FMO

17/11


2019

Nova fase: MBL quer fazer política priorizando debate

Em seu Congresso, grupo explicita nova fase, defendendo o debate e contra teses radicais; convencer base é desafio.

Coordenador-geral do MBL, Renan Santos - Foto: Wikipédia

Do Terra - Por Matheus Lara, do Estadão

 

O Movimento Brasil Livre (MBL) vive um dilema. Após ganhar protagonismo nas ruas e estimular o "Fla-Flu" político em meio às crises que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), agora o movimento diz que quer fazer política priorizando o debate. O problema é passar isso para sua base, ainda fortemente influenciada pelo antipetismo e pela postura bélica nas redes sociais.

Nos últimos dois dias, o movimento realizou seu 5.º Congresso Nacional em São Paulo. Foi um evento marcado pelo mea-culpa onde, diferente das edições anteriores, o MBL tentou se afastar da pecha de grupo radical para se vender numa versão "3.0".

"Ajudamos a criar essa espetacularização que incentiva gente como Daniel Silveira (PSL-RJ) a quebrar a placa de Marielle (Franco, vereadora do Rio pelo PSOL, assassinada em 2018) e ser eleito deputado federal baseado nisso. Nós temos culpa no cartório", disse o coordenador-geral Renan Santos. "Transformamos política em espetáculo e um monte de vagabundo veio à reboque fazer a mesma coisa sem responsabilidade."

Apesar da iniciativa inédita do MBL de convidar até palestrantes da esquerda para o evento (o deputado federal Júlio Delgado, do PSB, participou de um debate sobre reforma política), o congresso mostrou que a mudança enfrenta resistências na "base". O ex-presidente Michel Temer também participou do evento.

Com mais de 2,2 mil ingressos vendidos, o evento reuniu lideranças locais dos quase 220 núcleos do MBL no País. Entre esses líderes, o alinhamento à nova fase do grupo ficou evidente - mas eles falam com cautela sobre a base de simpatizantes e apoiadores do grupo.

Influente nas redes sociais, o MBL tem mais de 3 milhões de seguidores no Facebook, 854 mil no Instagram e 473 mil no Twitter.

Líder nacional do movimento, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) falou em "dificuldade". "Os coordenadores estão em bastante sintonia. A maior dificuldade é transmitir para a base", disse Kim. "O desafio é como aprofundar o debate com interesse sem se deixar levar por um ambiente de polarização superficial."

O coordenador do MBL na Bahia, Siqueira Costa Júnior, aposta no diálogo para chegar à base. "A gente já passou por esse momento de rage (raiva), de não querer conversar. Mas a gente entende que existe a possibilidade do diálogo para acabar com isso", afirmou.

Líder do grupo em Santa Catarina, Débora Riggenbach entende a dificuldade como parte do da pluralidade que diz ver no MBL. "A gente tem membros de diversas ideologias. É algo que respeitamos. Nossas lideranças estão alinhadas, às vezes tem conflito, mas conversamos e em reuniões passamos isso para a base."

Apesar da instrução clara por diálogo e debate, o clima de provocação e ataques irônicos a adversários foram comuns entre palestrantes e o público no congresso do MBL, como nos momentos de aplausos calorosos a críticas ao PT e ao governo Jair Bolsonaro (PSL) ou as vaias em menções ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado estadual Arthur do Val (DEM-SP), apresentado como futuro candidato a prefeito de São Paulo com o apoio do grupo, destoou ao falar sobre o novo momento do grupo. Ele reconhece que houve "radicalização", mas não concorda com a mea-culpa. "O MBL não errou", disse Arthur ao Estado. "A espetacularização da polarização foi extremamente necessária."

Grupo busca se afastar do bolsonorismo

O MBL aproveitou o congresso também para tentar se afastar do bolsonarismo, que acusou de usar "milícias digitais" e de fazer uma "negação conveniente da política". "Fazer política é muito diferente do discurso da rede social. É o que nos diferencia hoje do bolsonarismo", disse Renan Santos.

O advogado do grupo, Rubinho Nunes, comparou bolsonaristas a apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Não dá para alguém ser de direita dizendo 'Bolsonaro, eu te amo', sendo subserviente ao presidente da República a qualquer ato. As pessoas que estavam na porta da superintendência da PF em Curitiba gritando 'Lula, eu te amo' são iguais àquelas que estavam na Paulista gritando 'Bolsonaro, eu te amo'".


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Prefeitura de Abreu e Lima

17/11


2019

Partido novo de Bolsonaro

Reprodução/Facebook do partido
Por Carlos Brickmann

 

Bolsonaro anunciou oficialmente sua saída do PSL, pelo qual se elegeu. Tentará bater um recorde: fundar um novo partido, Aliança para o Brasil, até março, para que possa apresentar candidatos às eleições municipais de 2020. É difícil: o PSD, comandado por Gilberto Kassab, que conhece o mecanismo da política, e com a ajuda de um mestre do assunto, Guilherme Afif, levou o dobro do tempo. O prazo é o principal problema da nova legenda. Dinheiro é o problema seguinte: as verbas são distribuídas segundo a bancada federal, e o novo partido não tem bancada. Quem sair do PSL fica sem verba para a eleição. Pode perder também o mandato, pela Lei da Fidelidade Partidária.

Bolsonaro colocou no comando da organização do partido o advogado Admir Gonzaga, que é do ramo. No comando político, seu filho 03, Eduardo. Jogada de risco: se, presidente, Bolsonaro não conseguir fundar um partido viável, terá dado a indicação de que não tem poder político. Daí a uma tentativa de impeachment a distância é curta. Bolsonaro, imagina-se, fez todo o cálculo. Collor e Jânio também fizeram o cálculo e ficaram no caminho.


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse Carlos Brickmann ainda pensa que o povo é idiota. O Collor foi deposto por não ter o apoio do povo, principalmente por ter feito o confisco da poupança. O Jânio renunciou. Esses jornalistas continuam a desinformar e se comportar como canalhas. Querer comparara o Bolsonaro com o Collor e o Jânio, é de uma desonestidade intelectual sem limites.


Prefeitura de Paulista

17/11


2019

DPVAT: extinção terá impacto para vítimas de acidentes de trânsito

Extinção do DPVAT terá impacto para vítimas de acidentes de trânsito. Atualmente, 45% do que é arrecadado com o seguro obrigatório vão para o SUS.

O Globo - Editorial

 

A extinção, pelo presidente Jair Bolsonaro, do DPVAT, o seguro obrigatório para proprietários de veículos, não atinge apenas o presidente do PSL, Luciano Bivar, adversário político de Bolsonaro e sócio de uma seguradora que atua no setor — embora o argumento oficial seja a existência de fraudes no sistema. A decisão terá impacto principalmente para as vítimas de acidentes de trânsito. Não só pelas indenizações, que cessarão a partir do ano que vem. Mas pelo que deixará de repassar ao SUS. Do total arrecadado, 50% vão para a União, sendo 45% para o SUS e 5% para o Denatran.

Entre 2008 e 2018, foram repassados R$ 33,4 bilhões ao SUS e R$ 3,7 bilhões ao Denatran. Além disso, no ano passado, o DPVAT indenizou 328 mil vítimas de acidentes ou seus parentes (morte, invalidez e reembolso de despesas médicas). A maior parte dos casos se refere a ocorrências com motos.

Ao anunciar o fim do DPVAT, o governo informou que as vítimas ficarão amparadas pelo atendimento no SUS, pelo INSS (auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e pensão por morte, além do Benefício de Prestação Continuada). Especialistas argumentam, no entanto, que os sistemas são diferentes, já que para ter direito a esses benefícios é preciso contribuir com o INSS, o que não acontece, por exemplo, com os informais.

Não se pode ignorar que o trânsito no Brasil é um dos mais violentos do mundo. A cada ano, mata cerca de 35 mil pessoas e leva aos hospitais 160 mil acidentados, sobrecarregando o SUS.

Com a retirada de pardais das rodovias federais e a flexibilização da legislação de trânsito para atender a nichos eleitorais, essa situação só tende a se agravar. E com menos recursos para cuidar das vítimas.


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Os \"especialistas\" da Globo, do PT, do PSOL e das demais esquerdas quando é contra, é porque vai ser bom para o povo. Eles simplesmente ignoraram que mais de 70% dos acidentados não procuram receber o seguro do DPVAT engordando o bolso dos donos das seguradoras. O valor do seguro de uma moto de segunda mão, no valor de R$ 5.000,00 chega ao absurdo dos R$ 600,00. Ou seja, 12% do valor do bem. O DPVAT, se fosse decente, deveria encaminhar todas as vítimas para hospitais particulares.


Prefeitura de Serra Talhada

17/11


2019

Evo Morales: "OEA também é responsável pelo golpe"

Do México, onde recebeu asilo político após renunciar à presidência da Bolívia, Evo Morales afirma que uma ditadura foi instaurada no país quando militares exigiram que ele deixasse o cargo e a oposição tomou o poder. Relatório da OEA apontava irregularidades no pleito que o elegeu para um quarto mandato. Morales nega acusações de fraude eleitoral e reforça que concordou com novas eleições.

Foto: BBC News Brasil

Do Terra - Por Gerardo Lissardy - Enviado especial da BBC News Mundo ao México

 

Evo Morales, que em 2006 foi eleito o primeiro presidente indígena da Bolívia, está em um quarto de um hotel na Cidade do México, com uma intensa agenda de entrevistas e chamadas telefônicas.

Comenta que manteve seu velho hábito de levantar-se de madrugada desde que chegou ao México como asilado político, depois de renunciar à Presidência da Bolívia e denunciar um golpe de Estado no país, na semana passada.

Em uma franca e por vezes acalorada entrevista com a BBC News Mundo, Morales afirma que "a OEA (Organização dos Estados Americanos) também é responsável pelo golpe de Estado" e que o governo que assumiu a Bolívia é uma ditadura que terá resistência de movimentos sociais e indígenas.

A Bolívia enfrenta grave crise desde as eleições, em outubro, que foram conturbadas e nas quais houve acusações de fraude. Após a OEA fazer uma auditoria no pleito, relatar irregularidades e questionar sua vitória no primeiro turno, Morales concordou em fazer novas eleições, mas militares "pediram" sua saída e ele acabou renunciando ao cargo.

Na entrevista à BBC, ele diz que não cometeu nenhuma ilegalidade nas eleições e afirma que os Estados Unidos foram cúmplices no processo que o levou a abandonar o cargo. E não descarta ser candidato novamente no futuro. "Vai depender dos movimentos sociais e do povo da Bolívia", afirma.

Leia abaixo trechos selecionados da extensa conversa que o ex-presidente teve com o jornalista da BBC News Mundo, Gerardo Lissard, na capital mexicana.

Confira a entrevista aqui: 'OEA também é responsável pelo golpe de Estado', diz ... - Terra


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Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

As atrocidades feita pelo índio e pelo Maduro , esses jornalistas de esquerda e as instituições também infiltrada pela esquerda corrupta e canalha, eles não falam. Uma eleição comprovadamente fraudada e ainda querem dizer que foi golpe.



17/11


2019

Temer: fala de Lula "invoca" polarização

Em Congresso do MBL, ex-presidente acrscentou que a autocrítica é importante para fundamentar eventuais recuos e, sem citar Lula neste momento, afirmou que "só não recua quem é ditador e autoritário"

Foto: Agência Brasil | EBC

O Dia

 

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) criticou, neste sábado, declarações do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o PT não ter de fazer autocrítica. Para Temer, que esteve no 5º Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) em São Paulo, a fala do petista “invoca” a polarização.
“Eu lamento muito que o ex-presidente Lula tenha se manifestado nesses dias aumentando esta radicalização ou ainda esta polarização”, disse Temer. “Acho que o Lula faria muito bem se saísse e dissesse olha, meus caros, eu saio daqui e eu quero a unidade do País e não colocar brasileiro contra brasileiro, mas sim brasileiro com brasileiro. Lula não fez bem invocando a polarização.”

Temer disse que a autocrítica é importante para fundamentar eventuais recuos e, sem citar Lula neste momento, afirmou que “só não recua quem é ditador e autoritário”.

“Autocrítica é sempre fundamental. Eu fazia essa autocrítica quando eu estava na Presidência. De vez em quando, eu praticava os atos e havia muita objeção até da imprensa. Eu reverificava o tema e, às vezes, regulava. E aí as pessoas criticavam porque eu recuava. Mas o recuo é algo democrático. Só não recua quem é ditador e autoritário. Discordo dos que dizem que não é preciso fazer autocrítica.”

Na quinta, em Salvador, Lula fez seu primeiro pronunciamento para o PT, durante a Executiva Nacional da sigla. Ele disse que o partido não precisa fazer nenhuma autocrítica e que “vai polarizar” na disputa presidencial em 2022.

“Tem companheiro do PT que também fala que tem que fazer autocrítica. Faça você a crítica. Eu não vou fazer o papel de oposição. A oposição existe para isso”, disse Lula. Sobre a polarização, Lula afirmou: “Sabe quem polariza? Quem disputa o título. O PT polarizou em 1989, 94, 98, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, e vai polarizar em 2022.”


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Fernandes

Lula é fodásdico, a direitalha morre de inveja. Aceita dói menos.

Fernandes

Voz da experiência: Collor diz que Bolsonaro repete seus erros e antevê impeachment..

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Lula ladrão sempre foi enganador e viveu sem trabalhar fazendo politicagem. Usando os pobres como massa de manobra. Prometeu acabar com a pobreza e realmente o fez. Ele enriqueceu e tirou sua família e amigos da pobreza roubando justamente daqueles que ele disse que iria ajudar. Quebrou o País, roubou, foi condenado e preso, só foi solto por o STF de maneira vergonhosa mas, com os ministros que ele colocou lá, votaram a favor da impunidade liberando tudo que é criminoso. Felizmente temos as Redes Sociais para mostrar quem são esses esquerdistas defensores de bandidos.


Prefeitura de Limoeiro

17/11


2019

Mega acumula e pode pargar R$ 13,5 milhões no próximo concurso

Confira as dezenas sorteadas neste sábado no concurso 2.208

Cartelas da Mega-Sena Foto: / Arquivo O Globo
O Globo

 

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.208 da Mega-Sena, realizado neste sábado. O próximo sorteio pode pagar R$ 13,5 milhões.

As dezenas sorteadas são: 16 - 25 - 30 - 40 - 45 - 49

A quina teve 17 apostadas ganhadoras, que vão levar R$ 113 mil cada. Já a quadra, foram 1.708 vencedores que vão receber R$ 1.612,63.

O acumulado para Sorteio Especial Mega da Virada é de R$ 86 milhões.


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Capacitação de Candidatos

17/11


2019

MP: Decisão no caso Flávio "desborda" recurso no STF

Para a entidade, a decisão no caso Flávio Bolsonaro, precisa ser reformulada, não só pelos efeitos práticos mas para preservar o "sistema investigatório legalmente constituído."

 Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

Da Veja - Por Estadão Conteúdo

 

O Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, manifestação indicando que a decisão de suspender todos os processos e investigações que abrigam Relatórios de Inteligência Financeira do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) “desborda por completo” o tema do recurso que será analisado pela Corte no próximo dia 20.

Para o Ministério Público do Rio a decisão precisa ser reformulada, não só pelos efeitos práticos mas para preservar um “sistema investigatório legalmente constituído e que preserva os ditames republicanos”.

Desborda

O documento, de 20 páginas, é subscrito pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Criminais e Direitos Humanos Ricardo Ribeiro Martins e pelo assessor-chefe da Assessoria de Recursos Constitucionais e Criminais da Procuradoria-Geral de Justiça Orlando Carlos Neves.

A ordem do presidente do Supremo foi dada a partir de um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o 01, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

O senador é alvo de investigação da Promotoria do Rio por suposta lavagem de dinheiro quando exercia o mandato de deputado estadual fluminense.

Confira a íntegra aqui: Decisão no caso Flávio Bolsonaro 'desbordarecurso no STF ...


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Magno coloca pimenta folha

16/11


2019

Bolívia: poder opõe religião a tradições indíginas

Disputa por poder na Bolívia opõe religião católica a tradições indíginas.

Evo Morales abriu espaço para seu governo a figuras veneradas na região Andina, como a Pachamama (Mãe Terra) e o Tata Inti (pai Sol); Jeanine Añez, atual presidente interina do país, carrega a Bíblia debaixo do braço.

Jeanine Áñez, com uma Bíblia na mão, fala no palácio presidencial em La Paz Foto: AIZAR RALDES / AFP

Época - Por Carol Pires


No prólogo da constituição boliviana, aprovada por Evo Morales em 2009, ficou gravado: “Cumprindo o mandato de nossos povos, com a força da nossa Pachamama, e graças a Deus, refundamos a Bolívia”. Mas, agora que Evo renunciou à presidência e se exilou no México, a oposição parece querer re-refundar o país.

Na terça-feira à noite, a autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Añez Chavez, adentrou o parlamento boliviano segurando uma bíblia grande. Era uma clara afronta ao ex-presidente, que baniu o livro sagrado do palácio presidencial em 2009, quando a nova constituição instituiu que a Bolívia é um país laico.

E essa não foi sua única afronta à tradição católica da Bolívia. Em 2010, reeleito a primeira vez, Evo saiu de uma reunião com o papa Bento XVI no Vaticano, e disse  à imprensa que a Igreja deveria se democratizar. Pediu ainda a abolição do celibato e o ordenamento de mulheres sacerdotes.

Apesar de também se declarar católico, Evo trouxe para os discursos oficiais referências às deidades da natureza veneradas na região Andina, como a Pachamama (Mãe Terra) e o Tata Inti (pai Sol). A cada agosto, mês Pachamama, participava de oferendas, que ele considera “ parte da identidade do nosso povo ”.

Mas o caldo entornou de vez quando, no início de 2018, foi incluído no código penal a criminalização do “recrutamento para a participação em conflitos armados ou organizações religiosas ou cultos". A pressão da igreja foi tanta, que ele se viu obrigado a anular este artigo.

Agora parece ter chegado a hora da revanche.  Luis Fernando Camacho, conhecido como “el macho”, líder da direita porrada e bíblia, anda por aí organizando a oposição à Evo com uma bíblia na mão: “A Pachamama nunca voltará ao Palácio. Bolívia é de Cristo", ele diz em uma gravação feita para as redes sociais. Em um tuíte, disse que pediria aprisão de Evo e seus ministros. “ No es veganza, es justicia divina ”. 

Confira a íntegra da reportagem na íntegra aqui: Disputa por poder na Bolívia opõe religião católica a tradições ...


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Banner de Arcoverde

16/11


2019

Bancos de leite: Brasil exporta projeto para parceiros do Brics

Unidades em mais de 20 países servem como casa de apoio à amamentação.

Foto: arquivo Agência Brasil

Na próxima segunda-feira (18), Angola iniciará a implantação de uma rede de bancos de leite para apoio às mães com filhos em idade de amamentação. O país na costa ocidental da África é o 22º a tomar essa iniciativa com apoio e cooperação do Brasil, que iniciou a implementação de bancos de leite em meados da década de 1980 e pôs em funcionamento a sua própria rede nacional em 1998.

Na África, o projeto está também em funcionamento em Cabo Verde e Moçambique. Está presente ainda em 17 países latino-americanos e em dois países europeus – Portugal e Espanha. A expertise brasileira na cooperação internacional chamou atenção dos parceiros do Brics - acrônimo formado com as letras inicias de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South Africa).

Com a presidência brasileira pro tempore (temporária) do Brics, abriu-se a expectativa de que, no próximo ano, o Brasil inicie a colaboração com seus quatro parceiros no grupo de países de economia emergente.

A cooperação é técnica e não envolve repasse de recursos. O apoio vai desde a elaboração de projetos, assessoria na escolha de hospitais participantes das redes locais, especificação de equipamentos e treinamento de pessoal como processamento de leite humano, práticas de aleitamento e gestão de banco de leite.

Conforme explicou à Agência Brasil Joao Aprigio Guerra de Almeida, pesquisador da Fiocruz e coordenador da Rede Global de Bancos de Leite Humano, constituída a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), a assessoria brasileira não impõe roteiro de criação de banco de leites em outros países.

“É um produto SUS-Brasil de exportação. Não transferimos modelos, mas sim princípios e apoiamos na adaptação às suas realidades. A cooperação brasileira se pauta por valores importantes como a horizontalidade, o compartilhamento, a não intervenção e o respeito à independência dos países”, assinalou Almeida.

A demanda de cooperação com os demais membros do Brics foi formalizada em uma reunião técnica ocorrida em agosto em Brasília, e ratificada em encontro dos ministros de Saúde dos cinco países, realizado em outubro em Curitiba.

Campanha Nacional

De acordo com a Campanha Nacional Aleitamento Materno 2019, do Ministério da Saúde, a amamentação “previne a fome e a desnutrição em todas as suas formas e garante a segurança alimentar dos lactentes, mesmo em tempos de crise e catástrofe”, e “está associada a um melhor desempenho em testes de inteligência, renda mais alta e maior produtividade na vida adulta”.

Há benefícios da amamentação na prevenção de doenças como diabetes 1 e 2 nas crianças e câncer de mama nas mães. Tudo isso “diminui os custos com tratamentos nos sistemas de saúde”, informa a campanha.

A disseminação das vantagens do aleitamento materno e a criação de bancos de leite são causas abraçadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que 2020 completa 120 anos de funcionamento e tem sua matriz no Rio de Janeiro.

“O banco de leite é casa de apoio à amamentação, não é leiteria humana. Os nossos bancos de leite se voltam para obter leite para nossos prematuros. Essas crianças vão para casa, e suas mães precisam de apoio para eles serem amamentados”, afirmou Aprigio.

Segundo o pesquisador, a amamentação é biologicamente determinada, porém, é socioculturalmente condicionada. "Aquilo que deveria ser regido pelas leis da biologia, de algum tempo para cá, tempo que coincide com a indústria de leite, as leis da biologia passaram a ser substituídas pelas leis de mercado.”


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Shopping Aragão

16/11


2019

STF atento ao tom de Lula

Postura de incendiário pode causar mudança de voto no tribunal

Época - Por Guilherme Amado

Os ministros do STF, especialmente os cinco que votarão na Segunda Turma se Sergio Moro foi ou não parcial ao julgar Lula , estão atentos ao comportamento do ex-presidente fora da cadeia.

Se ele mantiver a postura de incendiário , ameaçando fazer do Brasil um Chile, haverá quem mude seu voto.

Hoje, o placar que se avizinha é 3 a 2, com Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello a favor de Lula e Cármen Lúcia e Edson Fachin, contra.

Mantida essa previsão, os casos do tríplex e do sítio serão anulados e voltarão à primeira instância.


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