01/01
2017
Foi conversando e agradecendo a população que o interventor, Mário Cavalcanti, se despediu de Gravatá, ontem. Antes de fazer, oficialmente, neste domingo, 1º de janeiro, a entrega da Prefeitura Municipal ao candidato eleito, Joaquim Neto (PSDB), ele foi, pessoalmente, ao Hospital Municipal Dr. Paulo da Veiga Pessoa, para conversar com a população e agradecer pelo tempo em que esteve à frente da Executiva Municipal. Ainda no mesmo dia, Mario Cavalcanti, também inaugurou a Escola Jesus Pequenino.
A unidade, que ganhou um novo muro e pintura – uma reivindicação antiga da comunidade escolar por trazer segurança aos cerca de 200 alunos matriculados na escola – teve um investimento de R$ 48 mil provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Salário Educação. Ao todo, 14 escolas foram reformadas, seis pelo apoio que recebeu do Governador Paulo Câmara e oito com recursos do município. Durante a gestão, foram adquiridos, também, o kit e o fardamento escolar que será distribuído para os estudantes antes do início das aulas.
“Aos gravataenses nossos agradecimentos. Foi um ano intenso, de muito trabalho e grandes desafios. Chegamos ao fim da gestão com a certeza de que conseguimos grandes feitos para o município que, hoje, conta com salários em dia, escolas reformadas e, entre outras coisas, um hospital em pleno funcionamento, agora com um excelente Laboratório que foi construído e farmácia equipada com medicamentos”, disse o coronel, ao desejar que o prefeito eleito, Joaquim Neto, e equipe, tenha uma gestão de sucesso. “Que Deus possa iluminar a nova gestão e que, com muito trabalho e discernimento Gravatá possa continuar crescendo. Seguirei para uma nova missão que receberei do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, mas estarei acompanhando o desenvolvimento do município e sempre à disposição da nova administração no que for preciso”, disse o interventor, Mário Cavalcanti.
01/01
2017
O líder do PT no Senado, o senador pernambucano Humberto Costa, se envolveu em uma confusão, ontem, no Recife quando fazia compras na Livraria Cultura do Paço Alfândega, no Bairro do Recife. Humberto enviou, há pouco, ao blog, uma nota de esclarecimento sobre o fato. Confira na íntegra.
ESCLARECIMENTO
O clima de ódio e intolerância perpetrado por aqueles que não aceitam o regime democrático extrapola situações e não respeita sequer o tempo dedicado à confraternização universal. Exemplo disso foi a agressão covarde que sofri hoje, último dia do ano, quando comprava livros na livraria Cultura, no Paço Alfândega, Bairro do Recife Antigo. Sem qualquer motivo, fui atacado, enquanto fazia uma consulta sobre livros, por uma pessoa completamente descompensada. Primeiro, verbalmente, tratado por vários impropérios. Não satisfeito, o agressor partiu para o ataque físico, o que foi testemunhado por vários clientes da Livraria. Não tive outra coisa a fazer a não ser me defender e defender a minha integridade física. Estamos requerendo as imagens feitas pelo serviço de câmeras da livraria. E estamos prestando uma queixa na Polícia Civil contra o meu agressor. Este episódio será apurado através dos canais competentes, ou seja, da polícia e da justiça. Trata-se de uma agressão gratuita, de caráter político, incompatível com a democracia.
01/01
2017
Acontece neste domingo, primeiro dia de 2017, a posse dos prefeitos eleitos em todo o país. No Rio, Marcelo Crivella, do PRB, foi o primeiro das principais capitais a assumir o cargo.
A posse de Crivella estava prevista para às 10h, mas ocorreu somente no início da tarde. Em discurso, ele agradeceu aos eleitores evangélicos. "Segundo os institutos de pesquisa, 90% desses eleitores votaram em mim. Nem nos meus mais otimistas sonhos imaginava isso", declarou o novo prefeito do Rio, que é bispo licenciado da Igreja Universal.
Veja aqui a lista completa dos prefeitos eleitos nas capitais.
01/01
2017
Em Carnaíba, no Sertão do Pajeú, a 400 km do Recife, o prefeito eleito Anchieta Patriota (PSB) começou o ano sofrendo uma derrota política: seu filho, o vereador Victor Patriota (PSB), perdeu por um voto a eleição para presidente da Câmara. Foi eleito, por 6 votos a 5, o também socialista Neudo da Itã.
01/01
2017
A prefeita eleita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), de 60 anos, tomou posse por volta das 10h25 (12h25 de Brasília) deste domingo (1º), no auditório das Faculdades Cathedral, zona Leste, ao lado do vice Arthur Henrique (PSD). A sessão também deu posse aos 21 vereadores eleitos. Minutos antes do juramento de posse, a chefe do Executivo declarou: "É o quinto mandato, mas eu estou tremendo". Teresa Surita foi reeleita com 121.148 votos, o que correspondeu a 79,39% do total registrado.
Em seu discurso de posse, que durou 15 minutos, a peemedebista relembrou obras que realizou no último mandado, falou dos dos planos que traçou para melhorias na cidade e destacou que "a política está associada a cuidar da vida coletiva". Ainda no discurso, Teresa fez menção ao senador Romero Jucá, companheiro de sigla e ex-marido, que não estava presente na sessão, mas que recebeu os agradecimentos da prefeita eleita.
Perfil
Nascida em São Manuel, no interior de São Paulo, Teresa tem 60 anos. Graduada em Turismo, esta é a quinta vez que ela será a chefe do executivo municipal de Boa Vista. Em 1990 Teresa disputou sua primeira eleição e foi eleita deputada federal por Roraima. Ela foi prefeita de Boa Vista pela primeira vez em 1992. Entre os anos de 1999 e 2000, atuou como assessora especial do Ministério do Desenvolvimento, em Brasília. Ainda em 2000, venceu sua segunda eleição para a Prefeitura de Boa Vista e foi reeleita em 2004. Em 2010 ela foi eleita novamente deputada federal e foi a quarta mais votada do Brasil. Dois anos depois, em 2012, Teresa deixou o cargo em Brasília e assumiu pela quarta vez o de prefeita.
01/01
2017
O prefeito eleito de Santana do Piauí, a 324 km ao Sul de Teresina, Francisco Raimundo de Moura, mais conhecido como Chico Borges (PTB), de 42 anos, morreu por volta das 5h deste domingo (1º) após se envolver em um acidente na PI-375 poucas horas antes de tomar posse. De acordo com o sargento R. Alves, do Grupamento da Polícia Militar, a vítima estava sozinha em seu carro que colidiu frontalmente com um ônibus. “O prefeito participava das festividades de Réveillon em Santana do Piauí. Por volta das 5h ele saiu com destino a Picos, a 18 km de distância, onde morava e pouco tempo depois recebemos a informação do acidente. O carro em que andava o político colidiu de frente com um ônibus. Foi uma tragédia”, disse.
Ainda segundo o militar, Chico Borges seria empossado como prefeito às 15h deste domingo. “O ultimo contato que tivemos foi horas antes do acidente quando ele me entregou um ofício solicitando a presença da polícia em sua posse. Demonstrou bastante empolgação, estava todo entusiasmado”, contou.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros ainda chegaram a ser acionados, mas o político já foi encontrado sem vida. O corpo precisou ser retirado das ferragens e foi encaminhado ao Hospital Regional Justino Luz, em Picos. O local do acidente foi isolado e uma perícia foi feita para identificar as principais causas do acidente. Segundo o sargento R. Alves, o velório está marcado para acontecer na Câmara Municipal da cidade às 15h, mesmo horário e local onde ocorreria a posse, que possivelmente será adiada.
01/01
2017
Do G-1
A posse dos vereadores de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, foi marcada por confusão na manhã deste domingo (1º), com utilização de spray de pimenta para conter a confusão. No município, o candidato Romero Sales (PTB) havia sido o mais votado para prefeito, mas teve o registro indeferido por já ter uma condenação por improbidade administrativa. Quem assume o cargo interinamente é o presidente da Câmara dos Vereadores, até que ocorra nova eleição.
O clima da sessão de posse dos novos vereadores começou tenso, com o prédio da Câmara repleto de pessoas gritando palavras de ordem. Guardas municipais estavam presentes para conter os ânimos. A disputa da presidência da casa – e, consequentemente, do cargo provisório de prefeito – foi entre Ricardo José de Souza (PTC) e Albérico de Souza Lopes (PMDB). Albérico foi o vereador mais votado de Ipojuca, com 3.146 votos.
Enquanto os votos eram lidos, os ânimos começaram a se acirrar. Por 7 votos a 5, Ricardo José de Souza venceu. Com o anúncio da vitória do vereador do PTC, cadeiras de plástico foram arremessadas em direção aos vereadores. Houve correria e gritaria. Spray de pimenta foi utilizado pelos agentes de segurança para dispersar a confusão.
Como o ambiente era fechado, algumas pessoas saíram tossindo do local, afetadas pelo spray de pimenta. Até mesmo vereadores se queixaram de mal estar após serem atingidos pelo gás no meio da confusão. A sessão foi suspensa e, depois de aproximadamente 20 minutos, Ricardo José de Souza foi empossado como presidente e se licenciou, assumindo então como prefeito provisório do município de Ipojuca, que é um importante município pernambucano. Lá, ficam o Complexo Portuário de Suape e a Refinaria Abreu e Lima.
Como o presidente da Câmara assume como prefeito, o 1º vice-presidente eleito pelos vereadores, Flávio Henrique do Rego Souza (PSD), fica como presidente da Câmara dos Vereadores de Ipojuca até que nova eleição seja realizada – a previsão do Tribunal Regional de Pernambuco (TRE-PE) é de que isso ocorra em abril.
Nova eleição
No dia 13 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a realização de novas eleições para prefeito e vice-prefeito em Ipojuca. Por maioria dos votos, o plenário manteve o indeferimento do registro do candidato Romero Sales (PTB), o mais votado no pleito de outubro de 2016.
Romero Sales disputou as eleições com o registro indeferido. Na época, o recurso dele estava em fase de julgamento pela Justiça Eleitoral. Sales conquistou 32.496 votos e venceu o adversário Carlos Santana (PSDB). A Justiça estadual determinou, na época, que Romero Sales ressarcisse o erário a quantia de R$ 4 mil.
Por meio de nota divulgada na época da decisão do TSE, Romero Sales afirmou que recebeu a impugnação à candidatura com sentimento de injustiça. "Tenho mais de 20 anos de vida pública, com um passado limpo e de serviços prestados à população. Entretanto, respeito a decisão do TSE, mesmo contrariando a vontade popular dos ipojucanos", disse no texto.
01/01
2017
Salários de servidores estão atrasados em ao menos 500 prefeituras
Numa transição durante a pior recessão da História do país, os prefeitos de quase metade das capitais brasileiras assumem hoje municípios em que a dívida cresceu mais que a receita entre 2015 e 2016. O que aguarda esses gestores neste novo ano, não só nas capitais mas também nas cidades de menor porte, é um cenário de dificuldades para pagar servidores e fornecedores, e para realizar novos investimentos, como obras de infraestrutura urbana.
Em nove capitais, levantamento do GLOBO em dados do Tesouro Nacional mostra que, nesse período, piorou a relação entre a dívida e a receita: na maior parte dos casos, a receita até cresceu, mas a dívida aumentou mais. Os efeitos da crise também aparecem na parcela da receita municipal que os novos prefeitos terão de destinar para pagar pessoal. Entre 2014 e 2016, mais do que dobrou o percentual de municípios com mais de 200 mil habitantes que, nesse quesito, desrespeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), comprometendo mais de 60% da receita com pagamento de pessoal, segundo estudo do economista Raul Velloso.
Além disso, em pelo menos dez capitais, como Belo Horizonte, Natal, Florianópolis e Rio, houve queda na previsão de receita entre 2016 e 2017, na comparação entre a receita prevista nos orçamentos municipais de 2016 e a que consta nos orçamentos das capitais para 2017. Se for considerada a inflação, há queda de previsão de receita na maioria das capitais.
01/01
2017

Homem matou ex-mulher, filho e familiares; atirador se matou após crime.
Outros quatro feridos foram socorridos para hospitais do município.
Do G1 Campinas e Região
Doze pessoas foram assassinadas em uma chacina na virada do ano, entre a noite deste sábado (31) e a madrugada deste domingo (1º), durante uma confraternização de família, em Campinas (SP). Outras quatro ficaram feridas e encaminhadas para os hospitais Mário Gatti e Celso Pierro.
Segundo a Polícia Militar, um homem matou a ex-esposa, o filho de 8 anos e familiares durante a festa de réveillon na casa da família, pouco antes da meia-noite. Em seguida, o atirador se matou.
Uma testemunha disse que ficou em dúvida se eram fogos ou tiros. "Ouvimos barulho de tiro, ficamos na dúvida se eram tiros ou fogos, isso era umas quatro pra meia-noite", afirma o analista financeiro Cristiano Machado. Ele e a família socorreram uma das vítimas do atirador
Vítimas
A lista com os nomes das vítimas não foi divulgada pela polícia, mas entre elas estão nove mulheres, uma criança e dois homens.
O autor do crime estava em processo de separação da esposa, ainda segundo a PM. O crime ocorreu na Rua Pompílio Morandi, na Vila Prost de Souza, próximo ao Shopping Unimart. *Com informações de Gustavo Biano/EPTV
01/01
2017
Parlamentar e um homem não identificado tiveram um desentendimento, que foi registrado em vídeo. Boletim de ocorrência foi registrado na Central de Flagrantes, neste sábado (31).
G1 Pernambuco
Confusão envolvendo senador Humberto Costa (PT-PE) e um homem não identificado dentro de livraria no Bairro do Recife
O senador Humberto Costa (PT-PE) registrou um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil de Pernambuco investigue uma confusão ocorrida entre ele e outro homem dentro de uma livraria localizada no Bairro do Recife, na área central da capital, na tarde deste sábado (31). Por volta das 16h30, o político chegou à Central de Flagrantes, no bairro de Campo Grande, de onde saiu, em seguida, para ir ao Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife para fazer exame de corpo e delito.
“Ele relatou que houve uma confusão após uma discussão sobre política, então foi registrado um boletim de ocorrência. Depois foi encaminhado para fazer o exame traumatológico, pois a camisa dele estava rasgada e ele estava com um arranhão na testa", explicou ao G1 pelo telefone a delegada Claudia Valadares. “O próximo passo será solicitar as imagens das câmeras de segurança da livraria”, complementou.
Por meio de nota, o senador explicou que o desentendimento com outro cliente da livraria teve início no momento em que fazia uma consulta por livros a um dos funcionários do estabelecimento. “Sem qualquer motivo, fui atacado por uma pessoa completamente descompensada. Primeiro, verbalmente, tratado por vários impropérios. Não satisfeito, o agressor partiu para o ataque físico, o que foi testemunhado por vários clientes da Livraria”, narra no texto.
Um vídeo recebido pelo WhatsApp da Globo Nordeste mostra o momento em que dois homens se desentendem e chegam à agressão física no chão da livraria. Segundo a assessoria do senador, Humberto Costa é aquele que está usando uma camisa na cor laranja. Ainda de acordo com o relato na nota, Costa afirma ter agido em defesa própria: “Não tive outra coisa a fazer a não ser me defender e defender a minha integridade física. Estamos requerendo as imagens feitas pelo serviço de câmeras da livraria”.
O G1 tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da livraria, mas não obteve êxito.
01/01
2017

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo
Em seu mundo encantado, Temer roda o país prometendo fantasias
Em 2017 a economia começaria a rodar, pois a máquina do governo seria destravada quando o Senado depusesse a presidente da República. A doutora foi para Porto Alegre e o governo de Michel Temer vive em regime de perplexidade, com ministros permanentemente ameaçados pela lâmina. (Noves fora os seis que já rodaram.) O crescimento de 2017 poderá vir, se vier, no segundo trimestre. A caravana Temer dizia que até o final de 2016 seriam criados 100 mil novos empregos. Nos últimos 11 meses (cinco dos quais na gestão do comissariado), três milhões de pessoas perderam seus postos de trabalho, e há 12,1 milhões de brasileiros desempregados, na pior marca de todos os tempos (11,9%).
Temer sabe que com a atual taxa de juros não há a menor possibilidade de se começar a amenizar o desemprego antes do segundo semestre. Ele e o Banco Central foram aprisionados pelo todo-poderoso "mercado" e, fugindo da realidade, o governo encastelou-se na moderna astrologia dos marqueteiros.
Temer roda o país prometendo fantasias encantadoras embebidas de "pensamento positivo": "Quero no futuro ser reconhecido como o maior presidente nordestino que esse país teve". Para o presente, informa que o seu mandarinato "há de ser um governo reformista".
Ganha uma viagem à Coreia do Norte quem tiver lido as autolouvações publicitárias que a marquetagem oficial espalha pelo país, com o dinheiro dos impostos dos outros.
01/01
2017
Em 2016, viraram réus o ex-presidente Lula, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador Sérgio Cabral, entre outros. Em 2017, as sentenças devem chegar
VEJA
A Operação Lava Jato mirou – e acertou – nomes importantes da política nacional em 2016. Em Curitiba, Rio de Janeiro ou Distrito Federal, seja pelo escândalo de corrupção na Petrobras ou investigações derivadas dele, foram parar no banco dos réus pesos-pesados como o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o marqueteiro João Santana.
O juiz federal Sergio Moro e os demais magistrados de primeira instância à frente destas ações penais, a exemplo de Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, levam uma média de seis a nove meses entre o recebimento de denúncias do Ministério Público Federal e os julgamentos.
Considerando a velocidade das canetas de quem vai julgá-los, estes nomes outrora poderosos devem figurar em sentenças judiciais em 2017. Relembre na lista abaixo as acusações contra eles:
Lula
Réu em cinco ações penais na Justiça Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conhecer suas primeiras sentenças judiciais em 2017. Lula foi colocado no banco dos réus pela primeira vez em julho de 2016, quando o juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que acusa o petista de ter participado da tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, abriu a segunda ação penal contra o ex-presidente em setembro. Neste processo, o petista é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex construído pela OAS no Guarujá (SP) e no armazenamento de seu acervo pessoal, bancado pela empreiteira. O terceiro processo contra o ex-presidente Lula foi aberto em outubro pelo juiz Vallisney Oliveira, também da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, a partir da Operação Janus. Neste caso, pesam contra Lula acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência em contratos do BNDES que teriam favorecido a empreiteira Odebrecht. Nos dias 16 e 19 de dezembro, respectivamente, Oliveira em Moro aceitaram mais duas denúncias contra o ex-presidente, que sentou no banco dos réus da Operação Zelotes, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e em mais um processo da Operação Lava Jato, desta vez pelo suposto recebimento de propinas da Odebrecht.
Eduardo Cunha
Preso em Curitiba desde outubro por ordem do juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha é acusado em três ações penais e também deve ser julgado em 2017. Cunha é réu desde outubro na Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas por supostamente ter recebido propina na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, pela Petrobras. O dinheiro teria sido escondido em contas não declaradas pelo peemedebista no exterior. Outra ação penal contra Cunha corre no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, esta por suposto recebimento de 5 milhões de dólares em propina oriundos de contratos de afretamento de navios-sonda da Samsung Heavy Industries pela Petrobras. Cunha ainda é réu em outro processo, que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal, em que é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prevaricação e violação de sigilo funcional em aportes de fundos de investimento administrados pela Caixa Econômica Federal, como o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), em empresas.
Antonio Palocci
Identificado como “Italiano” nas planilhas departamento de propinas da Odebrecht, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci está preso em Curitiba desde o fim de setembro, se tornou réu na Lava Jato no início de novembro e deve conhecer a sentença do juiz federal Sergio Moro em 2017. A força-tarefa do Ministério Público Federal atribui a Palocci os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido e intermediado ao PT pagamentos de propina da empreiteira. Um relatório da Polícia Federal mostra que, entre 2008 e o fim de 2013, foram pagos mais de 128 milhões de reais ao partido e seus agentes, incluindo o ex-ministro.
João Santana
Preso em fevereiro de 2016 e colocado no banco dos réus da Lava Jato dois meses depois em duas ações penais, o marqueteiro João Santana ainda não foi sentenciado por Sergio Moro. Santana é acusado pelo Ministério Público Federal dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os investigadores da Lava Jato descobriram depósitos da empreiteira Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki, representante do estaleiro Keppel Fels, de Singapura, em uma conta não declarada mantida na Suíça pelo marqueteiro e sua mulher e sócia, Mônica Moura. Os pagamentos, num total de 7,5 milhões de dólares, foram feitos até o final do ano de 2014, ou seja, na época em que o publicitário dirigia a campanha à reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. João Santana deixou a cadeia em agosto e negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato.
Sérgio Cabral
Preso na Operação Calicute, desmembramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral é o mais recente peixe grande a ser colocado no extenso banco dos réus da Lava Jato e também deve terminar 2017 com pelo menos uma sentença na primeira instância. O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da operação no Rio de Janeiro, aceitou no início de dezembro a denúncia do Ministério Público Federal contra Cabral pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O peemedebista é acusado pelos procuradores de ter liderado um esquema de corrupção que desviou 224 milhões de reais de contratos públicos do estado do Rio com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.
José Dirceu
Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no mensalão e a mais 20 anos e 10 meses no petrolão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deve receber outra sentença judicial em 2017. Dirceu, que está preso em Curitiba desde agosto de 2015, é réu em outro processo na Lava Jato, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no suposto recebimento de propina em contratos do setor de compras da Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, a Apolo Tubulars e a Confab, fornecedoras com 5 bilhões de reais em contratos com a estatal, pagaram propina de mais de 40 milhões de reais para “prosperarem” na petrolífera. Parte do dinheiro sujo teria sido destinada ao petista. A ação penal em que José Dirceu é réu está na fase de alegações finais, ou seja, a última oportunidade para acusação e defesa exporem seus argumentos ao juiz Moro.
01/01
2017
A Lava Jato completa três anos em março de 2017 impulsionada pelos desdobramentos dos inquéritos instaurados em Curitiba, sede da operação, por seus filhotes já espalhados por seis estados brasileiros e pela delação da Odebrecht
Blog Fausto Maacedo
A expectativa dos procuradores e delegados é que essa convergência de fatores duplique os números da investigação que em 2016 realizou 17 operações e ofereceu 20 denúncias. Só com o acordo da empreiteira baiana, a projeção é que, além dos seis estados com inquéritos em andamento, ao menos outros sete transformem-se em sedes de operações cujo objetivo é avançar sobre o “mega esquema de desvios de recursos públicos” patrocinado por agentes públicos e privados corruptos.
Após os desmembramentos impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o compartilhamento de informações com o Ministério Público de outros estados, operações “filhotes” da Lava Jato já apareceram em São Paulo (Custo Brasil), Rio de Janeiro (Irmandade, Pripyat e Calucite), Goiás (O Recebedor e Tabela Periódica), Pernambuco (Vidas Secas e Turbulência), Rondônia (Crátons) e no Distrito Federal (Janus). Com a delação da Odebrecht esse número deve quase duplicar. Apenas nos documentos apreendidos na 35ª fase, a Ommertá, os investigadores encontraram e-mails e pedidos de pagamento via o Setor de Operações Estruturadas, o departamento da propina, atrelados a 38 projetos espalhadas em 10 estados – RJ, SP, BA, RS, PE, RN, PR, CE, PI e ES. São obras que vão desde o metrô em São Paulo e Rio de Janeiro aos estádios da Copa do Mundo em Pernambuco, Rio e Bahia. (veja mapa ao lado)
Alvo de ao menos quatro fases da operação em 2016, a empreiteira baiana foi arrastada para um acordo de colaboração que, segundo investigadores ouvidos pelo Estado, deve duplicar o tamanho da Lava Jato e postergar seu encerramento em ao menos dois anos. A colaboração da empreiteira baiana também vai dobrar o número de delatores. Segundo o MPF, até agora eram 71 pessoas físicas signatárias de acordos, com a Odebrecht, além da maior leniência da história mundial – R$6,9 bilhões de multa -, a investigação terá ao menos mais 77 executivos delatores que entregarão pagamentos indevidos em cerca de 100 projetos espalhados pelo Brasil e outros 13 países.
No Brasil, a expectativa dos investigadores e advogados ouvidos pelo Estado é que a delação atue em duas frentes. Por um lado, as informações reveladas pelos executivos devem gerar inquéritos nos locais onde as obras foram realizadas de modo a criar novas forças-tarefas nos moldes das já instaladas em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Essa novas células de investigações devem produzir novas operações que vão pipocar ao longo do ano em vários regiões do país.
Outra frente será resultado de um efeito colateral do acordo da Odebrecht. Advogados já foram avisados que ao menos a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez terão seus acordos revistos para inclusão de novos fatos narrados pelos executivos da empreiteira baiana. Ao recall nos acordos soma-se ainda as novas potenciais delações. Só de empreiteiras, estão na fila da procuradoria-geral da República (PGR) a Mendes Júnior, a Delta Engenharia, a EIT Engenharia, a Galvão Engenharia e a OAS.
Com essa convergência de fatores, a expectativa dos investigadores é que em 2017 os números da operações batam novo recorde. Sobre 2016, em seu balanço a anual, os procuradores responsáveis pelos processos sob tutela do juiz federal Sergio Moro relacionam as 17 operações realizadas e as 20 denúncias oferecidas este ano a “intensificação dos trabalhos ao lado da Polícia e da Receita Federal, expressando o firme compromisso de investigar e processar todos os crimes relacionados ao maior escândalo de corrupção da história do país.” Em quase três anos de investigação, somente na 1ª instância, são 103 prisões temporárias, outras 79 preventivas, 197 conduções coercitivas e 730 buscas e apreensões derivadas de 1.434 procedimentos instaurados. No total, as ações derivadas dos inquéritos em Curitiba pedem o ressarcimento de R$ 38,1 bilhões aos cofres públicos. Fabio Serapião e Ricardo Brandt
Quando os ratos, preás e outros roedores de pernambuco vão perder a \"pose\" e se mudar para o xilindró?
01/01
2017
Papéis da petroleira estatal foram a maior alta nominal em 2016, segundo levantamento da consultoria Economática
VEJA
Apesar de amargar, em 2016, resultados financeiros desanimadores, grande parte das maiores empresas brasileiras de capital aberto teve pelo menos um motivo para comemorar.
Se, por um lado, muitas registraram prejuízo recorde, por outro, elas não só recuperaram o valor de mercado perdido em 2015, como foram além.
O valor de mercado da Petrobras passou de 101,3 bilhões de reais no fim de 2015 para 209,4 bilhões de reais, incremento de 106,7%.
O resultado ocorre apesar de um prejuízo líquido de 17,3 bilhões de reais nos nove primeiros meses do ano, o maior da bolsa brasileira no período em valores absolutos, segundo levantamento da Economática.
01/01
2017
Governo promete ampliar reformas para manter apoio do capital em 2017
Blog do Kennedy
A baixa popularidade do governo e as revelações da Lava Jato que atingem figuras do PMDB levaram o presidente Michel Temer a mudar a sua estratégia política. A nova propaganda do governo federal, que fala em priorizar reformas, é sinal dessa mudança.
Antes, Temer pensava em priorizar a PEC do Teto, já aprovada, e a reforma da Previdência. Agora, passou a falar em outras reformas, como a trabalhista, a tributária e até a política, que são muito difíceis de serem aprovadas no Congresso.
Esse discurso é uma forma de manter o apoio do empresariado e do mercado financeiro para enfrentar dificuldades que serão criadas pela Lava Jato em 2017.
Temer quer evitar um erro de Dilma, que perdeu apoio da elite econômica e caiu. Ele procura se manter útil ao grande capital nacional e estrangeiro.