Selic.

Logo cedo, o IBGE informou que houve queda de 0,1% no resultado do volume de serviços prestados em novembro, quando comparado com outubro. Segundo o órgão, o índice de difusão do indicador, que mostra o porcentual de subsetores investigados com avanços em relação ao mesmo período do ano anterior, passou de 52,4% em outubro para 50,6% em novembro.

O IBGE também divulgou informações sobre a produção industrial regional, que recuou em 11 dos 15 locais pesquisados na passagem de outubro para novembro.

“O mercado absorveu bem o choque de inflação na proteína animal no fim do ano. Isso porque o BC deixou claro que a data-base agora é a atividade econômica”, afirmou o gerente de portfólio da Vérios, Pedro Lula Mota. “Com o dado de serviços, a possibilidade de corte da Selic ganha um pouco mais de força. Eu sou um dos que acha que a Selic vai a 4,25%”, disse.

De acordo com cálculos da Quantitas Asset Management, a curva de juros passou a precificar majoritariamente uma queda da Selic em fevereiro. O porcentual dos que acreditam que a taxa básica vai cair 0,25 ponto porcentual passou de 43% ontem para 51% hoje.


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15/01


2020

Governo Federal eleva salário mínimo para R$ 1.045

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram na tarde de hoje (14), em Brasília, que o salário mínimo de 2020 será elevado de R$ 1.039 para R$ 1.045. Uma medida provisória (MP) editada pelo presidente para oficializar o aumento.  

“Nós tivemos uma inflação atípica em dezembro, a gente não esperava que fosse tão alta assim, mas foi em virtude, basicamente, da carne, e tínhamos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido, então ele passa, via medida provisória, de R$ 1.039 para R$ 1.045, a partir de 1º de fevereiro”, afirmou Bolsonaro no Ministério da Economia, ao lado de Guedes. Presidente e ministro se reuniram duas vezes ao longo do dia para debaterem o assunto. 

No final do ano passado, o governo editou uma MP com um reajuste de 4,1% no mínimo, que passou de R$ 998 para R$ 1.039. O valor correspondia à estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2019, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, o valor do INPC acabou fechando o ano com uma alta superior, de 4,48%, anunciada na semana passada e, com isso, deixou o novo valor do mínimo abaixo da inflação. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2019 em 4,31%. 

“Nós vamos ter que achar os recursos para fazer isso, mas o mais importante é o espírito que o presidente defendeu, da carta constitucional, que é a preservação do poder de compra do salário mínimo”, afirmou Paulo Guedes. Segundo o ministro, com o novo aumento, o impacto nas contas públicas será de cerca de R$ 2,3 bilhões, que poderão ser compensados com uma arrecadação extra prevista pelo governo de R$ 8 bilhões. 

“Nós já temos, eu prefiro não falar da natureza do ganho, que vai ser anunciado possivelmente em mais uma semana, nós já vamos arrecadar mais R$ 8 bilhões. Não é aumento de imposto, não é nada disso. São fontes que estamos procurando, nós vamos anunciar R$ 8 bilhões que vão aparecer, de forma que esse aumento de R$ 2,3 bilhões vai caber no orçamento”, informou o ministro. Ainda segundo ele, caso não seja possível cobrir o aumento de gasto no orçamento para custear o valor do mínimo, o governo não descarta algum contingenciamento.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo.


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14/01


2020

Editorial do Frente a Frente direto de Salvador

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife, escute agora o meu editorial.


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