FMO

20/01


2020

Fuga de presos: brasileiros no Paraguai relatam preocupação

Estudantes que moram em Pedro Juan Caballero afirmam que se trata da primeira fuga em massa, mas consideram cidade segura.

Sacos de areia encontrados em cela, após fuga de integrantes do PCC no Paraguai – Reprodução

Por Ludmila Honorato, do Estadão

Brasileiros que estudam em Pedro Juan Caballero consideram a cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, tranquila. Essa rotina de aparente calmaria, porém, foi interrompida neste domingo, 19, com a fuga de 75 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária Regional.

Embora o presídio fique distante do centro, eles relatam que a população tem medo de que residências sejam invadidas. Morando no Paraguai há quatro ou cinco anos, os jovens vivenciaram hoje a primeira fuga em massa de presos e a maioria fala à reportagem do Estado sob anonimato com receio dos desdobramentos do caso.

Esses estudantes integram um grupo de pelo menos 12 mil pessoas que saíram do Brasil para cursar Medicina no país vizinho. O movimento transformou Pedro Juan Caballero nos últimos dois anos.

"Por enquanto, está tudo normal, mas a população está com medo de invasão nas residências ou assaltos. Geralmente, quem faz isso aqui são essas pessoas que estavam presas, porque na cidade não tem assalto nem nada, é seguro. Mas agora que estão soltos, fica a insegurança", conta uma estudante de 21 anos que há quatro mora na cidade. Ainda assim, ela saiu de casa na tarde deste domingo para ir ao centro do município.

O policiamento foi reforçado e a estudante conta que havia muitas viaturas policiais na região. Outro estudante brasileiro relatou que poucas pessoas estavam nas ruas da cidade na tarde deste domingo. "Mas muitas não têm medo, a cidade é muito segura e dificilmente acontece algo com quem não tem envolvimento com tráfico", afirma.

A interna do curso de Medicina Lilian Batista de Oliveira, de 25 anos, reforça que, no geral, Pedro Juan é uma cidade bem tranquila e só se torna perigosa para quem "se envolve com coisa errada". "Eu nunca vejo [essas situações] afetarem de maneira direta. Quando acontece alguma coisa na fronteira, a gente fica com medo, mas nunca vi algo diretamente", diz. Ela conta que mora há cinco anos no município sem ter tido qualquer problema relacionado à segurança local. "No meu apartamento não tem garagem, meu carro ficou na rua durante cinco anos e nunca tocaram nele."

Do lado brasileiro da fronteira, o medo também existe diante desse cenário, segundo conta a estudante Vanessa Sibely, de 21 anos. "A população fica assustada, sim, mas não é muito comum acontecer coisas desse tipo que tenha grandes mobilizações", diz. Ela mora na divisa dos países há quase cinco anos e afirma nunca ter passado por uma situação de perigo. "Evito sair muito à noite, não vou dizer que a cidade não tem seus perigos, mas me sinto segura onde moro. Ao sair, seja para onde for, sempre tento ser cuidadosa."

De férias com a família no Brasil, um estudante de 26 anos que cursa Medicina em Pedro Juan Caballero relata que, para ele, o cenário quase não afeta a rotina acadêmica. "Mas para a população que convive com isso diariamente, assusta por aumentar o número de crimes devido à disputa entre facções pela fronteira. Mas ficamos preocupados, sim, porque é um grande número de fugitivos e, como sabemos que é uma área muito disputada, os riscos aumentam", conta.

No dia a dia, ele afirma que, apesar de toda a segurança da cidade, prefere se reunir com os amigos em casa. "Assim temos controle e segurança em saber quem frequenta nossa casa e não nos causará problemas."


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

20/01


2020

Davos: Trump e Greta estarão no centro das atenções

O presidente americano, Donald Trump - AFP

Por Conteúdo Estadão

O presidente americano, Donald Trump, e a ativista climática Greta Thunberg irão protagonizar a partir de terça-feira o Fórum de Davos 2020, encontro anual da elite política e econômica mundial, que realizará este ano sua 50ª edição.

O Fórum Econômico Mundial (WEF) reúne desde 1971 empresários e líderes políticos na pequena estação de esqui suíça, com o objetivo de se tornar um “centro de reflexão” sobre os problemas do mundo. Mas a reunião também é um ponto de encontro das elites mundiais e reflexo das divisões econômicas e geopolíticas do momento, como mostra este ano a presença simultânea de Greta e Trump.

A ativista sueca, 17, participará de Davos pelo segundo ano consecutivo, com um discurso aguardado na terça-feira para convencer a comunidade internacional e o mundo dos negócios a agirem com urgência frente às mudanças climáticas.

Já Donald Trump, um crítico de Greta conhecido por seu ceticismo em relação às mudanças climáticas, falará no dia seguinte, quando, em Washington, os senadores colocarão em andamento seu processo de destituição.

A agenda de Trump no fórum será marcada pela tensão com o Irã, após a morte, por um drone americano, do general iraniano Qasem Soleimani, à qual se seguiram medidas de represália de Teerã, e a derrubada de um avião comercial ucraniano por um míssil do Irã. O chanceler iraniano, Mohamad Zarif, cancelou sua presença em Davos, mas estará presente o presidente do Iraque, Barham Saleh.

O fórum, que será realizado até sexta-feira, também abordará a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que fecharam na última semana um acordo preliminar após dois anos de guerra tarifária. A delegação chinesa em Davos será liderada pelo vice-premier Han Zheng.

"Guerra Fria" tecnológica 

A lista de magnatas em Davos, muitos deles de grandes empresas de tecnologia, inclui Ren Zhengfei, fundador da gigante chinesa Huawei, vetado nos Estados Unidos, no que alguns classificam de nova “Guerra Fria tecnológica”.

A Europa será representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente espanhol, Pedro Sánchez, que formou um governo de coalizão com o partido de esquerda radical Unidas Podemos.

Entre os líderes latinos, destacam-se os presidentes de Colômbia e Equador. Jair Bolsonaro cancelou sua participação e será respresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

As outras duas grandes economias latinas – México e Argentina – mantêm um perfil baixo em Davos. No primeiro caso, com a presença da secretária de Economia, enquanto o governo do peronista Alberto Fernández decidiu não enviar um representante oficial.

Em relatório recente, o WEF aponta como “desafios-chave para a humanidade” o descontentamento popular causado pela instabilidade econômica, as mudanças climáticas, o desaparecimento acelerado da biodiversidade e o acesso desigual à internet e aos sistemas de saúde: “O mundo não pode esperar que desapareça a névoa de incertezas geopolíticas e geoeconômicas.”

Apesar disso, não se espera que Trump modere em Davos sua posição protecionista em matéria de comércio ou sua política para as mudanças climáticas, assinala o ex-diplomata americano e atual vice-presidente da consultoria IHS Markit, Carlos Pascual. “Provavelmente, ele mandará uma mensagem para os americanos, não para a comunidade internacional”, indicou. Com o foco em sua reeleição nas eleições de novembro, o objetivo de Trump será “insistir em que sua prioridade em política internacional continua sendo ‘America First'”.


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acolher

20/01


2020

Inep apura possíveis inconsistências nos dois dias de prova

Enem

Inep diz que apura "possíveis inconsistências" também na correção do 1º dia do Enem 2019. Ministério da Educação identificou falhas na correção do segundo dia de provas. Resultado da investigação sai nesta segunda-feira, diz instituto.

Presidente do Inep, Alexandre Lopes, fala sobre a apuração de 'inconsistências' no Enem 2019 //Reprodução

Por G1

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que apura "possíveis inconsistências na correção" tanto do primeiro dia quanto do segundo dia de provas do Enem 2019.

Até então, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia confirmado o erro apenas no segundo dia do exame (leia mais no fim da reportagem). Por enquanto, não há conclusão se houve falha também na primeira prova — os resultados da investigação vão ser divulgados nesta segunda-feira (20).

As provas do Enem 2019 aconteceram nos dias 3 e 10 de outubro. No primeiro dia, os inscritos realizaram as provas de Linguagens e Códigos e de Ciências Humanas, além da redação. No segundo, as questões eram de Matemática e de Ciências da Natureza.

"A força-tarefa realizada pelo Inep busca identificar as possíveis inconsistências na correção das provas do Enem2019, tanto do primeiro quanto do segundo dia. Na segunda-feira, 20, o instituto divulgará os resultados da ação", diz uma mensagem do Inep publicada na tarde deste domingo.

"Inconsistências" na correção do Enem 2019

Na manhã deste sábado (18) Weintraub afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado", referindo-se ao Enem 2019.

Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame. Já Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas” e que a revisão das notas ainda está em andamento.

O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas, diz Lopes. O endereço é [email protected]


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Prefeitura de Serra Talhada

19/01


2020

Nunca dependi, diz filósofa sobre pensão paga pelo Congresso

Helena Hirata é uma entre as 194 mulheres que recebem pensão por serem filhas solteiras de ex-parlamentares.

Por Estadão Conteúdo

Entre as 194 mulheres que recebem pensão por ser filhas solteiras de ex-parlamentares e de ex-servidores – caso revelado neste sábado, 18, pelo jornal O Estado de S. Paulo -, está uma filósofa que vive há quase meio século em Paris, onde estabeleceu uma carreira voltada a pesquisar, entre outras coisas, discrepâncias salariais na remuneração entre homens e mulheres. Helena Hirata alega nunca ter dependido da pensão mas, mesmo assim, aceita receber a benesse há 46 anos.

Filha do ex-deputado federal por São Paulo João Sussumu Hirata, a pesquisadora de 73 anos admitiu ao jornal O Estado de S. Paulo que recebe o benefício de R$ 16,8 mil mensais – R$ 218,4 mil por ano – pagos pelos cofres da Câmara. Apesar de não considerar o privilégio justo, alega aceitar o pagamento por ter sido orientada por seu advogado nesse sentido.

Helena optava por repassar os valores à mãe, falecida em 2016. Além da pensão, a filósofa contou que recebe aposentadoria como pesquisadora. “Nunca dependi dessa pensão, pois sempre tive bolsa ou trabalho remunerado e hoje sou aposentada do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França).”

Para efeito de comparação, somente o que ela recebe por seu pai ter sido deputado por três mandatos é quase o triplo do teto da aposentadoria do INSS para 2020, de R$ 6.101,06 por mês.

Helena recebe a pensão desde que o pai faleceu, em 1974. Militante feminista e autora de estudos sobre a remuneração desigual recebida por mulheres, ela reconhece que o benefício expõe a desigualdade dentro do universo feminino no Brasil. “As mulheres chefes de famílias, dentre as quais um número significativo de mães solteiras, são hoje mais de 40% no Brasil. Elas não recebem, embora sejam mulheres, solteiras e sem pai ou marido para sustentá-las, auxílio do tipo que a Câmara concede às filhas solteiras de deputados falecidos”, comparou.

O privilégio está previsto em uma lei de 1958, que dispôs sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. Filhas de funcionários públicos ganharam o direito de manter pensões mesmo após os 21 anos de idade, desde que se mantivessem solteiras. Bastava o deputado ter cumprido um mandato para garantir o sustento para a filha pelo resto da vida.

A legislação, em vigor até 1990, estabelecia que a pensão se aplicava para aquelas que não eram casadas e nem ocupavam “cargo público permanente”, mas não especificava a natureza ou espécie dos cargos abrangidos. Na época em que a lei foi aprovada, em 1958, a ideia era oferecer amparo financeiro a mulheres que eram dependentes dos pais. Passados 62 anos, quase 200 mulheres ainda recebem esse benefício.

O dispositivo foi suspenso por uma outra lei, de 1990, mas quem já recebia a pensão manteve direito ao benefício. O pagamento não era restrito ao Legislativo, mas, no caso de congressistas, quem assumia um mandato tinha a opção de acolher as filhas.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que, após ler a reportagem no portal do Estadão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encomendou à direção da Casa um estudo sobre eventuais maneiras de acabar com os pagamentos.


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19/01


2020

Decreto autoriza MEC a produzir material didático

"Viés ideológico":  Decreto autoriza MEC a produzir material didático, competindo com setor privado.

O Globo - Por Ancelmo Gois

 

Isto pode, Salim Mattar?

No último dia do ano passado, o Diário Oficial publicou o decreto 10.195, autorizando a Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências, do MEC, a produzir material didático — ou seja: competindo com o setor privado. A grosso modo, é como se o Ministério da Agricultura resolvesse plantar café.
Isso sem falar no “risco de viés ideológico”: materiais didáticos feitos com orientação ideológica e não pedagógica.

Por falar em desestatização...

Pelo menos no setor de energia, todas as operações em curso de privatização nasceram no governo Temer. Um ex-dirigente lembra que a única redução do tamanho da Petrobras no atual governo foi se desfazer dos equipamentos de ginástica da academia dos empregados da estatal. Parece maldade. E é.


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Prefeitura de Limoeiro

19/01


2020

Prefeito de Olinda lamenta morte de Queiroz Galvão

“Recebi com profundo pesar a notícia do falecimento de Antônio de Queiroz Galvão. O empresário foi um exemplo de determinação, idealizando importantes obras, capazes de impulsionar o desenvolvimento de todo o Nordeste, sobretudo de Pernambuco. O grupo, criado por ele, deixa um grande legado na área da construção civil, permanecendo relevante em todo o país. Que Deus conforte todos os amigos e familiares neste momento tão difícil”.

Professor Lupércio

Prefeito de Olinda 


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Banner de Arcoverde

19/01


2020

A previsão de Guedes para o PIB dos próximos anos

Marcelo TheobaldMarcelo Theobald | O Globo

O Globo - Por Lauro Jardim

Paulo Guedes trabalha com o seguinte cenário de crescimento para o PIB: 1% em 2019 (plano que se concretizou), 2% para este ano, 3% para 2021 e 4% para o ano da próxima eleição presidencial.

Em conversas privadas, diz que sua equipe estima que em 2020 o PIB pode chegar a 2,5%, mas ele prefere ser prudente.


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19/01


2020

Montagem de palco muda itinerário de 12 linhas de ônibus

Carnaval – Bairro do Recife

Mudança ocorre a partir da segunda-feira (20), no Cais da Alfândega. Via fica interditada para o tráfego de veículos até o fim da folia e a desmontagem da estrutura.

Cais da Alfândega fica no Bairro do Recife — Foto: G1/Arquivo

Por G1 PE

Doze linhas de ônibus que circulam no Centro da capital pernambucana passam a ter mudanças no itinerário, a partir da segunda-feira (20). O motivo é a montagem da estrutura para um dos palcos do carnaval 2020 na cidade.

A alteração afeta os coletivos que passam no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife, pois a via fica interditada para o tráfego de veículos. O bloqueio ocorre até o fim do carnaval e a desmontagem total da estrutura.

Confira as linhas afetadas aqui: Montagem de palco do carnaval muda itinerário de 12 linhas ...


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19/01


2020

Renovação: contabilizados 71 pré-candidatos em capitais

Crise de representatividade dos partidos faz crescer número de pré-candidaturas a prefeito ligadas a movimentos de formação política; nomes foram apresentados em 21 Estados.

Charbel Elias Maroun, pré-candidato do Novo à prefeitura do Recife. Foto: Reprodução

Por Paula Reverbel, do Estadão

O interesse crescente pelos grupos e movimentos de renovação e formação política no País vai se refletir nas eleições municipais deste ano. Em 2019, com a persistente crise de representatividade dos partidos tradicionais, o número de alunos e apoiadores destes grupos se multiplicou. O fenômeno deverá resultar em um boom de candidaturas majoritárias associadas a organizações suprapartidárias que formam lideranças ou que buscam renovar a prática política, segundo levantamento do Estado.

Faltando nove meses para as eleições municipais, ao menos 71 egressos desses movimentos civis já manifestaram interesse em concorrer em capitais de ao menos 21 Estados. A participação em grupos de formação política se tornou uma credencial para candidaturas, o que leva partidos a disputarem os novatos oferecendo estrutura material e suporte.

Em um dos poucos movimentos que já existia em 2016, a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), o número de interessados em disputar as prefeituras das capitais até agora já é maior do que o total de candidatos ligados ao grupo que disputaram a eleição de 2016, incluindo na conta as cidades menores. Segundo o grupo, 49 dos inscritos querem estar nas urnas em outubro. Em 2016, saíram da Raps 22 candidatos a prefeito, oito deles em capitais.

Moraes, então no PSC, concorreu com Ney Leprevost (PSD) e foi derrotado. "Eu voltei às atividades do consultório, mas com desejo de retornar (à política)", disse. Após passar pela última turma do RenovaBR, ele também se filiou ao Novo. Além de Maroun e Moraes, o grupo contabiliza outros 12 pré-candidatos a capitais que fizeram em 2019 o curso de qualificação para atuar na esfera municipal. Ao todo, 1.170 pessoas de 410 cidades se formaram na última turma do RenovaBR, divididas em 30 dos 33 partidos que existem hoje no Brasil.

O movimento, alegando alta procura, decidiu abrir novo processo seletivo no início deste ano para atender interessados em se candidatar a prefeito ou vereador nas disputas municipais. Numa peça publicitária em que anuncia os novos cursos, o RenovaBR conclama: "Seja a pessoa que você quer eleger".

O Livres, um movimento de viés liberal, já tem seis associados pleiteando apoio às suas pré-candidaturas a prefeito de capitais. Um dos concorrentes é o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ), que deve se lançar no Rio. Após ganhar fama em 2016, quando denunciou a pressão de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência, para liberar uma obra em Salvador, ele se ligou a vários grupos de renovação.

Depois de ganhar notabilidade nas mobilizações de rua pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o Movimento Brasil Livre (MBL) também já tem apresentado nomes para as eleições municipais deste ano.

O Estado procurou nos últimos dias outros grupos, como Acredito, Agora!, Vote Nelas e Ocupa Política, que informaram não ter ainda uma lista prévia de possíveis candidatos a cargos majoritários no País.

Para alguns pré-candidatos, os grupos civis são uma forma de driblar a falta de contatos nos partidos políticos para se apresentar ou de recursos financeiros para tocar uma campanha. "As pessoas têm medo de ir para a política", afirmou ao Estado Charbel Elias Maroun, pré-candidato do Novo à prefeitura do Recife. "Primeiro, porque acham que é caro e que tem que gastar muito dinheiro - e eu não as culpo porque é isso o que a gente tem visto. Segundo, porque elas acham que não têm o apoio de ninguém."

Maroun estreou nas urnas em 2018, após integrar a primeira turma do RenovaBR, apoiado pelo apresentador de TV Luciano Huck - cotado como possível candidato à Presidência em 2022. Ele gastou R$ 70 mil na campanha, conquistou 22 mil votos, mas não garantiu a vaga de deputado federal. A candidatura de Maroun é quase certa, já que o Novo fez um processo seletivo para definir seus nomes e ele é o único aprovado para disputar a prefeitura do Recife. Falta apenas a confirmação da convenção municipal. "Fui submetido a provas, a testes, a headhunters e tudo mais", destacou.

Embate. O desconforto com antigas práticas partidárias é outro fator que empurra jovens políticos ou aspirantes a políticos para os grupos de renovação. O médico João Guilherme de Moraes diz ter se frustrado em sua primeira tentativa de entrar no Executivo municipal, em 2016. Vice na chapa que foi ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Curitiba, ele se queixa de coligações que unem siglas sem afinidade programática em busca de tempo de TV. "Atrapalha a estrutura partidária e essa questão de as agremiações no Brasil terem dono", afirmou.


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19/01


2020

Queiroz era homem de visão, diz Jarbas

Foi com muito pesar que recebi a notícia do falecimento do Dr. Antônio de Queiroz Galvão um dos maiores empresários do país, natural de Timbaúba, Pernambuco. Foi um homem simples, honrado, de visão e que criou uma plataforma empresarial de excelência. Tive a oportunidade de tê-lo como amigo e manifesto minha admiração também pela figura humana, serena e equilibrada, qualidades de seu próprio perfil. À sua família meus sinceros sentimentos.

 Senador Jarbas Vasconcelos 


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