Sopranor 1

27/05


2016

Coluna da sexta-feira

    Armando quer revanche com Câmara 

De volta ao cenário estadual, disposto a mergulhar fundo nas eleições municipais, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) deu, ontem, na entrevista que concedeu ao Frente a Frente, uma demonstração de que vai, enfim, assumir o verdadeiro papel que a as urnas atribuíram a ele: de principal líder da oposição. Armando fez uma radiografia extremamente negativa e pessimista da situação do Estado pilotado pelo socialista Paulo Câmara.

“Problemas todos os Estados têm e, devo reconhecer que há uma crise econômica no País, mas o que se verifica hoje em Pernambuco é uma falta de presença do governo”, disse, para acrescentar: “O que existe é um quadro de desgoverno, de falta de rumo. Pernambuco está sem rumo, sem lideranças. Esse é o sentimento que vimos por onde passamos e até aqui em Brasília”.

Armando foi derrotado por Paulo Câmara nas eleições passadas, mas de imediato não entrou no dia a dia das questões locais porque recebeu da presidente afastada Dilma Rousseff convite para assumir o Ministério do Desenvolvimento, no qual ficou quase dois anos, fazendo incursões no mundo inteiro, mas agora, com o novo quadro nacional provocado pela admissibilidade de Dilma no Senado, foi obrigado a traçar uma estratégia que passa pela recomposição das suas forças no Estado e por um discurso mais crítico em direção ao PSB.

“Pernambuco precisa de oposição, de fiscalização. Não é oposição ao Estado, mas a tudo que está levando o Estado ao fundo do poço. Eu, por exemplo, no Senado, tenho obrigação de apoiar tudo que for de interesse do Estado, mas é preciso que se fortaleça a presença fiscalizadora da oposição em Pernambuco, que deve cobrar as ações do Governo, exigir que a ação governamental possa atender o interesse da população”, afirma.

Na mesma entrevista, quando provocado a responsabilizar o governador pelo que enxerga de um verdadeiro caos, o senador preferiu não culpar exclusivamente a figura de Paulo Câmara. “Não gosto de fazer juízos pessoais. O que há é um desgaste muito acentuado da administração, que está evidente nas pesquisas que temos em todas as regiões de Pernambuco. O que se verifica é um déficit de liderança. É como se de repente o Estado não tivesse um rumo claro”, desabafou.

Há muito, Armando já vinha dando suas estocadas no Governo, mas com o tempo tomado pelas funções de ministro que ocupou, acabou não fazendo uma marcação mais cerrada, certamente esperando dar mais tempo. Era, convenhamos, uma espécie de trégua, que chegou ao fim, definitivamente, coincidentemente quando se aproximam as eleições municipais, nas quais tem que levar o seu partido a sair das urnas bem mais robusto, porque já está de olho no Palácio das Princesas.

É candidato, novamente, a governador. Uma revanche com Câmara, agora sem o efeito da comoção da morte do ex-governador Paulo Câmara, que o tirou da liderança nas pesquisas, é tudo que o senador sonha e deseja.

VAI DE SILVINHO– No plano da eleição do Recife, Armando Monteiro até pensou em cacifar a candidatura da deputada Priscila Krause, do DEM, mas percebeu que não tinha um discurso de sustentação para justificar seu afastamento do palanque de velhos aliados, como o pré-candidato do PRB a prefeito, Silvio Costa Filho, filho do deputado federal Silvio Costa, cão de guarda do senador. Mas numa eventual segundo turno, se Silvio Filho não chegar lá, tanto pode apoiar Priscila quanto o tucano Daniel Coelho, mesmo que ambos sejam de partidos de oposição ao conjunto das forças de Armando no cenário nacional.

O segundo pernambucano– Com a nomeação de Luiz Otávio Cavalcanti para a Fundação Joaquim Nabuco, o ministro da Educação, Mendonça Filho, emplaca o segundo pernambucano em estruturas da sua pasta. O primeiro foi o professor Maurício Costa Romão, que assumiu a Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação). Na prática, ele vai mostrando que ganhou um Ministério de porta fechada e que tem autonomia para montar a sua equipe de trabalho.

 

 

Os assediados por Dilma- O PT precisa de apenas dois votos para reverter o jogo do impeachment na votação definitiva em plenário, em agosto. São alvos de assédio os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Antônio Reguffe (sem partido-DF) e Hélio José (PMDB-DF). Cristovam e José afirmaram na primeira sessão que votaram apenas pela abertura do processo e que poderiam mudar de opinião. Já Reguffe, que tem planos para disputar o Governo do DF, foi mais crítico em seu discurso contra o Governo Dilma, mas ele faz parte do grupo de senadores que defendem a PEC das novas eleições.

Sugadores da viúva– A EBC – Empresa Brasileira de Comunicação – era uma grande farra na gestão do PT. Sites voltados para defender o Governo recebiam rios de dinheiro, como os de Luís Nassif, Paulo Moreira Leite, Emir Sader e de Tereza Cruvinel, esta ex-presidente. Somados os contratos desses jornalistas a viúva sangrava com R$ 3 milhões por ano. Levantamento feito pela gestão Temer indicam que o projeto de transformação da EBC em uma instituição pública de comunicação chegou o engolir R$ 3,6 bilhões. Era uma teta para jornalistas chapas branca do petismo.

O alvo é Sérgio Moro– É patética a tentativa de transformar as conversas gravadas por Sérgio Machado em provas de que o impeachment é parte de complô para acabar com a Lava Jato. Dilma e Lula estavam empenhados nesse objetivo e estão sendo investigados por obstrução de justiça. As conversas, na realidade, revelam que o mundo político está mobilizado para tentar controlar o juiz Sérgio Moro (foto), a Polícia Federal e o Ministério Público.

 

CURTAS

PONTO A PONTO– Os cientistas políticos Antônio Lavareda, Fernando Schüler e a jornalista Mônica Bergamo conversam sobre a configuração do Governo Michel Temer no Ponto a Ponto de amanhã na BandNewsTV. O semanal vai ao ar à meia-noite, com reprises no domingo às 17h30; na terça (31) e na quinta (2), às três horas. Lavareda pondera que o governo Temer tem um perfil parlamentarista.

TAPA-BURACO- o deputado federal Kaio Maniçoba (PMDB) cobrou ao secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, por meio do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), a realização imediata de uma operação tapa-buraco no trecho da BR – 122, entre os municípios de Lagoa Grande e Santa Cruz. O percurso tem verdadeiras crateras, que colocam em risco a vida de muita gente que trafega por lá.

Perguntar não ofende: Qual o próximo escândalo da série provocado pelas delações premiadas? 


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FMO

26/05


2016

Agência alemâ: crise de Temer pode trazer Dilma de volta

A Deutsche Welle, serviço de comunicação pública da Alemanha, aponta uma crise tão profunda no governo interino de Michel Temer (PMDB) que pode gerar até o que era "impensável" no início desta semana: o retorno da presidente Dilma Rousseff. A reportagem questiona até por quanto tempo Temer conseguirá se manter no posto de presidente. "Apenas 12 dias após o impeachment de presidente Dilma Rousseff, o governo do presidente interino Michel Temer está sendo abalado por seu primeiro escândalo", diz o texto ao se referir à divulgação dos áudios das conversas entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

A matéria ainda destaca que um em cada dois membros do Congresso estão envolvidos no escândalo de corrupção na Petrobras, inclusive vários ministros de Temer e o próprio presidente interino. A DW também traz a análise do cientista político Valeriano Costa, da Unicamp, que vê a possibilidade de Dilma retornar ao cargo, com o ex-presidente Lula ocupando papel fundamental, que inclua "um acordo com a elite política" para garantir que  país seja governado até as eleições de 2018.

Já o canal da agência com texto em português apresenta uma avaliação sobre o que o que muda na política externa brasileira para os países vizinhos. Segundo o texto, o Itamaraty comandado por José Serra deve reforçar parcerias com Argentina e México e flexibilizar Mercosul. Ele também relata que a relação com “países bolivarianos” será menos estreita e mais pragmática (leia aqui).


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TCE

26/05


2016

Áudio: políticos, saída de Dilma e ataque ao Judiciário

Gravações inéditas mostram conversas entre Machado, Sarney e Jucá.
Sérgio Machado gravou conversas e fechou acordo de delação premiada
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Do G1, com informações do Jornal Nacional

Áudios inéditos mostram que o ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teve acordo de delação premiada homologado pela Justiça nesta quarta-feira (25), manteve conversas com políticos do PMDB na qual especulam sobre o até então possível afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em dezembro do ano passado, Machado foi alvo de buscas na operação Lava Jato. Ele confessou ao investigadores que, depois disso, teve medo de se tornar alvo de delatores e reveleu que tinha medo de ser preso. A essa altura, o Supremo Tribunal Federal já havia autorizado prisões de pessoas condenadas em segunda instância, e Machado decidiu gravar conversas com políticos importantes.

Machado começou, então, a marcar encontros – um deles com o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que estava em recuperação depois de ter sofrido uma queda.

A Sarney, Machado afirmou que a única solução para a crise política era Dilma sair do poder. Os dois também falaram sobre a possível saída do atual presidente em exercício Michel Temer.

No diálogo, eles chegam a especular nome que poderia vencer eleições presidenciais e criticam as nomeações feitas pelo governo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas também são feitas ao juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.

As gravações contêm, ainda, conversa de Machado com o senador Romero Jucá(PMDB-RR), na qual o parlamentar fala sobre o posicionamento do PSDB em relação ao processo de impeachment de Dilma.

Neste trecho gravado entre fevereiro e março, os dois especulam sobre política e dizem que Dilma Rousseff vai acabar caindo, especialmente depois de o seu marqueteiroJoão Santana ter sido preso. Eles dizem acreditar que Michel Temer também.

MACHADO –  Estamos num momento, numa quadra, presidente, complicadíssima.
SARNEY –  Eu não vejo solução nenhuma.
MACHADO – Só tem uma solução, presidente:é ela sair. 
SARNEY – Ah! Sim.
MACHADO – A única solução que existe. E ela vai sair por bem ou por mal  porque economia nenhuma não vai aguentar.
SARNEY –- Não. Ela vai sair de qualquer jeito.
MACHADO – Qualquer jeito.
SARNEY – Agora não tem jeito. Depois desse negócio do Santana não tem jeito.
MACHADO –  Vai sair do Michel, o que é o pior.
SARNEY – Michel vai sair também.

A conversa continua com especulações sobre quem venceria uma eventual eleição. eles dizem que no final  quem vai assumir a presidência será o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostrando que os dois não tinham ideia do que estava prestes a ocorrer na política. A conversa foi em março. Cunha teve o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal antes mesmo de Dilma ser afastada com o processo de impeachment.

MACHADO – Saindo o Michel, e aí como é que fica? Quem assume?
SARNEY – [...] Eleição. E vai ter muito, um Joaquim Barbosa desses da vida. 
MACHADO – Ou um Moro... O Aécio pensa que vai ser ele, não vai ser não.
SARNEY – Não, não vai ser ele, de jeito nenhum!
MACHADO – E quem que assume a presidência, se não tem ninguém?
SARNEY – O Eduardo Cunha.
MACHADO – E ele não vai abrir mão de assumir, não.
SARNEY –- Não... No Supremo não tem . Não tem ninguém que tenha competência pra tirá-lo. Só se cassarem o mandato dele. Fora daí, não tem. Como é que o Supremo vai tirar o presidente da Casa?

Possíveis eleições
Numa conversa entre Machado e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o agora ex-ministro do Planejamento relata como teria convencido o PSDB a aderir ao impeachment. Até então, o partido era favorável a esperar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julga as irreguilaridades nas contas de campanha de Dilma e Temer.

Se a chapa for condenada, haverá novas eleições. Na época, esta era vista pelos tucanos como a melhor saída para a crise. Jucá disse que alertou que ninguém conseguiria ganhar eleição defendendo reformar necessárias mas impopulares para sair da crise econômica.

JUCÁ – Falar com o Tasso, na casa do Tasso. Eunício, o Tasso, o Aécio, o Serra, o Aloysio, o Cássio, o Ricardo Ferraço, que agora virou psdbista histórico. Aí, conversando lá, que é que a gente combinou? Nós temos que estar junto para dar uma saída pro Brasil (inaudível). E, se não estiver, eu disse lá, todo mundo, todos os políticos (inaudível), tão f***, entendeu?  Porque (inaudível) disse : 'Não, TSE, se cassar...'. Eu disse : 'Aécio, deixa eu te falar uma coisa: se cassar e tiver outra eleição, nem Serra, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não. (inaudível), Lula, Joaquim Barbosa... (inaudível) Porque na hora dos debates, vão perguntar: 'Você vai fazer reforma da previdência?' O que que que tu vai responder? Que vou! Tu acha que ganha eleição dizendo que vai reduzir aposentadoria das pessoas? Quem vai ganhar é quem fizer maior bravata. E depois, não governa, porque a bravata, vai ficar refém da bravata, nunca vai ter base partidária...' (inaudível) Esqueça!

Neste outro trecho, Sarney e Machado reclamam que Dilma insiste em permanecer no governo diante da crise política e econômica. Sarney diz que não só empresários e políticos devem pagar pelos malfeitos na Petrobras, mas o governo também.

SARNEY As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.

Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.

Ela não sai.(...) Resiste... Diz que até a última bala.  
MACHADO: Não tem rabo, não tem nada.
SARNEY - Acha que não tem rabo. Tudo isso foi ... é o governo, meu Deus! Esse negócio da Petrobras. São os empresários que vão pagar, os políticos! E o governo que fez isso tudo?
MACHADO: Acabou o ‘Lula presidente’.
SARNEY: O Lula acabou. O Lula, coitado, ele está numa depressão tão grande.
MACHADO : O Lula. E não houve nenhuma solidariedade da parte dela.

Eles também criticam as nomeações feitas pelo governo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato.

SARNEY – E com esse Moro perseguindo por besteira.
MACHADO – Presidente, esse homem tomou conta do Brasil. Inclusive, o Supremo fez porque é pedido dele. Como é que o Toffolil e o Gilmar fazerm uma p*** dessa? Se os dois tivessem votado contra, não dava. Nomeou uns ministro de m*** com aquele modelo.
SARNEY – Todos.

A conversa continua e eles reclamam que ninguém se manifesta contra as decisões de Sérgio Moro, criticam as decisões da Justiça que estão combatendo a corrupção e classificam a situação como uma “ditadura da Justiça”.

MACHADO – Não teve um jurista que se manifestasse. E a mídia tá parcial assim.  Eu nunca vi uma coisa tão parcial. Gente, eu vivi a revolução [...]. Não tinha esse terror que tem hoje, não. A ditatura da toga tá f***.
SARNEY – A ditadura da Justiça tá implantada, é a pior de todas!
MACHADO – E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho.

Na conversa, Machado demonstra o grau de dissimulação a que estava disposto para conseguir que sua delação fosse aceita pelos procuradores. Ele, que estava grampeando a propria conversa com Sarney, pede que o ex-presidente marque um encontro com Renan em um lugar livre de grampos.

MACHADO –  Faz uma ponte que eu possa, que é melhor porque tá tudo grampeado. Tudo, essas coisas. Isso é ruim.

As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.

Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.

Preocupação com depoimentos
As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.

Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.

Outro lado
A assessoria do ex-presidente José Sarney disse que, enquanto ele não tiver acesso às gravações, não vai poder falar especificamente de cada assunto. Em nota à imprensa, o ex-presidente disse que é amigo de Sérgio Machado há muitos anos, que as conversas foram marcadas pela solidariedade, e que usou palavras que pudessem ajudar Machado a superar as acusações que enfrentava.

Sarney também disse lamentar que as conversas privadas tenham se tornado públicas, porque os diálogos podem ferir outras pessoas.

O senador Romero Jucá disse que considera que apenas uma reformulação da política e a valorização de quem não tem crime poderá construir uma saída para o Brasil. Segundo ele, o país esta vivendo uma crise de representatividade, e que era sobre isso que ele queria tratar na reunião referida nos diálogos.

Em relação ao ex-senador Delcídio, Renan disse que ele acelerou o processo de cassação, cujo desfecho é conhecido. O senador afirmou ainda que não pode ser responsabilizado por considerações de terceiros e que suas opiniões sobre aprimoramentos da legislação foram públicas.

A defesa de Sérgio Machado voltou a dizer que os autos são sigilosos e que, por isso, não pode se manifestar sobre o teor das gravações.

A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff alegou que a petista jamais pediu qualquer tipo de favor que afrontasse o princípio da moralidade pública.

O Instituto Lula declarou que o diálogo citado é fruto de mais um vazamento ilegal, que confirma o clima de perseguição contra o ex-presidente. O Instituto afirmou ainda que a conversa não traz nada contra o ex-presidente, que Lula sempre agiu dentro da lei e que, por isso, não tem nada a temer.


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26/05


2016

Você paga R$ 541 mensais pelas mordomias de Cunha

Blog de Josias de Souza

Diferentemente do que ocorre com a maioria dos brasileiros, condenados ao fim do mês perpétuo, Eduardo Cunha não sabe o que é dificuldade financeira. Usufrui do bolso do contribuinte como se fosse uma fonte de dinheiro gratuito. Mesmo afastado pelo STF do exercício do mandato e da presidência da Câmara, Cunha custa ao Tesouro Nacional R$ 541 mil por mês.

 

Em decisão unânime, os 11 ministros do Supremo suspenderam Eduardo Cunha de suas atividades há 21 dias por considerar que, “além de representar risco para as investigações penais” que o envolvem, ele se tornou “um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da Câmara”. A despeito disso, o personagem conserva todas as regalias que o dinheiro público costuma pagar a um chefe de Poder.

 

O PSOL realizou um levantamento sobre o custo da manutenção de Cunha. Noves fora o salário mensal (R$ 33,7 mil), Cunha tem à sua disposição os bons préstimos de 64 servidores —23 pessoas no gabinete de deputado (R$ 92 mil por mês) e outras 41 na residência oficial da Câmara (R$ 371,1 mil mensais). Cunha também dispõe de dois carros oficiais (R$ 9,4 mil de aluguel); geladeira e despensa cheias (R$ 29,6 mil); água, luz e telefone (R$ 5 mil).

Se Eduardo Cunha fosse um presidente convencional, os gastos da Câmara seriam apenas absurdos. Considerando-se que o deputado está afastado de suas funções, as despesas são inaceitáveis. Deve doer na alma dos brasileiros em dia com suas obrigações tributárias a ideia de que o dinheiro amealhado com o suor do rosto é usado para manter em torno de Cunha uma legião de funcionários digna de uma empresa de médio porte.

Só na residência oficial ocupada por Cunha há uma administradora (salário mensal de R$ 28,2 mil); duas arrumadeiras, dois auxiliares de cozinha, três cozinheiros, um chefe de cozinha e quatro garçons (R$ 35,9 mil); oito vigilantes terceirizados (R$ 60,3 mil); 16 agentes da Polícia Legislativa (R$ 217,2 mil); e quatro motoristas (R$ 29,3 mil). Um acinte.

Embora Cunha esteja suspenso por tempo indeterminado, ele preserva também o foro privilegiado que o mantém fora do alçance da caneta de Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato. O deputado já foi convertido em réu pelo Supremo numa ação penal emque é acusado de embolsar US$ 5 milhões em propinas provenientes da Petrobras.

Numa segunda denúncia já protocolada pela Procuradoria-Geral da República junto ao STF, Cunha é acusado de manter verbas roubadas em contas secretas na Suíça. O deputado responde a três inquéritos que ainda não viraram denúncia. De resto, há mais três pedidos de abertura de investigação pendentes de deliberação no Supremo.

O PSOL anexou o levantamento sobre o custo das mordomias de Cunha numa ação em que pede ao STF a suspensão do descalabro. Pedido semelhante já havia sido protocolado no tribunal pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). A diferença é que Aleluia pede também em sua ação que o Supremo declare vago o cargo de presidente da Câmara, autorizando os deputados a elegerem um novo comandante para a Casa. Noutra frente, o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) ajuizou uma ação popular na Justiça Federal de Brasília para sustar o ato da Mesa diretora da Câmara que manteve as benesses de Cunha. (veja abaixo o quadro divulgado pelo PSOL com as despesas de Cunha)


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26/05


2016

Impeachment: Cristovam muda e já pede novas eleições

Em Fortaleza, onde participou de um debate com professores nesta quinta-feira (26), o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) deu sinais de que pode mudar seu voto na apreciação final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, cuja expectativa é de que aconteça até o final de agosto próximo.

O senador voltou a afirmar ser favorável a eleições gerais antecipadas. "Só as urnas podem unir os brasileiros novamente". Cristovam espera que "o bom senso de Dilma e de Temer os faça aceitar essa ideia".

O senador ouviu de quatro espectadoras um pedido para que ele vote contra a deposição de Dilma. Ele respondeu que apenas votou pela admissibilidade do processo, e que não tinha ainda posição tomada sobre o impeachment.

Cristovam afirmou ainda que não vai se deixar levar por "pressão". "Não votarei por causa de pressões ou simplesmente pensando em votos, mas conforme minhas convicções e pensando em primeiro lugar no Brasil".

De acordo com o jornal Diário do Nordeste, contudo, ele não conseguiu proferir a palestra para a qual estava inscrito por causa do protesto de manifestantes contrários ao impeachment.

Se Cristovam Buarque mudar seu voto, a presidente Dilma Rousseff precisará de apenas mais um voto no Senado para reverter a situação e voltar ao poder.


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26/05


2016

Dilma divulga nota sobre pagamentos a João Santana

A presidente afastada da República, Dilma Rousseff, esclareceu, hoje, por meio de nota, que todos os pagamentos feitos ao publicitário João Santana na campanha de reeleição da presidente totalizaram R$ 70 milhões (R$ 50 milhões no primeiro turno e R$ 20 milhões no segundo turno). A presidente afirmou ainda que os referidos pagamentos foram regularmente contabilizados na prestação de contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a assessoria de Dilma, os valores destinados ao pagamento do publicitário, conforme indica a prestação de contas, demonstram por si só a falsidade de qualquer tentativa de que teria havido outro pagamento não contabilizado para a remuneração dos servidos prestados.

"É curioso que pessoas que estiveram distantes da coordenação da campanha presidencial, de sua tesouraria, possam dar informações de como foram pagos e contabilizados os recursos arrecadados legalmente para a sua realização. Comentários feitos em conversas entre terceiros e que não apontam a origem das informações não têm nenhuma credibilidade", afirma.

A nota diz ainda que as tentativas de envolver o nome da presidenta Dilma Rousseff em situações das quais ela nunca participou ou teve qualquer responsabilidade são escusas e direcionadas. E só se explicam em razão de interessem inconfessáveis.


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Bandeirantes-1

26/05


2016

Sistema Pirangi sai em janeiro, garante Compesa

Em menos de um ano, as cidades de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, deverão contar com mais água que chegará da Mata Sul do Estado. O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, reafirmou a intenção de inaugurar o Sistema Pirangi em janeiro de 2017.

O novo sistema vai se integrar ao Prata/Camevô e a Jucazinho, cuja barragem está no seu nível mais crítico desde que entrou em operação, em 2000. De acordo com Tavares, a licitação da obra já foi concluída e a ordem de serviço deve acontecer nos próximos dias. “Vamos trazer água da Mata Sul para que possa se conectar ao Sistema do Prata e, assim, chegar a Caruaru. Nesse ponto, vai integrar a Jucazinho e a água chegará também a Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. Todo o Agreste está sofrendo com essa grande seca, mas a gente está trabalhando muito para mudar essa situação”, ressaltou.
 
Orçada em R$ 40 milhões, a Adutora do Pirangi tem recursos garantidos para ser executada. O dinheiro será de um convênio com o Banco Mundial. Roberto Tavares acrescentou que essa é uma alternativa para amenizar a grave seca na região e que não seria necessária se a Adutora do Agreste estivesse concluída. “A Adutora do Agreste é uma obra de R$ 1,4 bilhão. Executamos R$ 500 milhões e temos quase 300 km de tubulação enterrada sem poder usar porque os recursos não vieram como estavam pactuados. Já estamos em contato com a nova equipe do Ministério da Integração Nacional para tentar resolver essa pendência”, anunciou.


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Sesi 4.0

26/05


2016

Lewandowski: Conversas divulgadas não prejudicam STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, defendeu, hoje, ser normal integrantes da Corte manterem conversas com representantes da classe política, mas afirmou que isso não traz nenhum prejuízo à imparcialidade do magistrado. A nota, enviada por meio da assessoria do STF, foi uma resposta ao fato de diversos ministros do Supremo terem sido citados em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

"Faz parte da natureza do Poder Judiciário ser aberto e democrático. Magistrados, entre eles os ministros da Suprema Corte, são obrigados, por dever funcional, a ouvir os diversos atores da sociedade que diariamente acorrem aos fóruns e tribunais", disse.

Lewandowski ressaltou, no entanto, que "tal prática não traz nenhum prejuízo à imparcialidade e equidistância dos fatos que os juízes mantêm quando proferem seus votos e decisões, comprometidos que estão com o estrito cumprimento da Constituição e das leis do País".

Em um dos diálogos gravados por Machado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) aparece dizendo que estaria construindo um pacto, inclusive com a participação de integrantes do Supremo, para tentar barrar o avanço da Operação Lava Jato. Depois de os áudios virem à tona na segunda-feira, Jucá teve de deixar o Ministério do Planejamento.

Novos diálogos entre Machado e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente José Sarney, também sugeriram articulações para influenciar o ministro do STF Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte.

Em um dos trechos da conversa, Sarney cita o nome do ex-ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha como alguém que teria proximidade com Teori. Em outra gravação, o advogado Eduardo Ferrão é citado com alguém próximo ao ministro.

O próprio Lewandowski é citado em uma das conversas entre Machado e Renan. Na gravação, o peemedebista diz que a presidente afastada Dilma Rousseff contou a ele que tentou conversar com o presidente do Supremo sobre o processo de impeachment, mas o magistrado só queria falar sobre o reajuste do Judiciário.


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Senai 4.0

26/05


2016

Pré-candidatos discutem eleições no Recife

Correligionários no passado, o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE) e o presidente do Partido Verde, Carlos Augusto, tiveram uma reunião de quase duas horas, na tarde de hoje, no Recife. O tucano militou no PV entre 2003 e 2011, e o segundo está no partido há 30 anos. Em 2016, ambos são pré-candidatos à Prefeitura do Recife. Mesmo em siglas diferentes, eles tiveram um encontro para discutir a situação política nacional e as suas consequências não só nas eleições desse ano, como a de 2018. A leitura de ambos é que a sucessão no Recife não se resolve no primeiro turno.

Antes, Carlos Augusto já havia se reunido, individualmente, com Priscila Krause (DEM) e Sílvio Costa Filho (PRB), que também são pré-candidatos. E ambos acreditam em um segundo turno no Recife. Nos dois primeiros casos, os encontros ocorreram por iniciativa de Carlos Augusto. Mas dessa vez, foi o ex-verde que tomou a atitude de marcar uma conversa.

O encontro foi na residência de Daniel, na Rua da Aurora. “É importante manter o diálogo com essas forças de forma convergente. Não há dúvida de que a eleição do Recife irá para segundo turno. É evidente que, no momento eleitoral, cada um vá defender suas propostas e sua visão de cidade. Mas há algo de comum, entre as candidaturas de oposição que estão postas. Quem está disputando, acha que o atual prefeito não deve continuar governando a cidade”, disse Coelho.

“O PV tem se posicionado corretamente, tem buscado a independência, candidatura própria. Carlos Augusto tem percorrido a cidade, e é importante que troquemos experiências. O ponto comum é que a atual gestão não atende à expectativa da população. É importante manter o diálogo com essas forças de forma convergente, em eleição em que, é evidente, irá para o segundo turno”, acrescentou o tucano.

Para Carlos Augusto, o Recife terá uma “ eleição diferente das anteriores. “Estamos vivendo uma grande crise política no País, com a Operação Lava-Jato, mas termos candidaturas que vão discutir a cidade é o mais importante para quem vive aqui. A indagação é: Que futuro a gente quer para o Recife? ”.

E acrescentou: “Essa conversa entre os pré-candidatos, independente de situação ou oposição, é uma conversa entre pessoas preocupadas em discutir a cidade. E é isso que queremos. Foi por esse motivo que nós, do PV, percorremos 200 quilômetros dentro do Projeto Recife Bom para Viver. Para conhecermos de perto os problemas das comunidades. E a leitura que fizemos, depois de visitarmos quase 90 bairros, é que a população não está nada satisfeita”, disse Carlos Augusto.


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Odonto Personalité

26/05


2016

A serviço de Renan, lobista monitorou Delcídio

Blog do Camarotti

Quem conhece o Congresso, sabe da relação umbilical entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o lobista Vandenbergue Machado.

Numa das gravações do delator Sérgio Machado, Vanderbergue aparece em um diálogo com Renan, recebendo orientações sobre como conduzir a defesa de Delcídio do Amaral no Conselho de Ética, senador que acabou cassado.

Embora tenha se aproximado recentemente de Delcídio, Vanderbegue é frequentador assíduo do gabinete de Renan Calheiros há mais de duas décadas.

Diretor de Assessoria Legislativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), começou a carreira de cartola na Federação Alagoana de Futebol e é servidor aposentado do Senado.

De acordo com o que apurou o repórter Gustavo Garcia, do G1, Vanderbergue monitorou Delcídio para Renan Calheiros e, antes que se soubesse que ele havia feito acordo de delação com os investigadores da Operação Lava Jato, chegou a oferecer apoio para o senador se defender.


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Naipes

26/05


2016

“Aécio é o cara mais vulnerável do mundo”, diz Machado

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, aparece mais uma vez nos diálogos do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com caciques do PMDB. Em uma das conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre os avanços da Operação Lava Jato, no dia 11 de março, o parlamentar tucano é citado como sendo "o cara mais vulnerável do mundo" nas gravações reveladas nesta quinta-feira, 26, pela TV Globo.

Machado - E o PSDB pensava que não (seria atingido pela operação), mas o Aécio agora sabe. O Aécio, Renan, é o cara mais vulnerável do mundo.

Renan - É

O tucano também apareceu na conversa de Machado com Romero Jucá (PMDB) divulgada na segunda-feira, 23, e que acabou derrubando o senador do Ministério do Planejamento com apenas 12 dias do governo interino de Michel Temer (PMDB). Na ocasião, Jucá também afirmou ao ex-presidente da Transpetro que "caiu a ficha" de líderes do PSDB. "Todo mundo na bandeja para ser comido", disse o senador.

O presidente do PSDB aparece no diálogo, como sendo "o primeiro a ser comido". "O Aécio não tem condição, a gente sabia disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei da campanha do PSDB", falou Machado. "A gente viveu tudo", se limitou a dizer Jucá.


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Arcoverde 4

26/05


2016

PRTB mantém aliança com PSB no Recife

Caro Magno,

A respeito da publicação em vosso conceituado blog com o tema “Partidos nanicos ameaçam romper com Paulo Câmara”, venho esclarecer o seguinte:

Apesar de ser o vice-presidente estadual do PRTB, não estou participando das reuniões que o presidente estadual Ednázio tem conduzido com partidos co-irmãos em relação ao governo do estado. Estou focado nas eleições do Recife.

Tenho um acordo com o presidente Ednázio onde apoio suas decisões em relação a estadual, assim como o mesmo me apoia em relação as decisões do Recife.

Apenas venho esclarecer que continuo na base do prefeito Geraldo Julio, inclusive como seu vice-líder na base do governo.

Grato,

Marco Aurélio

Vereador do Recife


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bm4 Marketing (pessoal)

26/05


2016

Renan chama Janot de mau caráter em gravação

Do UOL

Novos diálogos da bombástica delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado trazem à tona a preocupação e os ânimos exaltados dos políticos diante dos avanços da Lava Jato, maior operação de combate à corrupção já feita no Brasil. Em uma das conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), os dois revelam suas impressões sobre o procurador-geral da República Rodrigo Janot, responsável por conduzir as investigações contra os políticos com foro privilegiado.

Machado - Agora esse Janot, Renan, é o maior mau-caráter da face da terra.

Renan - Mau caráter! Mau caráter! E faz tudo que essa força-tarefa (Lava Jato) quer.

Machado - É, ele não manda. E ele é mau caráter. E ele quer sair como herói. E tem que se encontrar uma fórmula de dar um chega pra lá nessa negociação ampla pra poder segurar esse pessoal (Lava Jato). Eles estão se achando o dono do mundo.

Renan - Dono do mundo.

O trecho foi revelado hoje, pelo Jornal Hoje, da TV Globo. Renan é alvo de ao menos 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) devido às investigações da Lava Jato e Machado também é alvo de investigações na Corte. Temendo que seu caso fosse enviado para a primeira instância, ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o ex-presidente da Transpetro acabou aceitando fazer um acordo de delação premiada e entregar os áudios e contar o que sabe à Procuradoria-Geral da República.

Uma de suas conversas gravadas com políticos já levou à queda de Romero Jucá (PMDB) do Ministério do Planejamento. No diálogo revelado na segunda-feira, 23, o senador aparece discutindo propostas para "estancar" a Lava Jato com a saída de Dilma e a chegada de Temer à Presidência. Machado também gravou conversas com o ex-presidente José Sarney (PMDB).

Machado foi filiado ao PSDB por dez anos, período em que chegou a se eleger senador e virar líder da sigla no Senado. Posteriormente se filiou ao PMDB e, há pelo menos 20 anos, mantém proximidade com a cúpula do partido que chegou à Presidência da República após o afastamento temporário de Dilma Rousseff com a abertura do processo de impeachment no Senado.

A delação do ex-presidente da Transpetro foi homologada nesta semana pelo ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki. Com isso, a partir de agora Janot pode decidir quais serão os próximos passos das investigações e solicitar a abertura de novos inquéritos.

Não é a primeira vez que políticos investigados na operação criticam o procurador-geral. O ex-presidente e também senador Fernando Collor (PTB-AL) já lançou vários xingamentos a Janot, desde "fascista da pior extração" e até de "filho da puta", na tribuna do Senado.

"Trata-se de um fascista da pior extração, e cuja linhagem pode ser perfeitamente traduzida nas palavras de Plutarco: 'Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar, do que quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros. Essas duas prerrogativas despertam toda a paixão e revelam todo o vício'", afirmou o parlamentar no ano passado, dois dias antes de Janot ser sabatinado no Senado para ser reconduzido ao cargo.

Collor foi denunciado pelo procurador ao Supremo, teve sua mansão revistada pela Polícia Federal e até seus veículos de luxo chegaram a ser apreendidos a pedido de Janot, que acusa o parlamentar de acumular o patrimônio com dinheiro de propina.


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Márcio Calheiros

26/05


2016

Renan aconselhou Delcídio a ser humilde

Da Folha de São Paulo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sugeriu que o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) mostrasse humildade para tentar se salvar da cassação, que acabou consumada no dia 10.

A revelação foi feita pelo "Jornal Hoje", da Rede Globo, que obteve a gravação de uma conversa de Calheiros no dia 24 de fevereiro com uma pessoa identificada como Wanderberg, que atuaria em favor de Delcídio.

"O que que ele [Delcídio] tem que fazer [é] uma carta, submeter a várias pessoas, fazer uma coisa humilde... [Dizer] Que já pagou um preço pelo que fez, foi preso tantos dias, [que a] família pagou, a mulher pagou", afirmou Calheiros em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, delator da Operação Lava Jato.

No momento da conversa, o processo contra Delcídio tramitava no Conselho de Ética, e o então senador também cooperava com a investigação em troca de redução de pena.

No diálogo, Calheiros defende que o presidente do Conselho de Ética, o senador João Alberto Souza (PMDB-MA), simule uma tramitação normal do caso.

"O João, ele fica lá ouvindo os caras... O Conselho de Ética não tem elementos para levar processo adiante. Também é ruim dizer que não vai levar o processo adiante. Então, o Conselho de Ética tem que requerer diligências, [fazer] requisição de peças e, enquanto isso não chegar, fica lá parado", disse o presidente do Senado, de acordo com o "Jornal Hoje".

Como revelado pela Folha, Machado gravou conversas com a cúpula do PMDB para negociar sua delação premiada. Uma delas levou à queda de Romero Jucá (PMDB-RR) do Ministério do Planejamento, após a revelação de sua fala que sugeria que o o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato.


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26/05


2016

Livro abordará abuso de poder nas eleições

“Abuso de Poder, Igualdade e Eleição: o Direito Eleitoral em perspectiva” é o nome do livro do advogado Felipe Ferreira Lima que será lançado pela editora mineira Del Rey, no dia 27 em junho, no Recife. A obra trata sobre o poder econômico como complicador da igualdade nas disputas eleitorais, tema recorrente na política nacional.

O autor, que é sobrinho-neto de ex-deputado constituinte Egídio Ferreira Lima, é presidente da juventude do PPS e tem o nome como certo para disputar, este ano, a vaga deixada por Raul Jungmann (PPS-PE) na Câmara dos Vereadores.


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