FMO

15/12


2019

Equipe econômica passou por media training

O media training da equipe econômica. Antes de enviar pacote ao Congresso, time de Guedes teve treinamento duro.

Paulo Guedes e secretários no Congresso Nacional Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo 
Época - Coluna de Guilherme Amado
Por Eduardo Barreto

 

A preparação da equipe econômica para divulgar o pacote de medidas enviadas ao Congresso, em novembro, incluiu um duro treinamento sobre como se portar numa entrevista — chamado pelas agências de assessoria de imprensa de “media training”.

O treinamento, no fim de outubro e somente para os que seriam os "porta-vozes para divulgação do pacto federativo", foi feito por meio de um contrato antigo do ministério com a agência InPress, assinado em 2014, para consultoria, planejamento e assessoria de comunicação.

O contrato, de R$ 7,3 milhões, tinha inicialmente vigência de um ano e foi prorrogado pelo período máximo, até o fim de 2019. O Ministério da Economia informou que recebe três treinamentos desse tipo por ano, e que cada um custa R$ 22,6 mil.

O diagnóstico feito pela InPress sobre os secretários da equipe econômica que falariam à imprensa traz constatações curiosas.

"Ele diverge muito e, com isso, passa a impressão de que não vai responder, de que está 'enrolando’", disse a sugestão da agência para o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues.

O secretário de Desburocratização, Paulo Uebel, foi orientado a "ter cuidado com o tom de voz e a velocidade com que responde", para "não passar a impressão de arrogância".

Já o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, foi avisado de que, ao falar, "demonstra irritação quando tem que explicar várias vezes o que já falou".

Bruno Funchal, diretor da secretaria de Fazenda, recebeu conselhos para "não falar demais e dar margem a outras demandas e interpretações".

(Por Eduardo Barretto)


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkkk. Parece até que a Época tem fontes no Governo. Aja inventar matéria.


Governo de PE

15/12


2019

Armando: Oposição deve apresentar um projeto de mudança

O ex-senador Armando Monteiro (PTB) manifestou, hoje, preocupação com o lançamento antecipado de nomes para prefeito do Recife, pelo senador Fernando Bezerra (MDB), sem conversa prévia com o conjunto do bloco oposicionista. “Falar de nome agora é um desserviço tanto para a oposição, quanto para o Recife. O que deve unir a oposição é a discussão de um projeto de mudança para a cidade, com propostas de gestão eficiente, geração de emprego, renda, melhoria na prestação de serviços básicos, o cuidado com o Recife que está abandonado e, principalmente, resgatar a autoestima do recifense”, afirmou.  

Armando Monteiro ressalta que os partidos da oposição têm nomes preparados e qualificados para disputar a prefeitura do Recife. “No entanto, devemos cumprir etapas e nos unir em torno de propósitos que estejam conectados com os desejos do recifense. É clara a insatisfação com a falta de cuidado com a cidade, com a má gestão e com estagnação econômica da nossa capital”, defendeu, destacando que o foco deve ser entender cada vez mais os problemas e as demandas da cidade.

“Nomes bons nós temos como Mendonça Filho, Daniel Coelho, Silvio Costa Filho, Priscila Krause e Marco Aurélio. No entanto, defendo que antes do nome a oposição tenha um projeto comum para mudar o Recife”, afirmou. 

Armando destacou, ainda, que a oposição deve considerar futuramente nas discussões da pré-candidatura, o nome do deputado federal Raul Henry (MDB), que militou até recentemente ao lado do PSB, tendo sido vice-governador de Paulo Câmara no primeiro mandato do socialista, e tem manifestado o desejo de candidatura.


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EMPETUR

15/12


2019

Como escapar das armadilhas de crédito fácil

Saiba como escapar das armadilhas de crédito fácil estampadas nas propagandas. Estudo do Idec mostra que 47% das peças publicitárias têm irregularidades, como letra miúda e informação incompleta.

Pesquisa mostra que 40,8% das publicidades sobre crédito têm asteriscos ou letras pequenas que dificultam a leitura Foto: Pixabay / Pixabay.

O Globo - Por Luciana Casemiro

RIO - “Rápido, fácil e sem burocracia”: é assim que boa parte de bancos, financeiras, correspondentes bancários e fintechs apresentam a oferta de crédito em sua publicidade. Em análise de 125 peças — de panfletos a postagens de empresas em redes sociais —, 47% foram identificadas como abusivas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Não só a publicidade banaliza a concessão do crédito, num país em que 64% das famílias estão endividadas, como também omite informações básicas como taxa de juros e custo total da operação, em descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da regulamentação do setor.

Casa própria:Com redução dos juros, financiamento pode ficar até R$ 35 mil mais barato

— As propagandas mais agressivas são de financeiras. Mas, apesar de adotarem um discurso alternativo, as fintechs também lançam mão de letras miúdas. O fato é que, de forma geral, as publicidades trazem a mensagem subliminar de que não há risco — diz Ione Amorim, economista do Idec.

A economista chama atenção para o fato de que 40,8% das publicidades tinham asteriscos e/ou letras pequenas que dificultam a leitura. Esse recurso foi usado em mais de um terço das ofertas de crédito consignado.

— A pesquisa é o retrato do que vemos no dia a dia. Não adianta a instituição dizer que tem programa de educação financeira e manter uma oferta agressiva em grau máximo como a do consignado — pondera Patrícia Cardoso, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria do Rio, relatando alta de 30% no atendimento a superendividados neste ano.

Cartão de crédito e consignado

O levantamento do Idec se concentrou na oferta de linhas de empréstimo via cartão de crédito, consignado e crédito pessoal, além daquelas direcionadas a negativados e à renegociação de dívidas. E aponta que em apenas um terço das ofertas em que há simulação de crédito, nas quais é obrigatória a informação do custo total da operação, esse dado aparece.

— As instituições não se importam com a capacidade de pagamento porque ganham mais com a dívida do que com o pagamento — diz Claudia Lima Marques, diretora do Observatório do Crédito e Superendividamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Aplicativos: Eles ganham mais espaço no orçamento. Confira dicas para não ter surpresa no fim do mês

Para o Idec, a pesquisa reforça a urgência da aprovação do projeto de lei 3.515/2015 (o PL do Superendividamento) em trâmite na Câmara. O texto acrescenta um capítulo sobre concessão de crédito ao CDC, no qual proíbe uso de expressões como “sem juros” e “gratuito” na publicidade.

Segundo Amaury Oliva, diretor de Autorregulação e Relações com Clientes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), desde 2008 a autorregulação trata de publicidade clara e transparente. E o índice de cumprimento é de 95%.

— É um assunto de extrema importância para nós.

Para Rafael Pereira, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital, que representa fintechs, a leitura feita pelo Idec é equivocada:

— É propaganda, não há como fazer todos os alertas. Na concessão do crédito, tudo é feito de forma responsável.

A especialista em psicologia econômica, Vera Rita de Mello, questiona os estímulos usados nesse mercado:

— Ele usa o conhecimento de psicologia para seduzir o consumidor e evitar a reflexão. Lógico, essa estratégia tem um efeito sobre o endividamento. O mercado precisa mudar esses estímulos.

Reflita. Empréstimo não deve ser feito para pagamento de despesas corriqueiras. Só se deve contratar crédito em ocasiões excepcionais. Um crédito de emergência pode comprometer seu orçamento por 96 meses, isto é, cinco anos.

Confira as orientações de especialistas

Sem pressa: Não contrate empréstimo por telefone, nem por impulso. Desconfie de quem fizer pressão para que tome a decisão rápido ou para que antecipe o pagamento.
Não se iluda: As ofertas de crédito para negativados, sem comprovação de renda, sempre embutem juros mais altos, bem acima da média praticada pelo mercado.

Linhas de crédito: Verifique as condições de diferentes linhas de crédito para achar a mais adequada a sua necessidade.

Compare: Não feche o contrato sem comparar a oferta com a de outras instituições. Não olhe só para o valor da mensalidade, mas o custo total da operação de empréstimo.
Contrato: Antes de assinar, leia o contrato, verifique a taxa de juros, a soma do total de parcelas e o CET (custo efetivo total). Essa taxa engloba todos os encargos e despesas que incidem sobre a operação. Nunca contrate empréstimo sem entender todas as cláusulas. Exija a cópia do contrato.
Renda: Antes de contratar um novo crédito, calcule o valor da soma dos empréstimos que já possui. Sempre tenha em mente que a soma das parcelas de todos os financiamentos não deve ultrapassar 30% da renda mensal.

Dúvida: Se estiver inseguro, consulte um órgão de defesa do consumidor.


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Prefeitura de Paulista

15/12


2019

Impunidade: assembleias em situação de anarquia

Fachada da Alerj — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Impunidade deixa assembleias em situação próxima da anarquia. 

 

Falta de critérios comuns de zelo com o dinheiro público favorece desvios e apropriação de recursos.

O Globo - Editorial

 

São muitos os casos de peculato, com desvios de verbas, furtos e apropriação de bens materiais e de dinheiro público por parlamentares e funcionários, com investigação pendente há quase duas décadas nas casas legislativas de Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Alagoas e Amapá. E há novos inquéritos abertos no Rio, em Pernambuco e, também, em Rondônia.

São diversos os crimes. Difundiu-se pelo país a prática da “rachadinha”, a apropriação ilegal pelos parlamentares de parte das remunerações pagas aos funcionários.

Na Assembleia do Rio, que já consome 1,61% do orçamento estadual, revelou-se milionário e irregular movimento de dinheiro público em dezenas de gabinetes parlamentares, entre eles o do ex-deputado e atual senador Flávio Bolsonaro. Os casos se repetem nos estados.

Se há padrão nos delitos, em contrapartida inexistem critérios comuns de zelo com o dinheiro público. Isso tem permitido decisões como a dos deputados paulistas que resolveram distribuir R$ 10,12 milhões do Tesouro estadual em “bônus natalino” a 3.266 funcionários. Ou, ainda, o drible na legislação para pagamento de supersalários de R$ 45 mil no Legislativo fluminense.

No Piauí e Amapá, onde um terço da população sobrevive com R$ 450, o Legislativo mantém salários iniciais de R$ 12 mil, mais todo tipo de gratificações. São os estados mais pobres que gastam mais com parlamentares: em média 20% mais do que os ricos. Nas Câmaras de Vereadores das capitais mais pobres, as despesas são 16% maiores, segundo estudo da Transparência Brasil.

O descontrole nos gastos e a impunidade nas assembleias estão criando ambiente propício para novos feudos legislativos: a eleição antecipada das Mesas Diretoras, responsáveis pela gestão dos orçamentos.

No Maranhão, em Goiás e no Espírito Santo, anteciparam-se eleições dos dirigentes, do biênio 2021-2023. Goianos e maranhenses foram reeleitos por aclamação. Os deputados capixabas preferiram recuar, diante da forte reação da opinião pública.

A impunidade está deixando a maior parte das assembleias legislativas em situação próxima da anarquia.


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15/12


2019

Álvaro Dias foi a Fachin interceder por senadora cassada

Senador esteve com ministro do STF antes de julgamento.
Álvaro Dias e Selma Arruda Foto: Daniel Ramalho / AFP e Jefferson Rudy / Agência Senado
Época - Coluna de Guilherme Amado

 

Um dos testemunhos que mais sensibilizou Edson Fachin a votar a favor de Selma Arruda, a senadora cassada pelo TSE e que era conhecida como Moro de Saias, foi o de seu conterrâneo Álvaro Dias.

Dias esteve com Fachin antes do julgamento para defender a idoneidade de Selma.

Deu certo: Fachin foi o único a votar a favor da senadora.


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Prefeitura de Ipojuca

15/12


2019

Universidades de outros países utilizam Enem na seleção de alunos

Universidades da Europa, Canadá e EUA usam Enem na seleção de alunos. Prova brasileira já começa a substituir prova desses países em algumas instituições, incluindo Toronto, Temple e a prestigiada NYU.

Imagem de arquivo/Agência Brasil

Estadão Conteúdo - Luciana Alvarez

 

Primeiro, a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abriu portas de universidades em todo o Brasil. Nos últimos cinco anos, virou passaporte para instituições portuguesas - hoje são 47 que adotam a prova como critério de ingresso. Agora, o exame cruzou ainda mais fronteiras: universidades dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda e Escócia têm usado a nota do teste como parte do processo seletivo ou atalho para cursos e até bolsas.

Além de sinal de prestígio do Enem, isso faz parte de um movimento crescente de instituições fora do País, que apostam em formatos flexíveis de ingresso para atrair alunos de vários países e propiciar mais diversidade nos câmpus. Segundo especialistas, a chance de usar a nota da prova do país de origem permite avaliar o aluno em seu próprio contexto acadêmico e amplia o leque de opções.

Para o estudante brasileiro, a experiência em uma boa escola estrangeira envolve qualidade de ensino, contato com docentes e colegas de várias partes do mundo e oportunidades de carreira. Para o Brasil, o trânsito de mais alunos - daqui para fora e vice-versa - cria um ambiente universitário internacional e ajuda a fortalecer conexões, dentro e fora da academia.

Como cada país tem sistema de ensino próprio, e cada instituição é autônoma para definir regras, não há modelo único sobre como usar o Enem. Para quem deseja concorrer a uma vaga nos Estados Unidos ou no Canadá, prestar os exames padronizados - como ACT e SAT, espécie de 'Enems' americanos - costuma ser o padrão.

Em alguns casos, contudo, o Enem já substitui essas provas. É assim nas universidades de Toronto e nas americanas de Northeastern, a Temple e até a de Nova York (NYU) - 29.ª melhor instituição de ensino superior do mundo no ranking da revista Times Higher Education.

Mas, diferentemente do Brasil, no exterior é comum que o processo seletivo envolva ainda entrevistas, análise de histórico escolar e cartas de apresentação. Em geral, os comitês de seleção aceitam o Enem como complemento ao portfólio que o candidato deve enviar.

Marina Schor, de 22 anos, conta que seu foco estava no exterior desde o início do ensino médio, mas precisou apresentar boa nota no Enem para ser aceita em Biologia Animal Aplicada na Universidade da Columbia Britânica, Canadá. "Passei três anos me preparando para sair do país, fiz atividades extracurriculares, artísticas, trabalho voluntário, prestei o SAT - e não estudei com foco no Enem." A surpresa foi que a universidade pediu que apresentasse a nota do exame brasileiro.

"Como me candidatei em várias (faculdades), talvez não tenha prestado atenção direito nas exigências, mas fizeram questão de ver minha nota no Enem, mesmo com o SAT", diz a jovem. "Ainda bem que meu colégio me preparou bem e eu tinha um bom resultado."

Muitos sotaques

"Estudantes internacionais trazem diversidade de opiniões e perspectivas à universidade, o que beneficia a todos. Ao trazer estrangeiros para nosso campus, de certo modo o mundo vem para cá", diz Jacqueline McCaffertty, diretora do Centro para Língua e Cultura Americana da Universidade Temple, na Pensilvânia.

A exigência de nota varia. Na Temple, que passou a aceitar o Enem para o ano letivo que começa em setembro de 2020, o ideal é que o candidato tenha desempenho acima de 600 pontos (a escala vai de zero a mil). "(Usar a prova do país de origem) permite que o aluno inicie o processo de admissão com o melhor de si", diz Jacqueline, que relata ter boa experiência com estudantes do Brasil.

Após uma sequência de quedas, motivada pela crise econômica e pelo fim do Ciência sem Fronteiras, programa federal de bolsas de intercâmbio, o número de brasileiros nos Estados Unidos voltou a crescer. No ano letivo 2018-2019, havia lá 16.059 matrículas brasileiras, segundo o relatório Open Doors, da rede Education USA, afiliada ao Departamento de Estado americano. O número foi 9,8% mais alto que no ano anterior.

Para Leonardo Trench, da consultoria Gradeup, está em curso um movimento de diversificação na forma de escolher os melhores candidatos. "As universidades olham para outras habilidades e competências."

Instituições do Reino Unido também passaram a considerar o Enem. Nas universidades Kingston, Glasgow, Birkbeck e Bristol, boas notas no exame abrem as portas para participar dos Foundations Programmes. São projetos de estudo de um ano específico para alunos internacionais, espécie de pré-graduação para quem não cumpriu todos os requisitos do currículo britânico de ensino médio. Nessa fase, o aluno aperfeiçoa o inglês, tem aulas de Redação, metodologia de pesquisa e estudo dirigido.

Na Kingston, em Londres, é cobrado aproveitamento de, no mínimo, 55% no Enem. Já outras instituições, como a Cork College, na Irlanda, aceitam o Enem como critério para ingresso dos que já tenham feito ao menos um ano de graduação reconhecida no país de origem. É possível entrar direto com a nota do Enem, segundo consultores, mas isso só costuma ocorrer se houver notas muito altas.

Mas, com ou sem Enem, o inglês é o principal desafio. "Ainda é a grande barreira para brasileiros. Por isso, quem quer estudar fora precisa se planejar com bastante antecedência", explica Juliana Kagami, coordenadora do Prep Estudar Fora, projeto que ajuda gratuitamente alunos que tentam vaga no exterior.

A consistência no formato e na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve 5,5 milhões de inscritos este ano, ajuda no reconhecimento do teste no exterior. A prova é o principal meio de acesso ao ensino superior público e privado do País. Contribui ainda o êxito do acordo do Ministério da Educação (MEC) com 47 instituições portuguesas, incluindo a tradicional Universidade de Coimbra, para usar a prova como critério de ingresso.

Diferentemente de Portugal, universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido não têm convênio formal com o MEC. O Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC, disse ao Estado que há negociações com escolas da Espanha, mas não deu detalhes.

"Há entendimento das universidades estrangeiras do nosso sistema de ensino e avaliação. Tudo se iniciou por Portugal, pelo laço histórico. Com o tempo, outros passam a prestar atenção", diz Leonardo Trench, da consultoria Gradeup. Com a admissão facilitada, o total de universitários brasileiros em Portugal explode. Em 2012 havia 3,2 mil e, no 1.º semestre deste ano, mais de 13 mil. Cursos mais em conta para a classe média, a experiência internacional e o pessimismo com o cenário político-econômico do Brasil pesam na escolha.

Para Matheus Tomoto, da Universidade do Intercâmbio, especializada em ajudar brasileiros a estudar fora, há mitos sobre o preço dessa opção. "Quanto custa a faculdade particular de Medicina no Brasil? Em muitos casos, a Europa é mais barata. O aluno deve pesquisar custos do estudo, hospedagem, alimentação."

"Minha ideia era estudar Economia, mas pensava em fazer faculdade em São Paulo mesmo. Após uma experiência internacional no ensino médio, aos 16 anos decidi que tentaria fazer faculdade fora. Nesse período aprendi como funcionava o sistema de ensino americano, conheci professores e lugares incríveis e ainda fiquei sabendo que várias instituições oferecem bolsas. Como venho de família bem humilde, precisaria de uma.

Eu me candidatei em 10 instituições americanas; fui chamado em 9. Escolhi a Dartmouth (universidade no Estado de New Hampshire), que faz parte da Ivy League (grupo de oito instituições de ensino superior de elite dos EUA), onde comecei a estudar em setembro de 2016. Para passar pelos processos seletivos, tirei um ano sabático depois do ensino médio, para me dedicar só a eles.

Em nenhuma das instituições o Enem era obrigatório, ou eliminava a necessidade de outra prova. Mas o comitê de seleção da Dartmouth me perguntou se eu tinha feito outro teste padronizado além do SAT (o "Enem americano") e depois pediu para ver como fui. Como tive bom desempenho, enviei meus resultados.

Minha nota na redação foi 980 (em mil), e mostrei o gráfico do Inep (órgão que faz o Enem), que me colocava entre os 0,3% melhores do País. Foi algo que impressionou bastante e me ajudou a ter a vaga e a bolsa. Por isso, sempre aconselho quem foi bem no Enem a enviar a nota, ainda que não seja pedido ou obrigatório.

E a ideia de estudar fora traz uma aura de glamour, encanta. Mas no dia a dia tem muito estresse, os alunos são competitivos. Não à toa o renome que as instituições têm: são de fato exigentes."/COLABOROU PALOMA COTES


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Prefeitura de Abreu e lima

15/12


2019

Comissão do governo barrou 66 questões no Enem

Objetivo da varredura era eliminar conteúdos com 'abordagem controversa' e 'teor ofensivo', segundo grupo criado na gestão de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub, ministro da Educação. - Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo - Por Victor Vieira

 

A comissão criada pela gestão Jair Bolsonaro para inspecionar questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) barrou o uso de 66 perguntas do banco de itens da prova. Montado com o objetivo de fazer varredura de conteúdos com "abordagens controversas" e "teor ofensivo", o grupo foi visto por especialistas como uma estratégia de censura. Desde 2018, Bolsonaro tem criticado um suposto viés ideológico do teste.

A triagem foi feita em março, mas o Ministério da Educação (MEC) só tornou o balanço público esta semana. O governo alega ter esperado o fim de todas as aplicações do Enem - candidatos em presídios fizeram o teste nos dias 10 e 11. Os itens condenados estão, principalmente, em duas áreas: Ciências Humanas (29) e Linguagens (28). Também foram "desaconselhadas", nas palavras do MEC, cinco perguntas de Ciências da Natureza e quatro de Matemática.

O conteúdo das questões barradas não foi divulgado. Nesta edição, pela primeira vez desde 2009, a prova deixou de fora o tema da ditadura militar e também não tratou de direitos LGBT, tema polêmico para apoiadores de Bolsonaro. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do ministério responsável pela prova, também não esclareceu se foi acatada a recomendação de excluir todos os 66 itens listados das opcoes disponiveis para o exame. A previsão inicial era de que caberia ao Inep a decisão final de usar ou não a questão listada pela triagem na prova.

A nota técnica que previa esse filtro no Enem indicava o objetivo de rastrear "teor ofensivo a segmentos e grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais", mas não detalhou quais seriam. Também apontava que a análise deveria mirar "temáticas que não se coadunam com os objetivos do exame". O Ministerio Público Federal chegou a questionar a competencia dessa comissão.

O estoque do Enem tem milhares de questões, que passam por rigoroso processo de pré-teste e revisão, mas o número exato é mantido sob sigilo por segurança. O total de itens barrados, portanto, representa apenas uma parte bem pequena do total.

A comissão responsável pelo pente-fino era formada por um assessor do ministério, antigo aluno do ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez, um diretor do Inep e um procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, como representante da sociedade civil. Os critérios para a escolha dos nomes nunca foram esclarecidos.

Após a realização do Enem, nos dias 3 e 10 de novembro, Bolsonaro elogiou a edição deste ano. Segundo ele, é importante que a prova tenha questões que "reconheçam a família" e o "valor do Estado brasileiro", mas sem ideologia política ou de gênero. No início do ano o presidente chegou a sinalizar que gostaria de ter conhecimento prévio do conteúdo da prova, mas depois o ministério descartou que tenha havido consulta prévia às provas.

A elaboração e organização do Enem envolvem forte esquema de segurança e um número bastante reduzido de funcionários têm acesso ao exame. Principal vestibular para acesso a universidades públicas e privadas do País, a prova foi feita por mais de 3,7 milhões de candidatos neste ano. Em 2020, o MEC pretende iniciar um projeto-piloto para aplicar uma versão digital do teste, para 50 mil estudantes. A ideia é ter a prova 100% online até 2026.


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Prefeitura de Serra Talhada

15/12


2019

Stédile: “Marta não é bem-vinda de volta ao PT”

"Marta não é bem-vinda (de volta ao PT)", diz Stédile em evento do MST.

Foto/Estadão

Por Estadão Conteúdo

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fechou a porta para a volta da ex-prefeita Marta Suplicy ao PT. Em evento realizado neste sábado (14), em Guararema (SP), João Pedro Stédile, da coordenação nacional do movimento, manifestou diante de lideranças petistas o descontentamento com uma possível volta de Marta ao partido. “Marta não é bem-vinda de volta ao PT”, resumiu Stédile.

Marta deixou o partido em 2015 com fortes críticas aos casos de corrupção envolvendo integrantes do partido revelados nos escândalos do Mensalão e Lava Jato e se filiou ao MDB. No ano seguinte, a então senadora votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff e, depois, se incorporou à base de apoio de Michel Temer.

Há alguns meses, no entanto, ela tenta uma reaproximação com a esquerda depois de se desfiliar do MDB. O movimento teve reação positiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que em uma entrevista disse que Marta foi a “melhor prefeita que São Paulo já teve”.

Respaldados por Lula, alguns líderes do PT tentaram articular a volta dela ao partido, mas a hipótese mais provável é que Marta se filie a outra legenda. Lula projeta uma chapa com a ex-prefeita como candidata a vice de Fernando Haddad.

Em jantar com advogados do grupo Prerrogativas, duas semanas atrás, ele disse estar à disposição para cumprir qualquer papel que ajude na formação de uma frente de centro-esquerda capaz de se opor ao governo Jair Bolsonaro.

Segundo João Paulo Rodrigues, que também integra a coordenação nacional do MST, o movimento aceitaria a presença de Marta em uma chapa com Haddad (que também é o preferido dos sem-terra). “Aliança é possível. Já votamos no Mário Covas contra o Paulo Maluf na eleição para o governo de São Paulo em 1998, né?”, lembrou o líder sem-terra.

O veto do movimento a Marta aconteceu durante o encontro de fim de ano dos amigos do MST na Escola Nacional de Formação Florestan Fernandes, em Guararema (SP).


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Esse crápula devia tá preso. Realmente, é o Estadão dando voz a bandidos.


Prefeitura de Limoeiro

15/12


2019

TCU no caminho do Planalto

O "espinho" do TCU no caminho do governo Bolsonaro. Subprocurador-geral Rocha Furtado já fez 67 representações aos ministros e, em 45 delas, ele pede para fiscalizar atos do Executivo.

Foto: TCU/DIVULGAção

Estadão Conteúdo - Por Breno Pires


BRASÍLIA - Ele se define como um espinho no caminho do governo do presidente Jair Bolsonaro. O subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Rocha Furtado, um cearense bem humorado de 52 anos, não economiza nas ações contra o Executivo. Em onze meses, ele fez 67 representações aos ministros do TCU, 45 delas para pedir que fiscalizassem a Presidência, pastas e autarquias.
 

MP no TCU pede investigação sobre Guedes por perdas com dólar

As proposições de Lucas têm deixado autoridades incomodadas. Há 25 anos na função, o decano entre os procuradores na Corte representou, só em 2019, mais do que a soma de todos os colegas nos últimos quatro anos. Enquanto quatro dos sete procuradores estão zerados no número de representações em 2019, Lucas bate recorde. Ele ultrapassou o número de 15 apresentadas entre 2016 e 2018.

Uma representação é um pedido para o tribunal monitorar ou até fiscalizar, por meio de sua equipe de técnicos, o uso do dinheiro público pela administração federal. Nos últimos meses, Lucas representou sobre os gastos com a publicidade do pacote anticrime, o vazamento de óleo nas praias do Nordeste, o suposto uso do Coaf para investigar o jornalista Glenn Greenwald, a exclusão de assinaturas do jornal Folha de S. Paulo de uma licitação do governo, a execução dos repasses do Fundo Penitenciário Nacional e o efeito de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o AI-5 na alta do dólar. "O governo encontrou um espinho no caminho que escolheu. O que eu posso dizer é que eu estou parado, mas em forma de espinho", afirmou ao Estado. "Se, por acaso, o governo quiser passar por cima desse espinho, eu vou incomodar."

Em uma rede social, Lucas viu alguém indagar onde estava durante o governo de um "certo" ex-presidente da República. "Eu respondi que estava em um hospital", disse o ministro. A referência é a um acidente vascular cerebral sofrido em 2008, que o levou a ficar um ano afastado da atividade. O homem de estatura mediana e magro conseguiu abandonar a cadeira de rodas por meio da fisioterapia e da musculação, que mantém até hoje. A clareza no raciocínio e a agilidade nos textos irritam autoridades que entram na sua mira.

Quando uma representação é apresentada ao TCU, auditores começam a analisar o caso e podem então pedir medidas, como aconteceu na semana passada em relação à Caixa Econômica Federal. O ministro Walton Alencar Rodrigues autorizou uma inspeção no banco, solicitada pela equipe técnica do tribunal com base na representação de Lucas. O subprocurador apontou baixo índice de empréstimos e financiamentos a governos e prefeituras do Nordeste e uma possível discriminação aos Estados da região. O pedido teve por base uma reportagem publicada pelo Estado.

Nos bastidores, as representações sobre a Caixa e sobre a alta do dólar causaram desconforto na equipe econômica do governo, segundo apurou a reportagem. Logo após ele representar contra Guedes, a procuradora-geral junto ao TCU, Cristina Machado, criou uma inédita corregedoria do MP do tribunal. Ela indicou Lucas para o posto. Uma nova ocupação que poderá dividir a atenção do subprocurador. "O governo tem uma linha de atuação. Eu não estou me metendo", disse Lucas. "Mas não é porque é governo A, B ou C. A minha função é ser contra qualquer governo."

Enquanto não está debruçado em análises de ações do governo, Lucas gasta seu tempo com a série espanhola Salvados, exibida pela Netflix, sobre um jornalista que faz investigações políticas. Também se dedica à leitura de Quando Lisboa Tremeu, um livro de Domingos Amaral sobre o terremoto ocorrido em 1755.

Críticos falam em "excessos" de representações

Responsabilidade Fiscal, uma das normas que mais causam punições a gestores públicos. Entre os críticos, a atuação do subprocurador não passa despercebida. Há ministros do TCU que apontam excessos e justificam esse diagnóstico com a constatação de que muitos pedidos de apuração terminam arquivados por falta de subsídios. Outros destacam que ele apenas cumpre a sua função e que a atuação tem sido importante. O plenário do TCU concordou, por exemplo, com o pedido dele para a suspensão da publicidade do pacote anticrime paga pelo governo federal. O argumento foi o de que não é adequado aplicar recursos públicos para defender a aprovação de uma proposta que não compete ao Executivo, mas, sim, ao Legislativo. Uma representação a respeito da alta do dólar, porém, foi descrita como descabida.

Além do governo, o subprocurador-geral incomodou também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao representar contra a comitiva que foi a Roma para a canonização de Irmã Dulce, e também o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, sobre gastos com contratos para que autoridades do tribunal tivessem espaços exclusivos em aeroportos.

Em outro caso polêmico, Lucas tornou o menu refinado do Supremo Tribunal Federal (STF), com lagosta e vinhos premiados, um pouco mais indigesto, ao pedir a suspensão do contrato. O TCU acabou liberando o menu, caso haja autoridades no jantar.

Um dos ministros do TCU contou que teve de explicar a um chefe de outro Poder as representações de Lucas. Argumentou, por exemplo, que era preciso olhar o "quadro geral" e perceber que os pedidos eram importantes por questionar atos controversos do poder público. Outro ministro enxergou abusos nos pedidos do subprocurador. Para ele, Lucas tem atuação político-partidária, como se fosse da oposição.

Presidente do TCU diz que não há 'partidarismo' no Tribunal
O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, disse que a atuação de Lucas está de acordo com a atividade do subprocurador. "Eu acho que cada um cumpre seu papel, como deve fazer", afirmou Múcio. O ministro destacou que não há partidarismo no TCU nem autoridades agindo contra o governo. Ele advertiu, porém, que "o tribunal não é um parceiro de governos, mas do Estado".

Lucas observou que sua atuação não está livre de críticas. Disse, ainda, que a alta na quantidade de representações é fruto do atual período de licença na Universidade Nacional de Brasília, onde é professor há 20 anos. "Estou afastado nesse semestre. Me concentro no TCU. Em vez de dar aula, faço representação", afirmou. "Já poderia ter me aposentado há 11 anos por invalidez. Minha mãe sempre fala para eu voltar para o Ceará, mas continuo aqui dando trabalho. O meu objetivo é dar trabalho


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Procura ver o desempenho desse indivíduo na época dos petralhas? É o aparelhamento que a esquerda fez nas instituições. Esse imbecil entende de tudo. Da alta do dólar a intervenções cirúrgicas. Imagine ele como representante do MPF. Ridículo.


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