FMO janeiro 2020

27/03


2020

Governo anuncia linha de crédito emergencial

O governo federal anunciou, hoje, uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai financiar salários pelo período de dois meses.

Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o programa vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, ou seja, R$ 40 bilhões em dois meses.

De acordo com Campos Neto, porém, o dinheiro vai financiar, no máximo, dois salários mínimos por trabalhador.

Isso significa que quem já tem salário de até dois salários mínimos continuará a ter o mesmo rendimento. Entretanto, para os funcionários que ganham acima de dois salários, o financiamento ficará limitado a dois salários mínimos.

No caso de um funcionário que ganhe, por exemplo, R$ 5 mil por mês, vai ficar a critério da empresa complementar o valor acima de dois salários mínimos.

O programa deve atender 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de pessoas. Os juros desses empréstimos serão de 3,75% ao ano, com carência de seis meses para início do pagamento, e prazo de 36 meses.

Empresas que usarem essa linha de crédito não poderão demitir por dois meses. A empresa vai fechar o contrato com o banco, mas o dinheiro vai cair na conta dos funcionários.


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Fernandes

O VERDADEIRO MEDO DA DIREITAVÍRUS NESTA QUARENTENA. É de que o trabalhador perceba quem realmente move a economia.

Fernandes

Segundo a Bíblia quem ficava tentando Jesus a descumprir a Quarenta era o diabo. Fica a dica irmãos evangélicos.

Fernandes

O mundo olha com perplexidade para o Brasil. Estamos que superar três vírus: O coronavírus, o Bozovírus e o gadovírus!


Abreu e Lima

27/03


2020

Em primeira mão, a campanha do Governo na mídia


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27/03


2020

Máscaras de graça, como camisinha no carnaval

Se o Governo tem compromisso com a população e quer de fato reduzir o contágio comunitário do Covid-19, o vírus da morte, deveria então distribuir gratuitamente máscaras, luvas e gel da mesma forma como faz no carnaval para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Fica a sugestão do blog!


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Fernandes

Segundo a Bíblia quem ficava tentando Jesus a descumprir a Quarenta era o diabo. Fica a dica irmãos evangélicos.

Fernandes

O mundo olha com perplexidade para o Brasil. Estamos que superar três vírus: O coronavírus, o Bozovírus e o gadovírus!

Fernandes

Na Itália há 1 mês, resolveram que a economia não podia parar. Hoje estão com a economia parada...E empilhando mortos. Tá bom assim, Bozolóides.?

Alberto Costa Santos

Quem faz questão pelos chineses comunistas é o Bozo. Que mancada! Além do mais incentivando a pirataria.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Só não pode compra de China e da Índia. Basta ver como elas são feitas. Você pega, além do coronavírus, todo tipo de doença.


Prefeitura de Serra Talhada

27/03


2020

Abuso de autoridade no Parque da Jaqueira

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

A administração do Parque da Jaqueira fechou a entrada lateral da Rua Deputado Pedro Pires Ferreira. Só funciona agora a entrada principal na Rua do Futuro. A alegação é “questão de segurança”. Errado. A entrada lateral funciona há mil anos, sem problemas. O motivo real é abuso de autoridade e arbitrariedade. A alegação é falsa. Ao contrário, restringir a entrada/saída é fator de insegurança no caso de possível emergência. A mobilidade das pessoas fica prejudicada. A quem reclama, os encarregados respondem, com descaso: “Fale com o prefeito”.

Dizem que a medida é para evitar a entrada do vírus pelo portal lateral. O vírus só pode entrar pelo portão principal da Rua do Futuro.

Também foi proibido o estacionamento na área interna do Parque. Ao existe nenhuma justificativa plausível, pois as centenas de usuários continuam praticando caminhadas, que funcionam como exercícios aeróbicos salutares. Nos dois casos centenas de usuários são prejudicados e constrangidos.

O Wi-Fi Conecta Recife está desconectado desde o começo do mês. A provedora Emprel ou empresa terceirizada não presta nenhum esclarecimento à população.

A manutenção/conservação do Parque da Jaqueira tem sido móvito de críticas constantes dos usuários. No caso da vegetação, os empregados usam máquinas elétricas, movidas a gasolina, de firma terceirizada. Além da poluição sonora, as máquinas raspam a grama e o terreno fica careca. Nenhum pé de grama é plantado na maior parte das áreas carecas. A podação é desastrosa e mutila as árvores. Os funcionários cumprem ordens da Emlurb.

O Parque da Jaqueira funciona como péssima vitrine da administração do prefeito Geraudo Julho.

*Jornalista


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Fernandes

No Brasil o coronavírus sofreu uma mutação e vira direitavírus provoca perda do poder de discernimento e a fala vira estrume.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Adalberto, o famoso e prodigioso Adalbertovsky, você sabe que quem comanda a Cidade é a petralhada. Como impedir medidas absurdas e abusivas dessa raça? Já postei aqui que a grande briga não é o bem contra o mal pois o bem sempre ganhará. O problema e a ignorância contra o conhecimento. Pensar dói. Principalmente para a petralhada.



27/03


2020

Prefeito melhora qualidade da cesta aos estudantes

Depois do bombardeio que sofreu pela distribuição de uma cesta bem merreca, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), resolveu dá uma guaribada no benefício aos estudantes que dependem da merenda escolar. 

Desde ontem, a cesta básica, na foto, chegam aos pais dos estudantes com três itens de material de limpeza, quatro tipos de biscoitos, um pacote de broa,  uma dúzia de ovos, uma garrafa de refrigerante, um saco de refresco, além de arroz, leite em pó, biscoito Maria e outros itens não visíveis.


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O Jornal do Poder

27/03


2020

Brasília também começa a ceder

Após o início da fiscalização, o Governo do Distrito Federal (GDF) fez novo estudo e ampliou os setores que, por serem de natureza essencial, podem funcionar mesmo com a restrição provocada pelo coronavírus na capital. Oficinas mecânicas, fábricas de bolos, concessionárias de veículos e estandes de venda de imóveis estão entre as atividades que são permitidas.

Os comerciantes que, fora da lista de serviços essenciais, insistirem em abrir as portas serão penalizados pelo DF Legal. Além da multa de R$ 3,5 mil a R$ 12 mil, o proprietário será encaminhado a uma delegacia, deverá responder por crime contra a saúde pública e terá sua licença cassada.


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Fernandes

Na Itália há 1 mês, resolveram que a economia não podia parar. Hoje estão com a economia parada...E empilhando mortos. Tá bom assim, Bozolóides.?

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina já abriram as pernas. Quero ver esse nosso governador e prefeito medíocre e hipócrita quando vai desmanchar suas idiotices e medidas políticas que não derrubou nem derrubará o Bolsonaro. Só criou desemprego e dificuldades financeira para o próprio Estado e municípios cumprirem suas obrigações financeira. Quero ver os que defendiam a quarentena sem pensar nos que lhe serviam como porteiros, zeladores, pessoal da coleta de lixo, médicos, enfermeiros, polícia, bombeiro, frentistas, pessoal dos supermercados e farmácias, frentista, entre outros. Funcionários Públicos tem de ser preservado em detrimento dos outros. Uma vergonha. A jogada de mestre do Bolsonaro botou toda essa imprensa canalha e esses políticos hipócritas no chinelo. É isso aí petralhada, é isso aí imprensa nojenta, vão continuar chorando e gritando somente entre vocês. É o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.


Banner de Arcoverde

27/03


2020

Carreata no Recife pede volta da atividade econômica

Diante do prejuízo causado na economia por causa da paralisação geral na quarentena forçada do coronavírus, setores da produção em Pernambuco resolveram promover uma grande carreata, na próxima segunda-feira, em favor da reabertura da atividade econômica.

A concentração será às 10 horas no Marco Zero. O ato é um dos principais destaques do jornal O Poder, que às sextas chega mais cedo aos assinantes pelo celular, pontualmente às 11 horas. Se você não é assinante ainda, entre no site e se cadastre agora – www.jornalopoder.com.br


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Fernandes

Na Itália há 1 mês, resolveram que a economia não podia parar. Hoje estão com a economia parada...E empilhando mortos. Tá bom assim, Bozolóides.?

Fernandes

No Brasil o coronavírus sofreu uma mutação e vira direitavírus provoca perda do poder de discernimento e a fala vira estrume.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Estarei presente lutando contra essa corja de incompetentes e desonestos.


Prefeitura de Limoeiro

27/03


2020

Coluna da sexta-feira

Falta um estadista ao País

Na primeira conferência reunindo os 27 governadores sem a presença do presidente Bolsonaro, na última quarta-feira, para tratar de coronavírus, dá para concluir que houve, na prática, uma desordem federativa. Pela primeira vez, chefes de Estado se confrontaram, na lei e no direito, com o presidente da República. Saíram do encontro ignorando qualquer recomendação do Planalto.

Foram para o confronto. Além de serem unânimes na reprovação ao tom do discurso do presidente na noite anterior em rede nacional de rádio e TV, afirmaram que suas medidas, mesmo desagradando frontalmente o Planalto, estavam mantidas. Em português claro, isso é desobediência civil. Nunca um presidente foi tão desmoralizado. Bolsonaro insultou os governadores na TV, mas nenhum se curvou a ele.

O Brasil é uma Federação de Estados e o ente mandatário é a União, estando os Estados subordinados e obedientes ao que vier de cima. É verdade que o mundo está em pânico e não convém flexibilizar ou afrouxar medidas para conter o avanço do coronavírus no País, como deseja o presidente. Mas o País não tem, na verdade, um líder, um mandatário, um estadista para um momento tão dramático.

Governador nenhum tem instrumentos para se rebelar contra a União. Os Estados estão quebrados, de pires nas mãos, reféns da União, mas, politicamente, nesse episódio, os governadores se fortalecem, falam grosso diante do que seria o rei soberano, porque tomaram medidas em sintonia com a sociedade, em nome da vida, para evitar que a pandemia resultasse no ceifamento de muitas almas.

O País passa pelo momento mais difícil e complicado dos últimos anos. Em meio às turbulências na saúde e na economia, cresce o questionamento sobre a falta de um governante de visão mais ampla de Estado. Estadista é aquele versado nos princípios ou na arte de governar, ativamente envolvido em conduzir os negócios de um governo e em moldar a sua política.

São nos momentos de turbulências que aparecem as qualidades do estadista. Sob seus ombros e sua responsabilidade, decisões são tomadas. Um líder detentor de autoconfiança consegue determinar os caminhos de uma Nação. São nas crises que se agigantam os líderes que dão novo rumo ao sistema político e aos rumos de seus países. É certamente por isso que Jair Bolsonaro não é a mais genuína definição do que vem a ser um estadista.

Conflito aberto – Com uma postura de minimizar a Covid-19 e criticar medidas tomadas por estados e municípios para evitar a disseminação da doença, o presidente Jair Bolsonaro entrou em conflito com quase todos os chefes de Executivos dos entes federativos. Os ânimos se acirraram de vez durante a videoconferência de Bolsonaro com os governadores do Sudeste. Isso porque Doria e Witzel, possíveis candidatos às eleições de 2022, vêm trocando farpas com o presidente desde o passado. A reunião foi marcada por um bate-boca entre Bolsonaro e Doria. Ao contrário do que insinuava o presidente, os governadores disseram que a prioridade era seguir as determinações da Organização Mundial de Saúde, a OMS, para salvar vidas.

O diplomático – Primeiro governador a decretar medidas de restrição no combate ao coronavírus, como suspensão de aulas e fechamento do comércio, Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, foi diplomático ao comentar o pronunciamento de Bolsonaro. Para ele, o chefe do Executivo federal tem razão em parte ao defender que o país não pode parar: “Não é hora de politizar ou polemizar. Bolsonaro tem parte da razão. Afinal, muitos municípios pequenos, sem qualquer caso de coronavírus, estão fechando”.

Recado da OMS – O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, foi questionado ontem sobre as declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro de que a doença seria similar a um resfriado. Ele comentou que em várias nações há muita necessidade agora de atendimentos de urgência, por causa da doença. “Em muitos países, o coronavírus é uma doença muito séria”, frisou. “A responsabilidade é de todos, especialmente a liderança política. O governo inteiro deve estar envolvido.”

Mais uma polêmica – O presidente Jair Bolsonaro deu, ontem, mais uma declaração polêmica.  Ao chegar no fim da tarde à residência oficial do Palácio da Alvorada, disse que o brasileiro precisa ser "estudado" porque é capaz de pular "no esgoto" sem que nada aconteça com ele. Bolsonaro deu a declaração ao ser indagado se o Brasil não chegará à situação dos Estados Unidos, que, após um mês, acumula quase 66 mil infectados e mais de mil mortos em razão da pandemia do coronavírus. Segundo o presidente, muitos brasileiros já foram infectados e adquiriram anticorpos, o que, afirmou, "ajuda a não proliferar isso daí".

CURTAS

AUXÍLIO MENSAL – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse, ontem, que o valor do auxílio mensal a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus pode ser elevado para R$ 500. O valor consta de um projeto de lei que deve ser votado pela Câmara nesta quinta. Em entrevista, Maia também defendeu que a prioridade neste momento não é "o impacto fiscal", ou seja, a queda de arrecadação do governo devido à crise gerada pela epidemia. Para o presidente da Câmara, o mais importante é dar condições para que os brasileiros consigam passar pele crise.

VEM AÍ O PACOTE – A equipe econômica finaliza os detalhes de um pacote para ajudar na manutenção de empregos no País durante a crise do coronavírus. O valor será de pelo menos R$ 36 bilhões ao longo dos próximos três meses. Segundo informaram fontes da equipe econômica, o pacote cria faixas para que o governo subsidie progressivamente o pagamento dos salários, de forma a manter a renda dos empregados e permitir que as empresas não quebrem, em especial micro e pequenos estabelecimentos. O plano é subsidiar até 80% dos empregos formais no país.

ABAIXO AO DECRETO – Do empresário pernambucano Marcelo Luz ao defender, ontem, a volta ao trabalho mantendo os grupos de riscos preservados: “A ordem é preservar somente nossos idosos e doentes, e vamos à guerra! Somos um povo guerreiro! Já sobrevivemos a situações bem piores e delas tiramos muitas lições. Não existe guerra sem baixas! Neste momento, somos todos soldados. Ser soldado, estar em uma guerra e não querer lutar é coisa de covarde. Eu não me incluo entre os covardes. Vamos, portanto, voltar a trabalhar, brigar para derrubar este decreto do governador do Estado e voltar ao trabalho!

Perguntar não ofende: Quando teremos um novo duelo entre o presidente e os governadores?


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Fernandes

Bozolóide defenda o governo Bolsonaro sem as palavras, Lula, Dilma, esquerda, globo, comunismo e PT. Justifique a sua resposta.

Fernandes

Faça como Bolsonaro nos debates. Fique em casa!

marcos

Fique em casa e mande seus Boletos para Lula Pagar. Kkkkkkkkk

Fernandes

Nunca tinha conseguido entender como Jim Jones conseguiu convencer tanta gente a praticar suicídio coletivo. Até agora.

Fernandes

Atenção! Quem me mandar morar em Cuba ou Venezuela, vou retribuir mandando morar em Nova York ou Milão!


Shopping Aragão

27/03


2020

Estudo: registros de Covid-19 no Brasil são subestimados

Por O Globo

Um levantamento indica que os países que conseguem testar parcela maior da população para Covid-19 estão, em média, registrando incidência maior da doença. Entre os já afetados pela transmissão comunitária da epidemia, o Brasil é um dos que menos fazem testes, o que pode levar autoridades a subestimar a presença do vírus.

O trabalho que compilou dados nacionais mescla relatórios oficiais com fontes de informação alternativa, e é um termômetro ainda impreciso da situação global, mas é a primeira iniciativa do tipo feita no mundo. Os dados foram agregados pelo projeto Our World in Data, baseado na Universidade de Oxford e financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, além de outros.

Como países só são obrigados a relatar casos positivos, ainda não há dados oficiais para estimar as diferenças, por isso o grupo britânico buscou uma maneira alternativa. Entre 59 países que relataram o número de testes sendo realizado por habitante, o Brasil ficou na 53ª posição: apenas 13,7 pessoas por milhão de habitantes haviam sido testadas até o meio de março — cerca de 3 mil testes, número que o governo relatou à imprensa na época.

A lista não pode ser considerada um ranking, porque não existem dados em muitos países que abrigam o novo coronavírus, mas o número brasileiro é baixo. O Reino Unido, por exemplo, testou 960 pessoas por milhão de habitantes até aquela data. A Coreia do Sul testou 6.148.

— O fato de a gente estar, no momento, fazendo exame só para casos moderados a graves mascara a realidade da infecção aqui no país — afirma a infectologista Raquel Stucchi, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Em sua opinião, é possível tentar melhorar a capacidade de testagem do país, que é o que está forçando autoridades de saúde a adotarem critérios mais restritivos para economizar o número de testes. Mas fatores como escassez global de insumos para os diagnósticos, como reagentes de laboratório, podem atrapalhar.

O Ministério da Saúde anunciou que pretende ampliar de 32 mil para 22,9 milhões o número de kits de testagem no Brasil nas próximas semanas. Muitos dos quais (cerca de 8 milhões) serão exames sorológicos, sem muita utilidade clínica, mas úteis para estimar a incidência do vírus.

Confira a íntegra aqui: Registros de coronavírus no Brasil são subestimadossugere ...


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27/03


2020

STF vai realizar julgamentos por videoconferência

O Globo - Carolina Brígido

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que, enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, não serão realizadas sessões presenciais. Os julgamentos serão feitos por videoconferência, por meio de um aplicativo no qual todos os ministros conseguem falar entre si. O recurso será usado para os julgamentos do plenário, que conta com a participação dos onze ministros, e das duas turmas, cada uma formada por cinco magistrados — o presidente, Dias Toffoli, não integra as turmas.

A decisão foi tomada em uma sessão administrativa, já realizada virtualmente. Houve um teste e todos os ministros conseguiram utilizar a tecnologia. A área técnica do tribunal está estudando uma forma de transmitir as videoconferências pela TV Justiça.

Toffoli apresentou a proposta de sessões mistas. Elas seriam realizadas no plenário físico e, se algum ministro se sentisse desconfortável de sair de casa, poderia usar o aplicativo para participar. Apenas dois ministros concordaram com a proposta: Gilmar Mendes e Edson Fachin. Os demais integrantes do Supremo ponderaram que a recomendação das autoridades sanitárias era de evitar reuniões. Por isso, a maioria aprovou as sessões em ambiente totalmente virtual, sem a necessidade de reunião física.

Na sessão desta quinta-feira, a maioria demonstrou preocupação com a situação do país, com casos de Covid-19 se alastrando rapidamente. A proposta de reuniões totalmente virtuais, apresentada por Alexandre de Moraes, recebeu o apoio de Carmen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso. Marco Aurélio foi contrário às videoconferências, optando por sessões físicas. O ministro Celso de Mello está de licença médica e não participou das discussões.

Os ministros desmarcaram a sessão física do plenário que estava agendada para1º de abril. Toffoli ainda vai agendar uma nova data para os julgamentos. Caberá às presidentes das duas turmas, Carmen Lúcia e Rosa Weber, marcar as sessões nos colegiados menores.


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27/03


2020

Em carta, Trump pede para americanos ficarem em casa

Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas à população norte-americana com diretrizes para o combate ao coronavírus. Entre elas estão a recomendação de ficar em casa e a de evitar contato com idosos.

Intituladas "Diretrizes de Coronavírus do Presidente Trump para a América", as cartas são datadas de 16 de março e apresentam conselhos sérios, validados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Ficar em casa, não trabalhar doente e evitar reuniões e eventos com mais de 10 pessoas vão de encontro com o que o presidente fala em suas declarações públicas. Na terça-feira (24) Trump disse que esperava pôr fim às restrições de isolamento até a Páscoa, em 12 de abril.

Ele disse mais de uma vez que as pessoas saudáveis podem voltar ao trabalho, além disso, defendeu que muitos americanos serão infectados pela doença mas apresentarão poucos ou nenhum dos sintomas.

"Mesmo se você for jovem, ou saudável, você está em risco e suas atitudes podem aumentar o risco para outras pessoas", diz o documento. "É importante que você faça sua parte para reduzir o espalhamento do coronavírus."

A carta enviada por Trump apresenta 11 conselhos a serem seguidos pelos americanos para ajudar a frear a expansão do novo coronavírus no país, que nesta quinta-feira (26) passou a China e se tornou o que mais tem casos confirmados de Covid-19 no mundo (veja os conselhos abaixo).

. Escutar e seguir as determinações dos estados e autoridades locais
. Não ir trabalhar se estiver com sintomas
. Não sair de casa com crianças doentes e chamar a assistência médica
. Idosos e pacientes com doenças crônicas devem ficar em casa
. Isolamento total da família caso haja a confirmação de um caso de Covid-19
. Trabalhar e estudar de casa sempre que possível
. Evitar reuniões sociais e em grupos com mais de 10 pessoas
. Evitar bares e restaurantes, dar preferência a delivery e "para viagem"
. Evitar viagens desnecessárias, para compras ou turismo
. Não visitar berçários ou asilos
. Praticar sempre uma boa higiene

A carta não cita, no entanto, o remédio experimental que Trump chegou a citar em uma de suas entrevistas coletivas na Casa Branca. O medicamento é indicado para o tratamento da malária e não é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a Covid-19.

Os EUA registraram até o momento, mais de 82 mil casos confirmados de coronavírus e ao menos 1 mil mortes pela síndrome respiratória aguda grave. Apenas nas últimas 24 horas foram 237 mortes, o maior número diário desde o início da epidemia nos EUA.


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27/03


2020

Doria sofre ameaça de morte

Por Revista Forum

O governador de São Paulo, João Doria, recebeu ontem ameaças de morte. Ele também recebeu mensagens dizendo que a sua casa seria invadida, nas redes sociais e em seu celular.

Doria fez um boletim de ocorrência e a Polícia Civil vai abrir uma investigação. A Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes decidiu cercar a casa do governador durante a noite. As informações foram divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Segundo a coluna, a equipe do governador informou ter indícios de que as ameaças partem de um movimento bolsonarista e suspeita de uma articulação do chamado gabinete do ódio, liderado pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro.

Os ataques teriam sido iniciados devido a liderança que Doria estaria mostrando no combate ao coronavírus. Na última quarta-feira, Bolsonaro e Doria bateram boca em videoconferência que reuniu o presidente e os governadores do Sudeste. No Twitter, robôs impulsionaram campanhas de apoio a Bolsonaro e pelo impeachment de Doria, nos últimos dois dias.


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27/03


2020

Aprovada dispensa de atestado médico para faltas

Por Estadão Conteúdo

A Câmara aprovou ontem, em seu segunda sessão virtual da história, um projeto que dispensa o trabalhador infectado por coronavírus de apresentar atestado médico para justificar a falta e garantir o recebimento de salário. O objetivo é evitar uma corrida aos hospitais para quem tem sintomas leves apenas em busca do atestado e conter a propagação o vírus. A matéria precisa ser aprovada pelo Senado para virar lei.

A proposta, de autoria do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), garante afastamento por sete dias, dispensado o atestado médico. Em caso de quarentena imposta, o trabalhador poderá apresentar, a partir do oitavo dia, documento eletrônico regulamentado pelo Ministério de Saúde ou documento de unidade de saúde do SUS.


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27/03


2020

Bares e restaurantes: R$ 36 bi para pagarem salários

O Globo - Por Lauro Jardim

Está saindo do forno a primeira medida efetiva de ajuda a pequenas empresas e, em especial, a um dos setores mais atingidos pela quarentena — o de bares e restaurantes.

Jair Bolsonaro já assinou uma Medida Provisória que libera 36 bilhões de reais de recursos do FAT para que sejam pagos os salários dos funcionários desses estabelecimentos. A MP garante o pagamento dos salários por três meses.

A MP acaba de ser assinada, mas antes de chegar ao Congresso foi encaminhada ao Supremo para que alguns itens sejam aprovados.

De acordo com a MP, salários até R$ 3 mil reais poderão ser integralmente pagos com esses R$ 36 bilhões. A partir desse valor, a parte que pode ser usada dos recursos da MP é menor.

A MP contempla também o adiamento de pagamentos de impostos e contribuições.


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27/03


2020

Bolsonaro quer reabrir loterias: “Tem vidro blindado” e “vírus não passa”

Por Revista Forum

Durante live semanal realizada , o presidente Jair Bolsonaro defendeu a reabertura de casas lotéricas determinada por ele com o argumento de que o vidro blindado impede a contaminação pelo novo coronavírus.

“Pelo amor de deus, fechar casa lotérica, pelo amor de deus… Inclusive, o cara que trabalha na lotérica tem um vidro blindado. Quer dizer… Não vai passar o vírus ali… O vidro é blindado! Ele não vai passar”, declarou o presidente.

A controversa fala vem um dia depois de Bolsonaro publicar um decreto obrigando que todas as casas lotéricas fossem reabertas no país e interrompendo o isolamento social imposto por alguns governadores.

Na mesma transmissão ao vivo o presidente ainda revelou que ministros criticaram o pronunciamento sobre coronavírus veiculado na terça-feira e fez uma comparação entre a doença e a chuva.

“Queremos que não haja morte nenhuma no Brasil, mas esse vírus é igual uma chuva. Fechou o tempo, vem trovoada e você vai se molhar. E a gente toca o barco”, afirmou.


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27/03


2020

Câmara aprova R$ 600 para trabalhadores informais

Por Estadão Conteúdo

A Câmara dos Deputados aprovou ontem um repasse mensal de R$ 600 a trabalhadores informais e pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS até a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para começar a valer, o texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado Federal.

O valor é o dobro do que havia sido avalizado pela equipe econômica em meio às negociações com os deputados nos últimos dias (R$ 300). Inicialmente, o governo havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. O relator do projeto, deputado Marcelo Aro (PP-MG), decidiu incluir no texto o valor de R$ 500, mas nesta quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro deu aval para subir para R$ 600.

Os valores serão pagos durante três meses, podendo ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus. No caso de mulheres provedoras de família, a cota do auxílio emergencial seria paga em dobro (R$ 1,2 mil).

A proposta foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos, mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o aumento da ajuda para R$ 600 foi a demonstração de que o governo tem de conversar com o Congresso mesmo com "divergências". "Espero que daqui pra frente todos possamos sentar, dialogar e construir caminhos para salvar vidas", afirmou.

Com um valor de R$ 200, o governo estimava um gasto de R$ 15 bilhões no caso do auxílio emergencial e de R$ 5 bilhões para a antecipação do BPC. Permanecendo o mesmo alcance, as despesas passariam a R$ 45 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente. No entanto, a diferenciação para mulheres chefes de família pode ampliar o impacto.

Para ter direito ao auxílio emergencial, renda por pessoa tem de ser de até R$ 552,50

O auxílio emergencial será operacionalizado pelos bancos públicos. Poderão solicitar o benefício maiores de 18 anos que não tenham emprego formal, nem recebam benefício previdenciário (aposentadoria ou pensão), assistencial (como BPC), seguro-desemprego ou sejam contemplados por programa federal de transferência de renda - a única exceção será o Bolsa Família.

Os beneficiários também precisam tem renda mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 552,50) ou a renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135); no ano de 2018, não podem ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e precisam ser microempreendedor individual (MEI), contribuinte autônomo da Previdência ou cadastrado no CadÚnico até 20 de março.

No caso de beneficiários do Bolsa Família, dois membros da mesma família poderão acumular com o auxílio emergencial, que vai substituir o Bolsa temporariamente caso o valor seja mais vantajoso.

Acesso ao BPC passa a ser renda meio salário mínimo em 2021

A elevação do valor dos benefícios não é o único ponto do qual o governo discorda no projeto. Aro restabeleceu o acesso ao BPC às famílias com renda de até R$ 261,25 por pessoa (um quarto do salário mínimo) em 2020, mas previu nova elevação desse limite a R$ 522,50 por pessoa (meio salário mínimo) a partir do ano que vem.

O governo é contra essa mudança no critério do BPC, que traria um gasto adicional de R$ 20,5 bilhões no ano que vem. A despesa permaneceria nos anos seguintes. Um custo desse porte pode inviabilizar o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação.

O Congresso já havia tentado implementar esse limite mais amplo - que na prática aumenta o número de famílias atendidas pela política - ao derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro. Como a mudança valeria para este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) condicionou a eficácia da medida a compensações, como cortes de outras despesas. Essa ação da corte de contas deflagrou a nova negociação do projeto no Congresso.

R$ 1.045 para quem espera auxílio-doença

O projeto também inclui a proposta do governo de antecipação de um salário mínimo (R$ 1.045) a quem aguarda perícia médica para o recebimento de auxílio-doença. O projeto também traz a dispensa às empresas do pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador devido ao novo coronavírus. De acordo com o texto, as companhias poderão deixar de recolher o valor devido ao INSS, até o limite do teto do regime geral (R$ 6.101,06).


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27/03


2020

Caiado: "Bolsonaro criou crise de governabilidade"

Por Estadão Conteúdo

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirma que o presidente Jair Bolsonaro deveria dar ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a mesma autonomia que recebe o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Por que o Paulo Guedes pode tudo e o Mandetta não pode?", questiona o governador, padrinho político do titular da Saúde.

Em entrevista ao Estado, Caiado diz que decidiu romper o canal direto com o presidente porque ele "atrapalhou" o País e "gerou uma crise de governabilidade" depois questionar na TV medidas de isolamento. Médico e ruralista, o governador sugere que Bolsonaro "desative" o "gabinete do ódio", como é conhecido o grupo de assessores ideológicos que o ajudaram a redigir o discurso do pronunciamento em cadeia nacional.

Por que romper com Bolsonaro?

Eu estava no meu gabinete e começou a pipocar no telefone aviso de que o presidente havia feito um pronunciamento à nação. Num primeiro momento achei que era fake news. Vem cá, eu sou aliado de primeira hora, sou médico, tenho um decreto em vigor... De repente, sem comunicar nada, consultar nada, um presidente da República vai para a rede nacional e diz 'isso aí é besteira, é uma gripezinha, pode todo mundo voltar a trabalhar, voltar para a escola'. A partir daquela hora, as pessoas começaram a me ligar e perguntar 'Vamos cumprir o seu decreto ou o do presidente? Então podemos abrir as lojas? O presidente tá falando, porque você está fazendo isso'. A consequência é uma crise de governabilidade. Você tem um desgaste maior porque as pessoas passam a jogar contra você a posição do presidente da República. Caiu a ficha. Eu sempre fui um aliado, nunca fui submisso. A única pessoa para quem já ajoelhei na vida foi para Deus. Fora isso não existe essa possibilidade minha. Como sou desautorizado pelo meu presidente sem nem sequer ter tido a oportunidade de falar? Então o tratamento comigo não é respeitoso. Ele se enganou, achou que eu pudesse estar incluído naqueles que estão para cumprir ordens. Eu não estou para cumprir ordens, sou homem para discutir e apoiar posições. Nos assuntos da Saúde, as ações do presidente não atingem o meu Estado. Não posso admitir que a minha autoridade seja quebrada sem poder argumentar. Eu não sou homem de ter pé em duas canoas, não é meu estilo, não sou híbrido. Eu sou meio aliado, sou de todo aliado

Então, o senhor agora é oposição?

Não. Eu rompi de ser da sua base. Saberei tratar com total independência. Tratarei com o presidente na formalidade, no protocolo a partir de agora. Eu vou tratar como fui tratado. Aliado é aquele que você pega o telefone e diz 'meu amigo, vem cá, corre aqui que vamos decidir, as coisas precisam ser resolvidas agora e tal'. Todos nós temos um tempo e nos submetemos a momentos de entender a sobrecarga, mas não passar para a desconsideração dos amigos.

Há desconsideração com o ministro da Saúde? Mandetta sofre esvaziamento durante uma crise que está sob a responsabilidade dele?

Se for, ele (Bolsonaro) está cometendo um erro primário. Eu não esperava que isso pudesse acontecer. Toda entrevista da área econômica tem aquela máxima: 'Chama o Paulo Guedes, ele que vai entender e achar a saída, solucionar'. Tudo é o Paulo Guedes. Por que tudo na área econômica é o Paulo Guedes e o Mandetta não é o que fala na área da Saúde? Ele tem o melhor cara, preparado, humilde, tem independência intelectual e credibilidade no meio médico, cidadão que conversa com o mundo todo, apaixonado pela medicina, sabe o que se deve fazer num momento como esse. O governo é uma constelação. Só pode dar certo se todo mundo puder brilhar em sua pasta. Agora, se só a estrela do presidente puder brilhar, ou do governador, aí você não governa. Por que o Paulo Guedes pode tudo e o Mandetta não pode? Se você levantar junto aos economistas do Brasil inteiro a conduta do Paulo Guedes, não sei se vai ter aí uns 80% de aprovação. Se puser a conduta do Mandetta vai ter 90%. Podem dizer que é o 'estilo' do presidente. Não é.

Não é?

O estilo do presidente é: 'Economia quem fala é o Paulo Guedes'. Se Economia quem fala é o Paulo Guedes, porque a Saúde, que é muito mais delicado, quem fala não é o Mandetta? Ou ele não pode opinar sobre os temas e o presidente reproduzir o pensamento do seu médico e ministro da Saúde?

Não é o que o presidente faz.

Não é, mas por que ele faz com o Paulo Guedes? Por que tem todo esse lado com o Paulo Guedes e não tem com o Mandetta? Qual a diferença dos dois? Nesse momento todos devemos seguir o que o ministro Mandetta com seus quadros técnicos do ministério definir o que é o melhor caminho. Quando se trata de saúde pública, a decisão não é impetuosa, eleitoral. Ela é uma decisão embasada em dados que no decorrer do tempo você vai poder mostrar para pessoas que estava certo, mesmo discordando de você. É isso que o presidente não poderia ter perdido nesse momento. Ele jamais poderia ter vulgarizado a gravidade do coronavírus. Jamais. Ele jamais poderia dizer que ia encontrar com o Mandetta e propor a quarentena vertical. Jamais poderia dizer que cloroquina é bom porque está dando resultado. Isso não é posição de presidente. Ele poderia dar esse comunicado sendo um documento técnico, médico, para que pudesse reproduzir como resultado para a população. Mas não é isso, ainda não está confirmado.

O Mandetta arrisca a biografia médica dele ao permanecer no governo?

Isso é um problema nosso, de médico. Nós não fugimos da cabeceira do doente quando ele complica. Médico só sobrevive na profissão se na hora que o doente complica ele não bate em retirada. Isso para nós é mandamento número um, uma coisa sagrada. O Mandetta não vai sair do Ministério da Saúde. Ele só sai se for demitido ou se contrair o coronavírus e não tiver condições clínicas de estar à frente do ministério. Nesse ponto ele está correto, eu respaldo a atitude dele.

Ao dizer que as decisões de Bolsonaro não alcançam Goiás, o sr não coloca em xeque a autoridade dele e funcionamento da federação?

Eu não quebro regras democráticas. Jamais na minha vida preguei desobediência civil ou descumprimento de regras do sistema que jurei cumprir. Não existe essa hipótese. Está na Constituição, artigo 24. 'Compete à União e aos Estados legislar concorrentemente sobre previdência social, proteção e defesa da saúde'. Ao baixar o decreto no Estado de Goiás, estou respaldado pela Constituição brasileira. Não estou usurpando de nenhuma ação respaldada constitucionalmente.

Que efeito de risco, do ponto de vista médico, tem um pronunciamento oficial de um presidente da República, adorado pelos seus seguidores?

No momento em que a estrutura fosse quebrada, em Goiás, eu perderia os primeiros 10 dias que tive em relação à quarentena. Perderia todos os parâmetros para poder, amanhã, calcular se poderia flexibilizar ou não o isolamento. Jair Bolsonaro deputado federal a repercussão é uma, Jair Bolsonaro presidente da República, a é repercussão outra. Por isso precisamos nos acautelar ao máximo, porque nossas posições têm uma repercussão e abrangência ímpar. Se ele não fez nenhuma reflexão que tinha se excedido na dose (no pronunciamento), é porque ele estava convencido de que estava absolutamente certo. Não tomei nenhuma decisão emocional ou de bate pronto. Se até as 10h da manhã do dia seguinte ele acha que está vestido de toda razão, paciência, aí a posição dele é 100% discordante da minha. Como eu não tomei a minha por ímpeto pessoal, mas sim por base científica, eu continuo com a minha e sinto muito pela dele.

O senhor tem algum arrependimento nesse processo de governar ao lado do Bolsonaro e agora de afastamento?

Nenhum. Aprendi a não chorar leite derramado.

O senhor teme ser discriminado no pedido dos governadores do Centro-Oeste de recomposição de perdas no ICMS, R$ 4,6 bilhões?

Não acredito. Nunca fui nem sequer atendido nas condições mínimas que solicitei. Chegava lá tinha que enfrentar o Paulo Guedes e aquele tal de Waldery. Ele tem outra lá do Tesouro, a Priscila. Ave Maria! Aí meu, amigo, você sabe como é. Você sua a camisa, fala, fala... Eles olham pra você assim e dizem 'Sinto muito, não posso, não tem jeito'.

Não houve solidariedade?

Pelo contrário. Paulo Guedes tem a visão dele. Chega ao cargo sem nunca ter experimentado o voto, então, às vezes a gente é obrigado a ficar escutando engenheiro de obra feita. Não é fácil continuar no dia a dia sem ter nenhuma contrapartida, principalmente da área econômica. Eu suportei isso 14 meses, cara, morrendo asfixiado. Se não fosse o Supremo ter me dado essas liminares não sei como teria chegado vivo. O pessoal da Economia nunca teve um gesto sequer para buscar uma alternativa para que pessoas que fizeram a tarefa de casa pudessem buscar crédito junto ao BNDES, ao Banco do Brasil, com aval. Coisa mais do que normal. Não teria nenhuma exceção. Tem aquela brincadeira que o Paulo Guedes colocou: 'Daqui a pouco vamos tirar vocês do canudinho'. Até hoje estamos na mesma situação. Se eu tive condições de governabilidade, de poder quitar a folha de pagamento, de conseguir alguns avanços, foi porque o STF me concedeu liminares e eu consegui o cancelamento do pagamento da dívida com a União e bancos oficiais, mais economias e revisões contratuais que fiz. Comecei a botar a casa em ordem. Paguei 14 salários e meio. Só faltou eu mendigar em Brasília até dia 31 de dezembro até duas horas da tarde para que tivesse pelo menos um real de repasse do Ministério do Desenvolvimento Regional diante da calamidade das minhas rodovias. Tudo isso implorando algum socorro do governo para atender os casos mais emergenciais. Eu estava falando para o deserto. Mas tudo isso você vai acumulando.

O governo demora em mostrar um plano de socorro aos trabalhadores que podem perder empregos?

Muita teoria e pouca prática. Em termos de eficiência, não chegou nada.

Vários governadores se distanciaram do presidente após a eleição. Ele está se isolando politicamente a ponto de sofrer um processo de impedimento?

Não vejo isso. Esse momento é de crise, que será superada. Ele precisa ouvir pessoas qualificadas nos assuntos e ter a humildade de não querer posar de dono da verdade e muito menos de querer ensinar conduta médica ou de quarentena para nós médicos. Se ele der para a Saúde o mesmo tratamento que dá para o Paulo Guedes pode ter certeza que vamos sair maravilhosamente bem do processo.

Pelas reações de seus colegas de partido, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, presidentes do Senado e da Câmara, o parlamentarismo branco vai ganhar força com a pandemia?

Não defendo essa posição. Temos que cumprir as regras constitucionais. Enquanto não se mudar o regime de governo não tem como criar uma situação de exclusão do Executivo. Esse assunto é outro que precisa de muito amadurecimento. Primeiro defender uma presença dos presidentes de todos os poderes, como faço em Goiás. Nós concordamos e discordamos muitas vezes. Eu não me omito de decidir. Eu decido, mas eu escuto os outros poderes. Esse é um momento de reflexão do presidente. O novo coronavírus deve ter uma reflexão maior do presidente, mas bem isolado, ele sozinho, sem ninguém falando na cabeça. Essa hora é muito solitária. Às vezes nem todos que estão ao lado da gente são bons conselheiros, porque muitas vezes não têm independência intelectual e ficam muito dizendo o que a gente gosta de ouvir. Então esse é um momento solitário. Se pudesse sugerir, diria ao presidente para refletir de maneira solitária e com um gesto concórdia conclamar a todos. Ele cresceria muito e todos nós nos beneficiaríamos e nos sentiríamos confortáveis para com ações conjuntas darmos a melhor saída para o País, sem vaidade se foi A ou B quem definiu.

Bolsonaro deve se afastar do 'gabinete do ódio' que o aconselha?

Se é que existe esse gabinete, ele sequer deveria existir. E se ainda tem, deveria ser desativado. Todo cidadão que se comporta com ódio passa a ser escravo de quem odeia. As pessoas que me odeiam eu quero alforriá-las. Todas. Nesse momento você tem que governar com muita solidariedade, transparência total dos seus gestos e amor a uma população que se sente desprotegida.

O presidente e seus apoiadores esperam do senhor independência intelectual ou submissão? Já estão dizendo que o senhor é 'traidor', que 'sua máscara caiu'. O senhor deve seus votos ao presidente?

Não existe essa mácula de traição na história de Ronaldo Caiado. Sou homem de lealdade ímpar, criado no enfrentamento. Nunca tive ação oportunista na minha vida. Essas pessoas que hoje querem se locupletar da vitória do Bolsonaro, a maioria deles estava acovardada quando o PT todo poderoso no Brasil. Eram serviçais e cortesãos palacianos na época que o PT era poderoso. Essa tese não me atinge. Esses robôs quererem dizer algo a meu respeito não vai mudar em nada minha trajetória. Sempre fui independente. Quando saí como médico com 39 anos de idade candidato a presidente da República, quando com 36 anos de idade enfrentei as esquerdas para garantir o direito de propriedade da Constituinte, quando enfrentei o PT nesses anos todos de vida. Tenho currículo próprio, tenho conduta própria e tenho estilo próprio. Nunca precisei de muleta para ter na minha vida política minhas vitórias e derrotas.

O senhor foi fundador da UDR, sempre representou uma direita tradicional. Como é hoje ter que ponderar a direita mais radical, fazer contraponto? A deputada Joice Hasselmann, que foi aliada mais recente do presidente, disse que as forças de direita prometeram na campanha uma direita racional e entregaram uma irracional e reacionária.

O presidente tem total condição, se mudar a sua postura no sentido de ouvir os seus aliados, ele ainda tem muitos, e ter um comportamento mais respeitoso com as pessoas que têm independência intelectual e moral, ele tem tudo para ser fortíssimo candidato à reeleição. Tem popularidade e a capacidade de poder mobilizar seu eleitorado como nenhum líder político da corrente defensora da economia de mercado já teve no País. Talvez anteriores ao período da Revolução (refere-se ao golpe militar de 1964) poderia ter algum, mas depois é o primeiro com capacidade de mobilização das pessoas. Tem pessoas que extrapolam, acham que vamos nos acovardar por ter sido criticado. As pessoas estavam na praça (em Goiânia, na manifestação pró-Bolsonaro e contra o Congresso e o Supremo, em 15/03) e eu fui lá dizer 'vão embora para casa, vocês não tem que estar aqui, não tem que fazer mobilização nenhuma'. As pessoas me vaiaram, mas depois caiu a ficha e vieram pedir desculpas, dizer que eu tinha razão.

O presidente está atrapalha ou ajuda o País ao falar sobre temas de Saúde que não domina?

Ele não só atrapalhou como criou uma situação de crise de governabilidade no meu. Lógico que traz sequelas. Teve consequências gravíssimas. Eu passei a madruga inteira dizendo que é para manter nosso pessoal, não pode sair à rua.

Empresários defenderam a tese de que '5 mil ou 7 mil mortos não justificam a crise econômica, que pode ser mais grave'. O senhor é médico e empresário, produtor rural. Perder alguma vida justifica evitar a recessão?

Esses empresários malucos, ávidos por cifrão, precisavam pensar um pouco onde no mundo o coronavírus passou e não deixou sequelas graves em desemprego e falência de empresas e também de mortalidade. O poder da Bolsa é muito grande, o poder dos aplicadores. Esse jogo da especulação é forte e poderoso e com vários tentáculos. O nome quarentena é interpretado pela população de forma errada e a maioria desses empresários também não sabe o que é isso. Os caras falam que são quatro meses sem trabalhar. Isso é de uma estupidez primária. Conhecem bem a nomenclatura de bolsa de valores, que se eu entrar num pregão não tenho a menor ideia do que estão falando, não sei o palavreado deles. Eles também não podem querer entender de saúde e achar que nós não temos sensibilidade e noção da hora que nós vamos começar a flexibilizar. É bom que se esclareça a eles que quarentena não quer dizer 40 dias nem quatro meses. Quarentena é algo que passou a ter esse nome para definir um período em que as pessoas estão fora de circulação. Agora, eu não posso fazer essa mesma referência aos empresários de Goiás, que estão me ajudando fortemente, com raras exceções, me ajudando na área social, com doações, apoio total com equipamento, cesta básica, álcool gel.

Como se avalia flexibilizar a quarentena?

Em Goiás vai ter 15 dias e termina em 4 de abril, quando eu vou saber reorientar quais setores e regiões, com dados técnicos que estou colhendo no período, com as regiões mais frágeis no atendimento de saúde e quais tem suporte maior, aí vou saber se posso liberar jovens com mais de 14 anos que os pais não precisam levar na escola, professores com menos de 50 anos... Liberar um setor que trabalha em distanciamento e local aberto, vamos supor, a área de mineração, de recuperação de rodovias. Eu vou mapeando as áreas que posso liberar a partir do dia 4 de abril. Ora, a situação piorou, está aumentando muito a infecção e sobrecarregando hospital, volta a quarentena de novo. Já demos conta de achatar a curva (de contaminação), libera novamente.

Houve a primeira morte hoje no Estado.

Eu tive hoje o primeiro óbito, uma senhora de 66 anos, de Luziânia, que estava internada em hospital particular e foi transferida para Goiânia, mas já chegou aqui com parada respiratória. A região mais frágil de Goiás é o entorno de Brasília. Nunca foi construído nenhum hospital estadual e tem 1,2 milhão de goianos. Pelo crescimento de contaminação em Brasília que teve um pico nos últimos dias em decorrência do cidadão, de muitos desses empresários que foram passar períodos fora e introduziram e realmente essa curva ascendente no Distrito Federal. Todo cidadão que for para Brasília ter risco maior de contaminação e de trazer o coronavírus para o entorno. É uma região que talvez eu tenha que fazer um alongamento da quarentena de 15 dias, mas se meu perfil no Sul do Estado tiver controle maior e estrutura hospitalar capaz de garantir atendimento aos casos com complicação, tudo bem, vamos liberando. Nós não vamos liberar por que o presidente da República falou que agora é para ter 'quarentena vertical'. Vamos liberar porque a análise técnica-científica propõe a flexibilização. Se agravar, vamos fechar de novo.


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Comentários

Fernandes

Na Itália há 1 mês, resolveram que a economia não podia parar. Hoje estão com a economia parada...E empilhando mortos. Tá bom assim, Bozolóides.?

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Caiado perdeu e esses governadores que quiseram aparecer perderam. A jogada de mestre o Bolsonaro acabou com todos. Agora vai chorar e tentar recuperar os eleitores que já não mais acreditam nele. Burrice é caro, principalmente na política.

Fernandes

É verdade. Bozonaro é um cagalhão.


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