FMO janeiro 2020

07/04


2020

Coluna da terça-feira

Gabinete do ódio fere Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não caiu, pelo menos até ontem, mas seu trabalho vem sofrendo boicote e enfrenta uma grande instabilidade política por causa da ação diabólica do chamado Gabinete do Ódio, gerido pela também pela figura de estirpe de demônio, o pensador Olavo de Carvalho, sob o beneplácito de Carlos Bolsonaro, o Carluxo, filho do presidente da República.

Mandetta faz uma excelente gestão, toma as medidas mais corretas e adequadas para o enfrentamento do Covid-19, o vírus da mortandade mundial, mas não tem a compreensão nem conta com a sensibilidade do presidente. Ruim para o País. Num momento tão delicado e sofrido da humanidade, com grandes reflexos do mal do século se disseminar no País, não é hora de puxar o tapete de ninguém.

Desestabilizar o ministro da Saúde, aprovado pela grande maioria da população brasileira, é um crime, dano enorme à sociedade, que trancafiada em casa, torce e aposta nas medidas do Governo para sair da curva do mergulho na morte para entrar no declínio da sobrevivência do vírus. Fala-se num abril de horrores e num maio de começo do fim da pandemia. O momento é de serenidade e de esperança.

Mas não se pode ter esperança num Governo atrapalhado, com um presidente que vive o tempo todo criando dificuldades para o seu ministro da Saúde quando deveria, junto com o auxiliar, montar um exército de aliados para combater quem nos ameaça de morte. O dia de ontem, por exemplo, foi de cão para Mandetta. Até perfil falso dele nas redes sociais foi criado para jogá-lo contra o chefe, o presidente.

Se Bolsonaro não é firme com seu principal ministro que trabalha 24 horas nessa crise do Covid-19, os generais Braga Netto, Luiz Ramos, Fernando Azevedo e Silva e o almirante Flávio Rocha agem. Fecharam posição contra a demissão de Mandetta. Eles aconselharam Jair Bolsonaro a reconsiderar sua decisão em razão de uma série de consequências negativas, dentre elas o risco de que um pedido de impeachment viesse a ser acolhido pelo Congresso Nacional.

Na reunião de ontem, após o bombardeio falso de que o ministro havia caído, notícia bancada pelo jornal O Globo, os militares deixaram Mandetta defender-se das acusações de radicalismo na defesa da tese do isolamento, contrariando posição de Bolsonaro, e minimizaram as queixas dos setores da economia que estão sofrendo mais com as restrições.

Defesa do Senado – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse ao ministro da articulação política, general Luiz Eduardo Ramos, que não existe “justificativa plausível” para exonerar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Para Alcolumbre, tirar o ministro da Saúde será um “grave erro”. No final de semana, Bolsonaro disse, sem citar nomes, que não tem medo de usar sua caneta, e que alguns ministros viraram “estrela”. O presidente do Senado recusou um encontro no final de semana com o presidente Jair Bolsonaro pois, segundo disse a interlocutores, entendeu que seria um movimento para ser convencido da demissão de Mandetta.

Reação imediata – “Ameaça não dá”, reagiu Mandetta, depois da manifestação de Bolsonaro, transmitida ao vivo por uma rede social, domingo passado, na qual insinuou que ele estaria fora do Ministério. Mandetta teria afirmado a dois ministros que, se na entrevista coletiva diária de ontem sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma “dura”. O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os auxiliares convocados para uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Elogios ao príncipe – Embora não tenha conseguido sequer fazer uma chapa para a Câmara do Recife, o PSD, de André de Paula, caminha para se abraçar com o candidato do PSB a prefeito, João Campos. Na entrevista que concedeu, ontem, ao Frente a Frente, se derramou em elogios ao socialista como se fosse uma Brastemp. Mas quando perguntado quando o partido iria definir seu rumo na sucessão do prefeito Geraldo Júlio, não foi claro. Disse apenas que isso era uma decisão que o partido iria tomar mais à frente. O partido, no entanto, é ele, o manda-chuva, diante do isolamento do secretário de Turismo, Rodrigo Novaes, que tomou Doril.

Boa chapa – Quem, na verdade, está ancho da vida pela chapa proporcional que montou no Recife é o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte. Com oito vereadores na chapa, ele aposta que elege igual número. “Temos o maior tempo de televisão dentre todos os partidos que já sinalizaram pelo apoio à candidatura de João Campos a prefeito”, disse, em entrevista ao Frente a Frente. Quanto a Jaboatão, Dudu, como é mais conhecido, afirmou que o partido ainda não decidiu se disputa com candidato próprio ou apoia a reeleição do prefeito Anderson Ferreira (PL). No PP, o nome que tem se colocado no páreo em Jaboatão é o do deputado Joel da Harpa, com a simpatia de Dudu, que sinaliza para Anderson quando elogia a sua gestão.

CURTAS

NEUTRALIDADE – Por falar em Jaboatão, o prazo para mudança de partido e troca de domicílio eleitoral foi para as cucuias no último sábado sem confirmar a troca de domicílio da deputada-delegada Gleide Ângelo do Recife para aquele município, segundo maior colégio eleitoral do Estado. Isso dá uma margem maior de segurança para a reeleição do prefeito. Nas pesquisas anteriores ao fechamento do prazo do domicílio, Anderson só estava atrás da própria delegada. Sem ela na disputa em Jaboatão, provavelmente fruto de um acordo com o PSB e o Palácio das Princesas, a família Ferreira pode tomar uma posição de neutralidade na eleição do Recife.

ALDO, O MORDAZ – Experiente na cobertura da política nacional, o meu amigo jornalista Aldo Paes Barreto, que por muito tempo assinou colunas em jornais de Pernambuco, não perdeu a oportunidade e o bom humor, ontem, para fazer um comentário sobre o vaivém do ministro da Saúde diante da boataria de que perderia o posto. “A situação de Mandetta é como a de um sujeito que está cheio de gases intestinais em ambiente solene. Ele sabe que vai acontecer, vai fazer barulho, pode até dar em merda, mas será um grande alívio quando sair”. Mordaz, hein?

NEM NO CALÇADÃO – O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou, ontem, um projeto de lei para conceder o pagamento de pensão integral aos familiares de servidores da Saúde e de outros serviços essenciais que venham a morrer em consequência do novo coronavírus. Além disso, também foram anunciadas outras medidas para tentar conter a pandemia da doença Covid-19 no Estado. Entre elas, a prorrogação do decreto que proíbe o acesso às praias e parques até o próximo dia 13, mais uma semana, já que o prazo inicial terminaria ontem. Essa proibição também foi ampliada nas praias a circulação no calçadão.

Perguntar não ofende: Bolsonaro estaria querendo se livrar de Mandetta por causa das suas ligações com Rodrigo Maia e Alcolumbre?


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Abreu e Lima

06/04


2020

A caneta de Magno é venenosa e envenenada

Por Mariana Teles* 

Magno é sertanejo. Essa condição inicial faz dele um farejador nato. Herda, das raízes do Pajeú seco de água e inundado de talento, a coragem, ingrediente que faz do jornalista um legítimo escravo da informação. Sua caneta, apesar de eleger a política como principal alvo, não se permite se resumir a ela. Ao contrário, o veneno e a acidez do seu texto são ponderados pela poesia e a leveza das suas impressões. Mesmo na mais delicada notícia, ele consegue (como bom malabarista) equilibrar o tom cirúrgico e pouco econômico com a brandura de quem escreve contemplando a Catedral de Afogados da Ingazeira.

Seu jornalismo é um jornalismo cidadão. Feito para incomodar, para só deixar a gente sair de casa depois da primeira leitura do seu blog. Sem baixar a guarda, é um exímio criador de fatos. Perseguidor da informação e igual menino ruim, que conhece onde a mãe esconde o doce pelo faro, ele sabe acertar no alvo. 

Sua habilidade não é só de comunicar, seja na mídia impressa ou na vanguarda do blog que fez de sua história um marco temporal que divide a notícia do Nordeste na internet entre dois períodos: antes de Magno e depois de Magno. 

A escola martiniana de comunicação criou uma geração de blogueiro. Até motorista virou volante de notícia. Sua escola é para ser sim criticada, pois o jornalismo que não incomoda ou não perturba a crítica, é apenas diapasão dos que estão no poder, e o poder para Magno é a informação.

Maugno, Maligno... ou qualquer batismo feito, é simplesmente o atestado que Pernambuco (Estado que o fez campeão de títulos de cidadania em quase todos os municípios) possui nos seus quadros de talentos um amante da comunicação, um sertanejo que usa seu espaço e sua credibilidade para descortinar tantos outros sertanejos. 

Na década de 1990, quando assumiu a surcusal do Diário de Pernambuco em Brasília fez questão de levar Valdir Teles (meu pai) e João Paraibano para inauguração, prova inconteste da força do Pajeú em sua história.

Para nós, sertanejos e desbravadores do Recife, Magno funciona como uma espécie de padrinho sem conhecer ou saber quem é o afilhado: basta ser sertanejo. De conseguir cirurgia e transferência de paciente do interior para capital apenas com uma ligação, até apresentar os novos talentos. Essa gratidão é muito genuína de todos nós, seus irmãos do Pajeú. 

Nem as trevas eventuais que a vida nos impõem conseguiram retirar a singularidade de Magno em nosso Estado, apenas reforçou a lacuna de qualidade de texto, independência e informação. O espaço é seu. Nunca deixou de ser. A liderança é atemporal. Ademais, quem abre tantos caminhos entende mais de abrir janelas do que de fechar portas.

Parabéns pelos 14 anos colocando Pernambuco a frente do Nordeste, e o Pajeú falando ao País pela sua caneta, ora venenosa e envenenada, ora lírica e poética, mas sempre genial.

Parabéns meu amigo, não se pode contar a história da comunicação em Pernambuco sem passar pelo seu nome.

*Advogada e poetisa


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06/04


2020

Saúde propõe reduzir isolamento em algumas regiões

Por G1

O Ministério da Saúde propõe reduzir parcialmente o isolamento em cidades e estados com metade dos leitos e estrutura de saúde vagos. A medida, de acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira (6), passaria a valer na segunda-feira (13).

A partir da próxima semana, portanto, cidades com mais de 50% da capacidade de atendimento médico disponível poderiam passar do Distanciamento Social Ampliado (DSA) para uma transição ao Distanciamento Social Seletivo. Veja a diferença entre os dois tipos de isolamento e o bloqueio total (lockdown), de acordo com documento do ministério:

. Distanciamento Social Ampliado (DSA): Estratégia que não tem limitações apenas para grupos específicos - todos os setores da sociedade devem permanecer em isolamento.
. Distanciamento Social Seletivo (DSS): Apenas alguns grupos ficam isolados. Pessoas com menos de 60 anos e sem condições que elevam o risco de casos graves poderão circular livremente.
. Bloqueio total (lockdown): Nível mais alto de segurança com distanciamento de todos os cidadãos e também um bloqueio total de todas as entradas do perímetro da cidade/estado/país por profissionais de segurança. Ninguém tem permissão de entrar ou sair.

As cidades que não apresentarem mais de 50% dos leitos vagos, entre outros critérios médicos, deverão manter o Distanciamento Social Ampliado até a estabilização do sistema de saúde.

"Hoje publicamos informações sobre o Distanciamento Social Ampliado, Distanciamento Social Seletivo, e Bloqueio Total (lockdown). As medidas são temporárias, localizadas e o governo federal está fazendo de tudo para que elas sejam minimizadas ao máximo possível", disse nesta segunda-feira Wanderson Oliveira, secretário de vigilância em saúde do ministério, em entrevista a jornalistas.

A apresentação da nova estratégia ocorre após uma mudança de tom de Jair Bolsonaro a respeito do isolamento social. Na terça-feira (31), o presidente fez pronunciamento em rede nacional em que não criticou diretamente as medidas do Ministério da Saúde. No domingo (29), no entanto, passeou por Brasília e entrou em contato com cidadãos da cidade. A pasta e o presidente têm discordado sobre as medidas de isolamento no combate ao coronavírus no Brasil.

O colunista do G1 Gerson Camarotti informou nesta segunda-feira que o ministro Luiz Henrique Mandetta desabafou a interlocutores depois de tomar conhecimento de uma fala de Jair Bolsonaro.

O presidente teria dito que alguns ministros viraram "estrelas" e falam "pelos cotovelos". Bolsonaro teria afirmado também que a caneta dele funciona. Sem mencionar nomes, disse que "a hora deles [em referência a esses ministros] ainda não chegou. Vai chegar".

"Ameaça não dá. O presidente tem de tomar uma decisão", afirmou Mandetta, segundo interlocutores, em telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende o isolamento social como uma das principais medidas para o combate ao vírus. A suspensão da medida deve, segundo o órgão internacional, respeitar uma série de fatores, com uma estratégia de transição cuidadosa e gradual. (veja reportagem acima)

A infectologista Joana D’Arc reforçou que o afrouxamento das medidas de isolamento só deve ser implementado se houver estoque suficiente de equipamentos. Ela avalia que mudar a situação atual pode colocar tudo a perder.


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Prefeitura de Serra Talhada

06/04


2020

Proposta proíbe demissão de ministro e secretários de saúde durante covid-19

Do Blog Falando Francamente

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 54/20 proíbe a demissão imotivada do ministro da Saúde e de secretários estaduais e municipais da área durante a vigência da lei que trata das ações para conter o vírus (Lei 13.979/20).

Pelo texto, os chefes das pastas de saúde só poderão sair por renúncia, condenação transitada em julgado ou descumprimento injustificado das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ouvidos os conselhos Nacional de Saúde, Federal de Medicina e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“A investidura a termo para o cargo de dirigente máximo da Saúde visa assegurar a continuidade de orientação e independência técnica do órgão que assume relevante papel científico e de interlocução com a comunidade científica”, afirmou o autor da proposta, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA).

Segundo ele, o enfrentamento da pandemia passa por decisões científicas que exigem a permanência no cargo dos responsáveis pela pasta para proteger a saúde da população.

Normas gerais

O projeto estabelece normas gerais para enfrentar a calamidade pública decretada por causa da pandemia de Covid-19.

Segundo Passarinho, a insegurança jurídica sobre a aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) durante a pandemia e frágil coordenação federativa no enfrentamento ao vírus são os principais motivos da proposta. “A sociedade clama por respostas urgentes, mas legitimamente pactuadas na federação em prol do efetivo enfrentamento da pandemia”, disse.

Segundo o texto, o enfrentamento da calamidade é uma responsabilidade solidária da União, estados e municípios e deve ser feito de forma transparente e proporcional ao máximo de recursos disponíveis.

O projeto dispensa União, estados e municípios de respeitarem as regras da LRF, desde que a expansão da despesa seja por causa de medidas emergenciais em razão do estado de calamidade. Assim, os entes poderão ir além dos limites da LRF para despesa com pessoal ou dívidas e não precisarão seguir as regras de contingenciamento.

A flexibilização da LRF vale, porém, somente para despesas relacionadas diretamente com medidas emergenciais para áreas como saúde, assistência social, segurança pública e seguro-desemprego. Também são vedadas despesas de caráter continuado, ou seja, que se prolonguem por mais de dois anos.

Renúncia de receita

O texto permite a renúncia de receita tributária para reduzir os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. Para isso, o Poder Público precisará demonstrar a necessidade de ampliar eventual benefício e divulgar o impacto fiscal e beneficiários em até 60 dias.

Os governos federal, estaduais e municipais deverão ampliar o número de pessoas atendidas em programas de transferência de renda pela flexibilização de regras cadastrais.

A comissão mista criada para seguir os gastos e as medidas tomadas pelo governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid-19 também deverá acompanhar as ações nacionais coordenadas pelos entes.

O projeto suspende também reajuste de servidores ou criação de cargos e qualquer concurso. A exceção é para atender à necessidade temporária de interesse público, como a convocação de novos profissionais de saúde.

O grupo tripartite com representantes da saúde de União, estados e municípios – previsto na Lei Orgânica da Saúde, deve coordenar o levantamento de demandas sanitárias e as respectivas respostas.

O texto cria ainda uma central nacional de regulação de leitos públicos e privados em unidades de tratamento intensivo (UTI) sob responsabilidade do Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


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06/04


2020

Mandetta: governo se reposiciona para enfrentar covid-19

Por G1

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta segunda-feira (6), em entrevista coletiva no ministério, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e ministros no Palácio do Planalto, que permanecerá no cargo.

De acordo com o Blog do Camarotti, Bolsonaro havia decidido demitir o ministro, mas voltou atrás depois da reação de ministros do governo, dos presidentes de Senado e Câmara e de parlamentares.

O motivo que levou o presidente Jair Bolsonaro a cogitar a demissão de Mandetta foram as divergências públicas de ambos a respeito das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavírus. O presidente defende o que chama de "isolamento vertical", ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia. O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham em casa.

Segundo Mandetta, a reunião no Planalto serviu para demonstrar que agora o governo 'se reposiciona' em relação ao enfrentamento a novo coronavírus.

"A reunião foi muito produtiva. Foi uma reunião muito boa, acho que o governo se reposiciona de ter mais união, foco. Todos unidos em direção ao problema", declarou.

O ministro chegou a afirmar que ele e auxiliares já estavam "limpando as gavetas".

"Tinha gente aqui dentro limpando gaveta, pegando as coisas. Minhas gavetas, vocês ajudaram a fazer a limpeza das minhas gavetas. Nós vamos continuar porque, continuando, a gente vai enfrentar o nosso inimigo. O nosso inimigo tem nome e sobrenome: é o covid-19", afirmou. E voltou a repetir: "Médico não abandona paciente. Eu não vou abandonar", declarou o ministro.

Na entrevista coletiva, Mandetta também afirmou que não tem receio de crítica, mas que as críticas devem ser "construtivas", sem tentativa de criar "dificuldade no ambiente de tabalho".

"Trabalhamos o tempo todo com transparência nos números, nas discussões e nas tomadas de decisão. Não temos receio de crítica. A crítica construtiva enobrece e nos faz rever e dar um passo à frente. Gostamos da crítica construtiva. O que temos diferente é quando, em determinadas situações ou determinadas impressões, as críticas não vêm no sentido de construir, mas para trazer dificuldade no ambiente de trabalho", afirmou.

Paz e imprensa

Mandetta também disse esperar ter "paz" para continuar à frente do ministério. "Infelizmente, começamos com mais um solavanco a semana de trabalho. Esperamos que a gente possa ter paz para poder conduzir", declarou.

Sem citar casos específicos, Mandetta disse ainda que a orientação no Ministério da Saúde é ter "foco", independentemente de "barulhos" que surjam no momento.

"Esses barulhos que vêm ao lado: 'Fulano falou isso, Beltrano falou aquilo'. Esquece isso. Isso está do lado. Apesar dos pesares, foco aqui. Foi o que disse para eles", afirmou.

Em outro momento, destacou o papel da imprensa na cobertura e disse que todos estão dando "dose de sacrifício".

"Agradeço à imprensa que cobra o Ministério da Saúde. Sabemos do momento que está passando o país. Sabemos da importância de permanecer, ajudar. Está todo mundo fazendo sua dose de sacrifício. Nós também daremos nosso sacrifício, nosso quinhão a mais de colaboração, até quando formos importantes, nominados ou até quando o presidente queira", afirmou.

Servidores

Pouco antes de encerrar a fala, Mandetta se dirigiu aos servidores do ministério e afirmou que eles não devem parar o trabalho enquanto ele não determinar isso.

"Não é para parar enquanto eu não falar que é para parar. Quando eu deixar o ministério, vamos colaborar com quem entrar. Mas vamos sair juntos do Ministério da Saúde", afirmou se dirigindo aos servidores que se encontravam na sala da entrevista.

Mandetta também se dirigiu aos servidores para dizer: "Vocês que saíram todos de suas salas, saíram para fazer choro, bater panela, voltem a trabalhar".

Segundo o ministro, ele seguirá no cargo "com o máximo de esforço". Ao afirmar que o dia foi "emocionalmente muito duro para todos" e que ele estava "um pouco mais apreensivo", destacou que irá "tocar em frente como o velho boiadeiro tocando a boiada".

Ao encerrar a entrevista, Mandetta disse que, se Bolsonaro quiser substituí-lo e à equipe atual do ministério, "que encontre as pessoas certas".

"A gente está aqui para ajudar. Mesmo que venha outro, a gente está aqui para ajudar", disse.


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O Jornal do Poder

06/04


2020

Confirmada barriga do Globo. Mandetta fica!

O renomado jornal O Globo entrou para história, hoje, ao ser o primeiro a noticiar a barriga (notícia falsa) de que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, seria demitido, nesta tarde, pelo presidente Jair Bolsonaro. Pelo seu tempo no mercado e por sua credibilidade, logo após soltar a notícia, vários veículos puxaram a informação do Globo e também noticiaram a possível demissão do ministro.

O que intriga é saber que, segundo o Globo, “a informação foi confirmada ao jornal por dois auxiliares do presidente da República”. Seriam esses auxiliares desinformados ou mal-intencionados?


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Banner de Arcoverde

06/04


2020

Mourão diz que Mandetta “segue no combate”

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, há pouco, que a reunião que contou com ministros e com o presidente Jair Bolsonaro tratou de cenários futuros para flexibilizar o isolamento, e disse que Luiz Henrique Mandetta segue no Ministério da Saúde.

“Mandetta segue no combate, ele fica. Tratamentos de cenários, como a flexibilização do isolamento, no futuro”, encerrou Mourão.


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Prefeitura de Limoeiro

06/04


2020

Não recomendo ter Magno como inimigo

Por Edinho Barbosa *

O Magno é um ser incomum. Posso falar dele, pela minha experiência no trato, que talvez não sirva de modelo pra ninguém. Nos conhecemos em 2006. Atravessamos momentos tensos, depois estabelecemos uma relação respeitosa no trabalho, entre nós, como jornalistas, profissionais de comunicação.

Até hoje, não teve uma pisada de bola comigo e espero que da mesma forma, eu com ele. Não recomendo tê-lo como inimigo. Quanto à qualidade, tem pena forte. Nenhum fica tanto tempo com tantos leitores e ouvintes se não tiver valor. 14 anos.

Parabéns, amigo Magno. A epidemia é muito grave, que a misericórdia de Omulu guarneça você e os seus leitores e ouvintes por muitos e muitos anos mais. Que a luz de Jesus, salve a humanidade.

Pelo amor de Deus, fiquem em casa.

*Jornalista e publicitário nacional


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Shopping Aragão

06/04


2020

São Paulo tem panelaço em apoio a Mandetta

São Paulo registrou, na tarde de hoje, um panelaço em apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Segundo convocação que circulou por mensagens no celular, o protesto foi em apoio à permanência de Mandetta no cargo.

Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro estão se “bicando”, nas palavras do presidente, desde o começo da pandemia do coronavírus. Mandetta defende a linha da Organização Mundial de Saúde (OMS) para combater o vírus, enquanto o presidente pede uma flexibilização do confinamento argumentando que o isolamento prejudica a economia.

Os protestos foram registrados em bairros como Pinheiros, Butantã e Vila Madalena, na Zona Oeste, e Bela Vista, Jardins e Cerqueira César, no Centro, onde as foram às janelas gritar palavras de ordem contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), enquanto o Ministério da Saúde anunciava os novos números contra o coronavírus no Brasil.

Mandetta não participou da coletiva porque o presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião ministerial com 17 ministros, às 17h desta segunda-feira, mesmo horário das coletivas que atualizam os números do avanço da infecção no País.

Com as manifestações desta segunda-feira, São Paulo chegou ao 19 º dia de panelaços. As primeiras manifestações contrárias a Bolsonaro ocorreram em 17 de março.


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Comentários

marcos

Herança maldita: Mandetta renova contratos de publicidade de R$ 1bilhão firmados no governo Dilma De forma silenciosa e sem o aval do planalto, o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta renovou contratos de publiciade que ultrapassam R$ 1 bilhão com agências de publicidade que alimentam a mídia contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é a toa, que Mandetta virou o ministro queridinho da extrema imprensa, pois o Ministério da Saúde escoa recursos para empresas de comunicação como Globo e Band que de forma orquestrada firmaram parceria em novembro com a China Media Group, estatal de comunicação do gigante asiático - braço midiático do Partido Comunista da China. O núcleo de jornalismo investigativo do Agora Paraná teve acesso aos contratos firmados pela licitação 02/2016 sob o comando da ex-presidente Dilma Roussef realizado pelo processo número 25000089360201568. O pregão apresenta fortes indícios de fraude. O direcionamento da licitação realizado no governo Dilma é tão explícito que as quatro empresas que foram consideradas aptas a participar do certame foram vencedoras de fatias de R$ 256 mil cada, ou seja, ultrapassando a casa de R$ 1 bilhão. Diretor de Comunicação de Mandetta comandou ASCOM do goverto do PT O contrato bilionário foi renovado de forma silenciosa, sem o aval do presidente da República em uma estratégia do chefe da Comunicação do Ministério da Saúde, Ugo Braga, que foi ligado por anos aos governos lulopetistas. O Diretor de Comunicação Social de Mandetta foi Secretário de Comunicação do governo PT no DF, comandado por Agnelo Queiroz e chegou a se desentender com uma ala petista ligada e se aliou a José Roberto Arruda, pivô do mensalão do DEM. Ugo Braga é o chefe da Comunicação do Ministério da Saúde de Mandetta, mas foi nomeado para este cargo ainda no governo Michel Temer e na mudança de governo conseguiu permanecer no cargo em um acordão com o democratas e partidos de esquerda, sem o conhecimento de Jair Bolsonaro e com aval de Mandetta. O ego do Ministro da saúde inflou e ele quer enfrentar o presidente Jair Bolsonaro, se escondendo atrás das mesmas mídias bancadas por ele. Mandetta está se achando o garoto propaganda do Coronavírus e sabe que sua queda é iminente, por isso aproveita cada dia para se tornar mais midiático, sem se preocupar com os empregos e com a comida na geladeira dos brasileiros. https://www.agoraparana.com.br/noticia/heranca-maldita-mandetta-renova-contratos-de-publicidade-de-r-1bilhao-firmados-no-governo-dilma